Carnaval com crianças: como curtir a folia em segurança

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Entidades reforçam orientações sobre identificação, prevenção de desaparecimentos, riscos de exploração e cuidados com saúde durante a folia

O Carnaval é uma das maiores manifestações culturais do país e reúne milhões de pessoas em blocos de rua, desfiles e festas populares. Cada vez mais, crianças e adolescentes participam da programação, especialmente em eventos diurnos e familiares. Mas a combinação de aglomeração, calor intenso, consumo de álcool e grande circulação de pessoas exige atenção redobrada dos responsáveis.

Em entrevista à TV Justiça, a supervisora do Núcleo de Apuração e Proteção (NUAPRO) da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (1ª VIJ/TJDFT), Ana Luiza Simões Müller, destacou que um dos episódios mais recorrentes no período carnavalesco é o desencontro entre crianças e  responsáveis. 

“A identificação com pulseiras, crachás ou etiquetas com o nome do responsável e telefone é uma medida simples que reduz o tempo de reencontro em caso de desencontro”, orientou.

Segundo ela, a distração natural das famílias em meio à festa e os deslocamentos em massa aumentam o risco de separação. Por isso, além da identificação visível, é essencial conversar previamente com a criança e explicar como agir caso os responsáveis a percam. A orientação é conversar anteriormente sobre procurar apenas policiais, agentes públicos, brigadistas ou equipes identificadas da Vara da Infância, evitando qualquer abordagem de desconhecidos.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também reforçou orientações para o período, destacando que o Carnaval deve ser um espaço de alegria com proteção integral garantida. Antes da folia, o organismo recomenda combinar pontos de encontro, guardar uma foto recente da criança com a roupa do dia e avaliar se o ambiente escolhido é adequado para a faixa etária.

Blocos com menor lotação, estrutura de apoio e programação voltada ao público infantil tendem a oferecer mais segurança. 

Para adolescentes, a recomendação inclui manter o celular carregado, com contatos de emergência salvos, e alinhar regras claras sobre horários e deslocamentos.

Supervisão constante e prevenção de riscos

Durante a festa, a supervisão deve ser permanente. “Crianças devem estar sempre acompanhadas por um adulto responsável”, reforça o UNICEF. O órgão alerta ainda que grandes eventos podem intensificar riscos como exploração sexual, trabalho infantil, oferta de bebidas alcoólicas e exposição precoce ao consumo de drogas. 

A venda e o fornecimento de álcool a pessoas com menos de 18 anos são proibidos por lei e configuram crime. A 1ª VIJ também destacou a importância de os responsáveis observarem sinais de vulnerabilidade, sobretudo em adolescentes, que podem estar mais expostos a situações de risco em ambientes com consumo generalizado de álcool.

Ao identificar qualquer criança desacompanhada, em situação de trabalho infantil ou com sinais de violência física ou sexual, a orientação é acionar imediatamente os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, o Conselho Tutelar ou a Polícia Militar.

Saúde também é prioridade

Além da segurança, os cuidados com a saúde são indispensáveis. Crianças têm maior dificuldade de regular a temperatura corporal e podem desidratar rapidamente. A recomendação é oferecer água com frequência, evitar exposição prolongada ao sol e reaplicar o protetor solar a cada duas horas.

Roupas leves e confortáveis ajudam a prevenir mal-estar. Fantasias devem permitir ventilação e mobilidade. Em blocos com som amplificado, protetores auriculares são indicados, especialmente para bebês, crianças pequenas, pessoas com sensibilidades sensoriais e dentro do espectro autista. 

A proteção de crianças e adolescentes é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece prioridade absoluta à infância e responsabiliza família, sociedade e poder público. No Carnaval, isso se traduz em planejamento, diálogo e presença ativa dos adultos. Como reforçou a representante da Vara da Infância: “O importante é aproveitar o Carnaval com responsabilidade”.

