Ninguém vai te salvar mata a saudade de filmes sobre invasões alienígenas

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Estreia da semana na Star+, Ninguém vai te salvar mostra o terror de abdução extraterrestre com nuances diferentes

Por Pedro Ibarra

Uma discussão inútil, mas corriqueira entre amigos ou em mesas de bar começa com a pergunta: “O que você faria em uma invasão alienígena?”, mas a verdade é que ninguém estaria preparado para tal fato. A nova estreia da Star+, Ninguém vai te salvar, apresenta uma história que seria o pesadelo de qualquer um. Uma mulher sozinha tem que se salvar de uma invasão de extraterrestres.

O filme, que está disponível no catálogo da Star desde sexta passada, acompanha Brynn Adams (Kaitlyn Dever), uma jovem que se isolou na casa em que cresceu, em um lugar ermo, quando algumas coisas estranhas começam a assustar a protagonista, que acaba se vendo em meio a uma invasão alienígena. “A arte da tensão é que essa pessoa que não deveria estar nesse tipo de filme de ação e ficção científica é a líder do longa”, afirma Brian Duffield, diretor e roteirista da produção.

Para o diretor, a personagem é a chave para imergir o público na história. “Uma personagem que o público pode se identificar. Ela não está equipada, poderia ali ser qualquer pessoa”, analisa o criador da história. No entanto, Brian não fez a personagem para que o público passasse raiva com decisões erradas ou pouco inteligentes. “Toda escolha que ela faz é a melhor escolha que ela pode fazer no momento”, acrescenta.

Duffield tem orgulho da personagem que leva à tela. “É legal vê-la ter que pensar muito rápido, experimentar como pode se proteger, especialmente contra um inimigo que é extremamente inteligente”, destaca o diretor. “Eu acho que é por isso que amamos esses personagens, que não desistem e são inteligentes. Eles meio que nos dão esperança de que, se isso acontecesse conosco, talvez nós descobriríamos”, completa.

Abdução reimaginada

Outro orgulho do diretor está no retrato que fez dos alienígenas. “Queria voltar com as criaturas com a estética dos emojis de aliens do nosso celular”, conta. No entanto, o que está presente na estética não necessariamente aparece como esperado na narrativa. “Onde o nosso filme começa, eu acho que é onde muitos desses filmes tipicamente terminam, e nós vamos muito mais além desse ponto de encerramento”, analisa.

Portanto, além de relacionável, o longa trabalha com o fator surpresa. “Eu acho que uma das coisas surpreendentes que o público vai encontrar é que muitas das cenas que ele provavelmente esperava no final de um desses filmes de abdução são os primeiros 15 minutos do nosso filme”, reflete.

Pedro Ibarra

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