Zezé di Carmargo e Wanessa sem filtro em É o amor!

Compartilhe

Série documental É o amor! mostra a intimidade entre Zezé di Camargo e Wanessa. Pai e filha nunca estiveram tão próximos

“Nossa relação vai mudar depois da série. Vai ser um recomeço.” A frase de Zezé di Camargo logo no primeiro dos 10 episódios de É o amor! A família Camargo resume bem o tom da série documental disponível no catálogo da Netflix. Pai e filha queriam muito ter tido esse momento só deles antes, mas as agendas de Zezé e Wanessa adiaram o projeto algumas vezes.

“A série é muito franca. Somos uma família normal, só que famosa. Formada de amor, cara emburrada, conflitos. O que me interessava era mostrar a minha relação com meus filhos de maneira verdadeira. Mostrar que somos quatro indivíduos que podem pensar diferente, mas que se respeitam”, afirma Zezé, em entrevista coletiva de lançamento do programa.

“Valeu por 10 anos de terapia. Eu aproveitei para falar para ele coisas que nunca havia dito. Ele também percebeu que pode chorar sem problema nenhum”, brinca Wanessa. “Combinamos de não desligar a câmera no meio de uma fala para ajeitar uma roupa ou um cabelo. Mostrar meus momentos, meus medos, meus filhos foi desafiador”, completa. A cantora admite que, às vezes, queria pedir para desligar a câmera por estar se expondo, mas lembrava que captar essas inseguranças fazia parte do projeto.

É curioso como passagens da vida de Wanessa e Zezé parecem de domínio público, como a separação dele de Zilu e o sequestro do irmão dele, Wellington. A série não deixa de tocar nesses assuntos. Pelo contrário. “Essa é a oportunidade de pegar a matéria que saiu na época e esclarecer. Muita coisa era fake news, era sem fundamento, só pra chamar clique”, reclama o cantor. (Não deixar esses assuntos de lado) é uma maneira de mostrar outro lado, uma visão maior. É a justiça sendo feita”, completa Wanessa.

A ideia de É o amor! Família Camargo era aproximar não somente os artistas do público, mas, especialmente, o pai da filha. O cantor conta que teve que desligar a chave Zezé di Camargo e deixar vir o Mirosmar (nome de batismo do artista). O resultado é surpreendentemente belo.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

Posts recentes

‘Euphoria’ não está tão ruim quanto dizem

Terceira e última temporada da produção na Max apresenta quase uma nova série para a…

18 horas atrás

‘Beauty in Black’ e o prazer de uma boa vilã

Desde que a segunda temporada de Beauty in Black chegou à Netflix — há pouco mais…

4 dias atrás

Conheça a história central de “Quem ama cuida”, a próxima das nove

Com Letícia Colin vivendo mocinha justiceira, a novela das 21h da TV Globo tem assinatura…

1 semana atrás

Análise: Mais que a originalidade, ‘Três Graças’ vence coroando a autenticidade

A novela original superou o aguardado remake de Vale tudo, lamentavelmente desconfigurado por Manuela Dias  Patrick…

2 semanas atrás

A onipresença de Belo na telinha

O ano de 2025 foi do cantor, que se lançou como jurado de reality, ator…

2 semanas atrás

Análise: Prisão de Gerluce escancara a saudade que o público estava do novelão

É nesse ponto que Três Graças se afirma como um novo marco da teledramaturgia. A…

3 semanas atrás