 

Dia da Internet Segura: TikTok anuncia ações para adolescentes

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Plataforma anuncia novo material para educadores, expande Conselho Global de Jovens e lança, no Brasil, a 2ª edição da cartilha “Segurança Tamanho Família”, em parceria com a SaferNet Brasil

No Dia da Internet Segura, celebrado nesta terça-feira (10/02), o TikTok anunciou um pacote de iniciativas voltadas a adolescentes, educadores e famílias, com foco em segurança digital, letramento midiático e diálogo sobre o uso responsável da tecnologia. As medidas incluem o lançamento de um Guia de Educadores, a ampliação do Conselho Global de Jovens da plataforma e, no Brasil, a segunda edição da cartilha “Segurança Tamanho Família”, desenvolvida em parceria com a SaferNet Brasil.

Segundo a empresa, mais de um bilhão de pessoas acessam o aplicativo diariamente em todo o mundo. A plataforma afirma que, para adolescentes, o ambiente digital pode funcionar como espaço de aprendizado e descoberta, desde que acompanhado de ferramentas e orientações adequadas.

Entre as novidades está o Guia de Educadores, previsto para ser disponibilizado nas próximas semanas. O material foi desenvolvido com a participação de professores e reúne orientações práticas para abordar temas como segurança online, bem-estar digital e pensamento crítico em sala de aula. O guia inclui sugestões de atividades, informações sobre recursos de privacidade e segurança voltados a adolescentes e um pôster com um processo de quatro etapas — “Parar, Pensar, Decidir e Agir” — criado para estimular decisões mais conscientes no ambiente digital.

A plataforma também anunciou a ampliação do Conselho Global de Jovens, criado em 2023 para contribuir com sugestões sobre o desenvolvimento de recursos voltados à segurança de adolescentes. O grupo, que contava com 15 integrantes, passará a ter 30 membros de 21 países, incluindo o Brasil. De acordo com o TikTok, o objetivo é incorporar as experiências e percepções dos próprios jovens no aprimoramento das políticas e ferramentas da plataforma.

Outra iniciativa apresentada são as “Dicas de adolescentes, para adolescentes”, conjunto de oito princípios elaborados pelo Conselho Global de Jovens para orientar pares sobre como navegar com mais segurança no ambiente digital. As orientações abordam temas como autenticidade, empatia nas interações online e consciência sobre a presença de pessoas reais por trás das telas. O conteúdo será disponibilizado no Centro de Segurança para Adolescentes da plataforma e enviado diretamente aos usuários dessa faixa etária.

No Brasil, a empresa lançou a segunda edição da cartilha “Segurança Tamanho Família”, em parceria com a SaferNet Brasil, organização da sociedade civil que atua na promoção dos direitos humanos na internet. O material reúne orientações para  os responsáveis sobre como transformar preocupações em diálogo, reconhecer sinais de alerta e estabelecer acordos claros sobre o uso da tecnologia, respeitando a autonomia progressiva dos adolescentes.

A iniciativa brasileira também conta com a participação de criadores de conteúdo que irão divulgar reflexões sobre acompanhamento e orientação de jovens no ambiente digital. Segundo o TikTok, as ações fazem parte de um esforço contínuo de fortalecimento de recursos de segurança e bem-estar ao longo de 2026.

As iniciativas se somam a outras ferramentas já existentes na plataforma, como controles parentais, configurações de privacidade predefinidas para adolescentes e um centro dedicado a informações sobre segurança digital.

 

Projeto de lei propõe BPC sem exigência de renda mínima

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Proposta elimina critério de renda, questiona perícias consideradas humilhantes e afirma que proteção social não pode ser condicionada à miséria extrema

Um projeto de lei protocolado na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (4/02) propõe garantir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) sem exigência de renda mínima. O BPC assegura um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência, incluindo autistas, e a idosos a partir de 65 anos e, pela proposta, passaria a ser concedido como direito constitucional, independentemente da renda familiar.

