Carlos Saldanha exalta Rio de Janeiro com nova série

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How to be a carioca estreia na Star+, e Carlos Saldanha fala sobre mostrar a Cidade Maravilhosa para o mundo

O Brasil exporta muito para o resto do mundo. Entre as riquezas do país, estão os bens naturais, combustíveis fósseis, commodities e até cultura, com a música e o cinema. Contudo, a nova série da Star+ How to be a carioca apresenta um novo produto de exportação brasileiro que talvez seja um dos mais valiosos: o carisma.

O lançamento da semana da plataforma de streaming apresenta o Rio de Janeiro pelo olhar de estrangeiros, mas pelo sentimento do carioca. Criada pelo fluminense Carlos Saldanha, conhecido por filmes como Rio e A era do gelo, a série acompanha aventuras e desventuras dos “gringos” no Brasil e mostra como é preciso ter um pouco de carioca para se virar na Cidade Maravilhosa.

Cada episódio leva em seu título um país. Um morador deste país precisa resolver uma questão no Rio e, para isso, tem de entender um pouco mais da, no mínimo, diferente cultura local. “O carioca é peculiar por várias questões: culturais, históricas, pela própria cidade e pela estrutura dela, não só física, mas pela plasticidade. É difícil achar algo parecido com o Rio”, explica Carlos Saldanha.

O seriado tem como base um livro homônimo escrito por Priscilla Goslin e com ilustrações de Carlos Carneiro. Saldanha utilizou os vários temas que a autora cita para definir as questões dos estrangeiros no Brasil. “Nossa série fala de fé, do morro, do racismo, da música. Pegamos essas palavras chaves que definem elementos muito típicos cariocas e desenvolvemos uma história”, conta o criador.

Dualidade

A ideia é mostrar um Rio de Janeiro familiar para os cariocas, importante para a brasilidade e atrativo para o mundo. “A série não só representa o carioca, mas representa o brasileiro”, acredita o autor. “Ao mesmo tempo que o carioca destoa do Brasil, ele também é muito brasileiro, porque o Brasil é muito carioca”, reflete.

Carlos Saldanha entende que a Cidade Maravilhosa é uma porta de entrada do país para o mundo. “O Rio é o que aparece para o bem e para o mal. Dos crimes à música”, analisa. Essa dualidade cria uma mística sobre a capital carioca, inclusive dentro do Brasil. “É uma cidade que ao mesmo tempo que gera muita vontade causa muito medo de conhecer. Uma cidade que vive nos conflitos e nos contrastes”, pontua.

No entanto, é nesse maniqueísmo que a série propõe a comédia. Saldanha não quer vender o Rio de Janeiro para o “gringo”, mas, sim, colocar o carioca e o turista abraçados, rindo e se divertindo. Assim como o livro, ele mostra que o Rio tem problemas, mas que, se contornados, trata-se de uma paisagem linda, com um povo receptivo e folclórico. “Vamos conseguir nos segurar nas coisas positivas, vamos falar do bom antes de falar do ruim. Estamos em um mundo que precisa de alento, e o carioca tem muito a oferecer, não só para o Brasil, mas para o mundo”, afirma o cineasta, que quer mostrar que algumas situações só existem aos pés do Cristo Redentor.

Pedro Ibarra

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