“Vale tudo” — a verdadeira novela — está de volta à tevê

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Após o criticado remake assinado por Manuela Dias, Globoplay Novelas exibe uma nova reprise do clássico de 1988 eternizado por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères

Patrick Selvatti

Esqueça o que viu no ano passado. Seis meses após o término do mal fado remake produzido pela TV Globo, o Globoplay Novelas traz de volta, a partir desta segunda-feira (16/3), o clássico Vale tudo, que entra no lugar de Hipertensão. O folhetim exibido em 1988 — assinado por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères — é um retrato da inversão de valores, centrada no embate entre a honesta Raquel Accioli (Regina Duarte) e sua filha inescrupulosa, Maria de Fátima (Gloria Pires), que vende a casa da família para tentar a sorte no Rio de Janeiro.

Mas é na figura da poderosa e arrogante Odete Roitman (Beatriz Segall) que a novela encontra sua força antagonista. A vilã, que desprezava o próprio país e manipulava a vida de todos ao seu redor, protagonizou o mistério mais famoso da televisão brasileira em seu assassinato — sem direito à ressurreição — na reta final da aclamada trama.

Além da exibição no canal, o título fica disponível na íntegra para quem prefere maratonar no streaming Globoplay.

Com Beatriz Segall, Odete Roitman entrou para a galeria de vilãs inesquecíveis das novelas brasileiras

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Tá massa

Como ocorre todo ano, a TV Globo lançou o seu Oscar. A votação para os Melhores do Ano de 2025 na teledramaturgia da emissora está aberta para que o público de casa escolhe a novela, a série, os atores e as atrizes favoritos, além dos destaques no jornalismo, no esporte e no humor. Nesta seleção, vale destacar as presenças de Belize Pombal e Suely Franco, que roubaram as cenas como atrizes coadjuvantes, respectivamente, em Vale tudo e Dona de mim, e Ricardo Teodoro, revelado no remake assinado por Manuela Dias. Para Melhor Ator, o prêmio indiscutivelmente pertence a Tony Ramos, por Dona de mim. Como Melhor Atriz, o páreo é duro entre Debora Bloch, de Vale tudo, e Grazi Massafera, de Três Graças. Como Melhor Novela, a torcida da coluna vai totalmente para a produção assinada por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, atualmente no ar às 21h.

Tá paia

Por outro lado, a seleção de artistas concorrentes ao prêmio causou muito incômodo na crítica especializada pela ausência das atrizes Sophie Charlote (Gerluce de Três Graças), Carol Castro (Clarice em Garota do momento), Claudia Abreu (Filipa de Dona de mim) e Arlete Salles (Josefa em Três Graças) na seleta lista de nominadas. Também causou estranheza a presença de Pedro Novaes em duas categorias (uma, como Leonardo de Três Graças, e a outra como o Beto de Garota do momento). Na categoria Revelação, faltou Elis Cabral, a atriz mirim que brilhou como Sofia em Dona de mim.

Patrick Selvatti

Sabe noveleiro de carteirinha? A paixão começou ainda na infância, quando chorou na morte de Tancredo Neves porque a cobertura comeu um capítulo de A gata comeu. Fã de Gilberto Braga, ama Quatro por quatro e assiste até as que não gosta, só para comentar.

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