Atualmente, o benefício é pago a pessoas com renda familiar per capita inferior a ¼ do salário mínimo. Para a autora do projeto, a deputada Heloísa Helena (REDE-RJ), o modelo atual impõe barreiras que excluem milhões de brasileiros que vivem situações reais de vulnerabilidade, mas não se enquadram nos critérios considerados “extremos” pelo Estado.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo, indicam que o Brasil tem cerca de 14 milhões de pessoas com deficiência. No entanto, apenas cerca de 6 milhões recebem o BPC. Segundo a deputada, essa diferença revela um sistema que condiciona o acesso à proteção social à experiência da miséria absoluta.

Em entrevista à TV Câmara, Heloísa Helena criticou o que chama de “filtros administrativos” e perícias que, segundo ela, submetem pessoas com deficiência e suas famílias a situações de constrangimento e humilhação. Para a parlamentar, o Estado só reconhece o direito quando a pessoa comprova estar submetida a uma situação extrema de sofrimento econômico, o que contraria os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção social.

O projeto sustenta que a deficiência, por si só, já impõe vulnerabilidades múltiplas, sejam elas físicas, emocionais, familiares e sociais, que não podem ser ignoradas por critérios puramente econômicos. A proposta também questiona a lógica de submeter pessoas com deficiências graves, muitas delas impossibilitadas de ingressar no mercado de trabalho, a avaliações que negam proteção com base em renda familiar ligeiramente superior ao limite estabelecido.

A deputada também faz uma crítica à distribuição do orçamento público. Segundo ela, o país destina mais de metade de um orçamento que se aproxima de R$ 7 trilhões ao setor financeiro e ao capital especulativo, enquanto resiste a investir cerca de R$ 10 bilhões para garantir atendimento e proteção a pessoas com deficiência que dependem do benefício para sobreviver.

“O direito fundamental não pode ser medido por grau de pobreza extrema”, argumenta a parlamentar. Para ela, a Constituição Federal impõe ao Estado o dever de garantir proteção e dignidade a pessoas com deficiência e idosos, independentemente de estarem ou não em situação de miséria absoluta.

O PL 291/2026 está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda será analisado pelas comissões de Saúde, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para votação. 

Comissão aprova oferta de abafadores de ruídos a estudantes autistas

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Proposta prevê que escolas públicas e privadas ofereçam abafadores de ruídos a estudantes autistas para reduzir a sobrecarga auditiva, que podem compromete o aprendizado e a participação escolar

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que torna obrigatória a oferta de abafadores de ruídos a estudantes dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas públicas e privadas. A proposta busca garantir acessibilidade sensorial no ambiente escolar e reduzir a sobrecarga provocada por estímulos sonoros excessivos, especialmente em crianças com hipersensibilidade auditiva.

O texto altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e prevê que as instituições de ensino disponibilizem recursos de tecnologia assistiva capazes de minimizar o impacto do ruído sobre o aprendizado e a participação escolar desses estudantes.

Segundo a terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante, da Clínica Toca do Tamanduá, a discussão sobre o uso de protetores auriculares está diretamente relacionada à forma como o sistema nervoso processa estímulos sensoriais. “Quando falamos em sensibilidade sensorial, estamos nos referindo à forma como o sistema nervoso percebe, organiza e responde aos estímulos internos e externos que chegam por meio dos sistemas sensoriais, como tato, audição, visão, olfato e gustação. É a partir dessa organização que o cérebro consegue gerar respostas, inclusive o aprendizado”, explica.

Na prática clínica, Pabline afirma que a ausência de adaptações sensoriais no ambiente escolar pode comprometer de forma significativa o desenvolvimento da criança autista. “Quando a hipersensibilidade é ignorada, o cérebro entra em estado de alerta constante, de hipervigilância. Isso reduz drasticamente a capacidade de aprender, porque o cérebro não prioriza a aprendizagem quando está ocupado tentando organizar sensações incômodas”, afirma.

