Alta dos combustíveis: de quem é a culpa?

Compartilhe

Por Samanta Sallum

Os estados reagiram às divulgações da Petrobras, nas quais se isenta da alta dos combustíveis. A guerra da retórica foi parar na Justiça. Doze procuradores do país assinaram ação, denunciando a empresa por propaganda enganosa. Nos últimos meses, o presidente Jair Bolsonaro vinha jogando a batata quente para os estados e para os postos. A culpa seria do ICMS e da margem de lucro dos revendedores.

Aqui na capital federal, o governador, Ibaneis Rocha, e o secretário de Economia, André Clemente, rebateram. “Nenhum governador em nenhum estado aumentou o ICMS dos combustíveis. Foram nove reajustes de combustíveis pela Petrobras”, declarou Ibaneis em agosto.

Procuradoria do DF

Além disso, o governador do DF afirmou que o problema tinha relação com a instabilidade política do Brasil e defendeu a melhoria no diálogo entre os Poderes. A procuradora do DF, Ludmila Lavocat Galvão, é uma das signatárias da ação judicial contra a Petrobras. Os procuradores do Rio Grande do Sul, Pará, Maranhão, Sergipe, Piauí, Bahia, Amazonas, Pernambuco, Espírito Santo, Goiás, Amapá e Minas Gerais também assinam o documento.

A ação, que pede a retirada imediata da “propaganda enganosa” das redes sociais da Petrobras está na Vara Cível de Brasília.

A parte de cada um no preço final

Revendedores se defendem

O Sindicombustíveis no DF também se defendeu em nota pública. “Fica numericamente claro que a revenda não tem nenhuma participação nesta elevação de preços dos combustíveis, mas apenas o repasse referente aos reajustes ocorridos em um mercado livre que sofre forte influência internacional dos preços do petróleo e da variação cambial no Brasil”, afirmou o Sindicombustíveis no DF.

Redução de ICMS

Nesta semana, a Câmara Legislativa deve aprovar projeto de lei do GDF para que o ICMS caia 3% em três anos e retome ao patamar cobrado há seis.

O governo local pretende renunciar a uma receita de R$ 345 milhões até 2024.

Atualmente, a alíquota no DF para o álcool e a gasolina é de 28% e, no caso do diesel, 15%. Serão reduzidas para 25% e 12%, respectivamente. Isso fará a capital federal retomar a menor taxa de ICMS praticada no Brasil. Ibaneis já tinha prometido a medida ao setor antes mesmo da polêmica. Mas, em meio ao debate, decidiu agilizar o projeto como cota de contribuição do governo local para a redução dos preços.

samantasallum

Posts recentes

  • Coluna Capital S/A

Postos no DF estão com restrição de venda de combustíveis

Já está faltando gasolina e diesel na capital federal.  Redução de impostos não deve segurar…

1 dia atrás
  • Coluna Capital S/A

“Bolsonaro e Lula não combateram a corrupção”, diz Kassab a investidores do mercado financeiro

Líder do PSD tinha na programação reunião com os 50 maiores clientes da InvestSmart para…

2 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

Confira as regiões onde o aluguel mais subiu, e que mais valorizaram para a venda no DF

Mercado de imóveis usados: veja abaixo lista das 10 áreas na capital federal que mais…

5 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

Fecomércio/DF define chapa única para reeleição de presidente

Por SAMANTA SALLUM  Foi concluído o processo eleitoral dos sindicatos empresariais do setor terciário do…

1 semana atrás
  • Coluna Capital S/A

Biodiversidade da Amazônia com a sofisticação de Milão: a marca de Lucas Pinheiro

Por SAMANTA SALLUM  O campeão olímpico Lucas Pinheiro Braathen desponta com talento esportivo e também…

1 semana atrás
  • Sem categoria

BRB quer emitir novas ações para arrecadar R$ 8 bilhões

Por SAMANTA SALLUM  O Banco de Brasília convocou Assembleia Geral Extraordinária para 18 de março…

2 semanas atrás