Estreia de Mika Makino em novelas é nas alturas

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Mika Makino estreia em novelas vivendo a Isis de Cara e coragem. Em nova fase, a atriz tem só a comemorar as novidades

Aos poucos, a vida de Mika Makino vai mudando. A atriz e dançarina estreou na televisão como a Isis de Cara e coragem. Mika comemora que está tendo tempo de ir aprendendo a nova realidade que é estar numa novela.

“Trabalhar em uma novela é uma realidade muito distinta de outros modos de trabalho. Estou tendo a oportunidade de ir tateando e me adaptando aos poucos. Mesmo nas redes sociais, tenho vivido as mudanças aos poucos, o que para mim é ótimo, porque não lido bem com a sensação de perder o chão”, afirma a atriz, em entrevista ao Próximo Capítulo.

Isis permite que Mika leve aos telespectadores um assunto que ela considera de extrema importância: a competição feminina, que aparece dentro de questões como o machismo. Ela e Lou (Vitória Bohn) acabam disputando atenção na companhia de dança e a atenção de Renan (Bruno Fagundes) e, depois, tornando-se vítimas dos abusos dele.

“Mesmo quando vivemos em bolhas sociais em que o machismo está mais debatido e consciente, ainda nos resvalamos em relações de competição feminina. É algo ainda muito estruturante em nossa sociedade. Mesmo que não se use diretamente ou constantemente esses termos, eles estão na narrativa da relação das duas”, comenta Mika. A atriz adianta que a relação das duas pode mudar quando Isis tiver dimensão das coisas que Lou sofre ao lado de Renan.

Os personagens de Cara e coragem costumam carregar uma “coragem” com eles. No caso de Isis, Mika explica que o maior desafio dela seja “não se perder na ilusão das expectativas que ela cria”. Já para a própria atriz, o complicado é ter paciência com ela mesma. “(Preciso de) paciência com os meus próprios processos, com as mudanças que acontecem. Abrir mão do controle, se permitir ir vivendo e dando o melhor de mim. Para isso acontecer eu preciso ter calma e me dar meu tempo quando for preciso e for possível”, ensina.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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