Categoria: Crônicas
Li no caderno Cidades que as corujas têm um abrigado e são protegidas por moradores da Octogonal e lembrei de um episódio com esses personagens do cerrado. Foi uma experiência de suspense hitchcokiano, em que um exemplar do Correio Braziliense atuou como um dos principais elementos da trama.
Darcy Ribeiro dizia que só se faz sábios com sábios. E um dos sábios que vieram para a Universidade de Brasília é o arquiteto e fotógrafo Luis Humberto. Em Brasília, ele se afirmou na condição de um dos mais importantes nomes do fotojornalismo brasileiro.
Waldomiro de Deus tem o instinto da cor, da fantasia, da composição e do movimento. Tudo que ele toca se transforma em poesia. Mesmo quando aborda temas triviais, as suas pinturas irradiam uma alegria de festa popular brasileira
Desde segunda-feira, estamos vivendo uma história arrepiante na Esplanada dos Ministérios. As câmaras de vigilância teriam flagrado a movimentação de uma onça em pleno Palácio do Itamaraty
Nós estamos vivendo sob o império dos números. Não existem mais pessoas; só planilhas, estatísticas e projeções contábeis. O número venceu, pelo menos provisoriamente.
Bomba! Às vésperas do Dia dos Namorados, esta coluna conseguiu uma mediúnica exclusiva com o poeta do amor, Vinicius de Moraes. Fala, poeta!
Parlamentar 1: Vossa Excelência é uma besta quadrada!
Parlamentar 2: Besta quadrada é Vossa Excelência. Vossa Excelência é um quadrúpede de 28 patas.
Se você já foi fotografado por Mila Petrillo, pode anotar: os deuses têm alguma simpatia por você. Ela escolhe sempre o ângulo mais favorável, o aspecto mais relevante, a luz mais reveladora.
O mundo fica mais alegre, agitado e delicado quando Mila chega. Ela é animada por uma afetuosidade barroca, excessiva, indiscreta, que beira o escândalo.
Sempre que alguém freia o carro e pede para que eu atravesse alguma via, imagino que está inspirado pela frase do profeta: “Gentileza gera amor e paz”. O profeta Gentileza morou em Brasília na década de 1980; eu o vi diversas vezes no Restaurante Coisas da Terra, com a estampa de Cristo, os olhos alucinados e a tabuleta com o lema sagrado. Ele era uma artista conceitual, a sua frase mobilizou um movimento pela delicadeza nas relações cotidianas.
Clarice Lispector era armada de radares poderosos de intuição. Em 11 de dezembro de 1970, ela conheceu a escritora Olga Borelli, de quem se tornaria amiga para sempre. O encontro está registrado na biografia Clarice – Uma vida que se conta (Edusp), de Nádia Battella Gotlib. Mas, um detalhe chama a atenção: na terceira vez em que elas se viram, Clarice convidou Olga para uma visita a seu apartamento. Lá, Olga se surpreendeu: Clarice havia escrito uma carta para propor a amizade.

