“Bolsonaro e Lula não combateram a corrupção”, diz Kassab a investidores do mercado financeiro

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Líder do PSD tinha na programação reunião com os 50 maiores clientes da InvestSmart para conversa sobre cenário politico e econômico. Criticou o mau uso das emendas parlamentares; e o de mandatos no Judiciário para fins eleitorais

Por SAMANTA SALLUM

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi a atração de um dos maiores eventos de investidores do mercado de capitais. Foi o único politico convidado a participar de painel,  que reuniu também empresas de assessoria de investimentos. Em meio à polarização politica e ao escândalo do banco Master, Kassab reafirmou a candidatura presidencial do partido, criticando os governos Bolsonaro e Lula.

“Não conseguiram combater a corrupção e nem apresentar os resultados que o país precisa”, afirmou para a plateia de participantes do Smart Summit, no Rio de Janeiro. O evento é realizado pela InvestSmart, escritório de assessoria de investimentos do Brasil e credenciado à XP, e AZ Quest.

Kassab afirmou que o PSD será “o melhor caminho”’ para comandar o país. Destacou os nomes dos governadores Ratinho Jr, Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (Goiás). Depois de participar do painel sobre cenário político, teve uma reunião reservada com os 50 maiores clientes da InvestSmart.

“Um investidor hoje se sente inseguro no país com essa farra de gastos do governo. Gasta â vontade, porque sempre pensa em aumentar a carga tributária, esquecendo que precisa ter recursos provenientes é de uma reforma administrativa”, apontou.

Sobre o escândalo do Master restringiu-se a comentar que ainda é preciso aguardar mais apurações.

“A medida mais importante é o combate à corrupção. Hoje, se você não tiver medidas enérgicas, em especial na atuação de transparência nos gastos públicos para que a corrupção seja enfrentada, você não vai para o lugar nenhum”, frisou Kassab sem citar casos específicos.

Kassab criticou ainda a aplicação de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares do Congresso. “Esse é outro problema do país. Não sou contra as emendas, mas o Congresso não disciplinou o uso delas. É muito dinheiro”, comentou.

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