Alguém precisa parar o Pânico!

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O título dessa matéria vem em tom de apelo. Eu quase imploro: parem o Pânico, por favor! Se a Band não o faz, alguém aí se habilita?

O humorístico (jura?) Pânico na Band, comandado por Emílio Surita, perde a linha a cada domingo. Há duas semanas, o ápice da decadência: o pênis de um dos humoristas foi mostrado em demorado (pelo menos foi o que me pareceu) close durante o quadro Poim na tela.

É… você não leu errado. E não era um quadro de teor sexual, nem nu artístico, daqueles com dramaturgia. Era apelação mesmo. O caso teve repercussão negativa imediata nas redes sociais, o que não teria agradado à direção da Band, que ao que parece não fez nada de concreto ainda. O vídeo com a lamentável cena foi retirado do site oficial da atração, mas podia ser visto tranquilamente no YouTube até o fechamento desta edição.

O episódio da genitália desnuda é icônico, mas está longe de ser isolado. Quando estreou a nova temporada, o discurso no Pânico na TV era de renovação. Alguns nomes saíram do elenco, outros entraram. Mas não está aí o problema: está na essência da atração.

Acabou o quadro em que um rapaz era filmado quando ia ao motel ou a uma casa com uma garota contratada pela produção para flagrá-lo em momentos íntimos. Ele foi substituído por um pior: agora a câmera está escondida num banheiro público masculino. Munido de um microfone e acovardado pelo anonimato e pela invisibilidade, o integrante do Pânico dá um susto em quem está no banheiro. Engraçado, não?

Não! E pensar que antes de ir para a Band, o Pânico na TV chegou a ser um sopro de renovação do humor brasileiro. Se particularmente nunca me agradou, trazia um ar de coisa nova e boa. Mas a piada acabou, a fórmula se esgotou, o tempo passou na janela. E Carolina, sorte dela, não viu!

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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