Crédito: Richard Hanson/Divulgação. June, protagonista de Os inocentes
Os inocentes é mais uma daquelas séries estranhas da Netflix. E não me entenda mal, quando uso a palavra para denominar a produção, não é para dizer que é necessariamente ruim, mas que é realmente fora do comum. Característica essa que já virou uma marca da plataforma de streaming, basta lembrar de The OA, Sense8 e Dark.
A série estreou nesta sexta-feira (24/8) no serviço com oito episódios e gira em torno da história da protagonista June (Sorcha Groundsell), uma jovem que foi criada num ambiente opressor ao lado do pai e do irmão mais velho, sem a presença da mãe. Quando completa 16 anos, ela decide fugir com o namorado Harry (Percelle Ascott) para que, enfim, eles possam viver o romance.
Só com essa sinopse imagina-se que Os inocentes será um grande romance. E tem sim essa pegada, principalmente, com foco para o público jovem. O romance juvenil é um dos grandes motes da série, mas está longe de ser o seu grande trunfo. Inclusive, talvez, esse seja um dos principais defeitos. Eu, particularmente, não me convenci com a história do casal, acho que falta química entre os atores, que também são de certa forma limitados quando se fala em atuação, e essa fuga é um tanto quanto fantasiosa demais.
Mas deixando isso de lado, não é o romance que dá corpo a Os inocentes, o que realmente dá liga a trama é o mistério em torno da habilidade de June de trocar de corpo ao encostar em uma pessoa em um momento em que ela mesma está assustada, insegura ou com sentimentos conflitantes — ao melhor estilo de uma mistura entre as mutantes Vampira e Mística, de X-Men.
E essa habilidade vem à tona quando June e Harry estão viajando. No meio da fuga, June é interceptada por um homem ligado a uma espécie de estudioso dos metamorfos, o Dr. Halvorson (Guy Pearce), que revela à jovem que a mãe dela Elena (Laura Birn) está viva e pode ajudá-la. A partir daí, começa a trama de gato e rato em que June e Harry são obrigados a viver por estarem sendo caçados, ao mesmo tempo que a série vai entregando aos poucos — e é bem aos poucos mesmo — os mistérios em torno do local da pesquisa e também da habilidade que June tem, assim como a mãe.
Visualmente, a série é bem interessante e tem um ar dark, bem como as outras produções da Netflix fora do eixo norte-americano. O ritmo pode ser um problema, já que a série em alguns momentos parece se arrastar nos episódios. Mas o mistério é realmente o que segura e pode fazer com que o espectador vá até o final.
Especial marca estreia da exibição na tevê aberta da novela feita para o streaming da…
Ator brasiliense que brilhou como Xodó em O outro lado do paraíso se rende novamente…
Jovem atriz permanece até o fim da trama das 18h da TV Globo como Maria…
Cidade fictícia do interior do Rio Grande do Norte, Barro Preto está localizada em uma…
Astro mirim revelado em Amor perfeito será neto de Zezé Motta em A nobreza do…
Com continuação prevista para 2027, sucesso de João Emanuel Carneiro retorna à TV Globo em…