A terapeuta ressalta que o uso de abafadores, por si só, não resolve o problema. “O protetor auricular é uma estratégia compensatória. Ele ajuda a reduzir a intensidade do estímulo auditivo que chega ao sistema nervoso, mas não modifica o processamento sensorial. A criança continua tendo hipersensibilidade, e por isso outras adaptações precisam ser feitas, além da intervenção terapêutica com foco na integração sensorial”, diz.

Entre medidas simples que podem ser adotadas pelas escolas, Pabline cita adaptações no próprio espaço físico e na rotina. “Protetores nos pés de cadeiras e mesas, redução do uso de sinos ou sons intensos, previsibilidade com rotinas visuais bem definidas e evitar gritarias em sala já reduzem significativamente a sobrecarga sensorial”, afirma.

Do ponto de vista da Terapia Ocupacional, a acessibilidade sensorial não deve ser tratada como concessão. “Acessibilidade é um direito e uma condição básica para que o sistema nervoso funcione em um estado compatível com a aprendizagem. O cérebro só aprende de forma eficiente quando está regulado”, explica. Segundo ela, o desempenho da criança depende da interação entre pessoa, ambiente e tarefa. “Se o ambiente impõe uma carga sensorial maior do que a capacidade de modulação da criança, o desempenho cai. O objetivo da Terapia Ocupacional é garantir participação funcional, e isso exige facilitar, adaptar e incluir.”

Originalmente, os projetos previam a oferta de protetores auriculares do tipo concha, para redução de ruídos, mas o substitutivo passa a assegurar “dispositivos de tecnologias assistivas”, o que inclui também outros dispositivos para o controle de ruído.

“A medida aprovada busca promover a acessibilidade sensorial e garantir adaptações razoáveis no ambiente escolar para esses alunos”, disse o relator do projeto, deputado Duarte Jr. (PSB-MA)

O substitutivo também define um prazo de 180 dias para que a nova regra passe a valer, após a publicação da futura lei. Segundo o relator, o prazo é necessário para que as instituições de ensino se adaptem às novas regras.

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. 

PMDF reforça campanha de identificação de crianças durante o Carnaval

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Documento simples  ajuda na localização e identificação de crianças em caso de desencontro durante blocos e eventos no DF

Com a proximidade do Carnaval e o aumento da circulação de pessoas em blocos de rua e eventos abertos, a Polícia Militar do Distrito Federal reforçou a campanha de identificação de crianças como medida preventiva para evitar desaparecimentos durante a folia. O foco da ação é o uso de carteirinhas de identificação, que podem ser impressas pelos responsáveis antes de sair de casa.

A carteirinha deve conter informações básicas, como nome da criança, nome do responsável e telefone para contato. O documento pode ser colocado no bolso da roupa, preso ao cordão do abadá ou mantido junto a um crachá simples, facilitando a atuação rápida da polícia e das equipes de apoio caso os responsáveis percam a criança.

Clique neste link para ter acesso à carteirinha.

De acordo com a PMDF, o Carnaval reúne fatores de risco como grandes aglomerações, barulho intenso, consumo de álcool por parte dos adultos e circulação constante de pessoas desconhecidas. Nesse contexto, a identificação prévia é uma ferramenta essencial para reduzir o tempo de localização e evitar que situações de desencontro se prolonguem.

Divulgação/PMDF

Prevenção é responsabilidade do adulto

Além do uso da carteirinha de identificação, autoridades de segurança e especialistas em infância alertam que a prevenção de desencontros durante o Carnaval passa por um conjunto de atitudes adotadas pelos adultos responsáveis. Em ambientes com grande aglomeração, manter a criança sempre ao alcance do olhar, evitar o uso excessivo do celular e não delegar a supervisão a irmãos mais velhos ou terceiros são cuidados considerados essenciais.

Outra medida importante é o planejamento prévio. Avaliar se o local é adequado para crianças, chegar mais cedo aos eventos, escolher pontos de referência fixos e combinar previamente como agir em caso de separação ajudam a reduzir riscos. Roupas chamativas ou facilmente reconhecíveis também facilitam a localização em meio à multidão.

Assim como a carteirinha, adesivos e pulseiras de identificação com o nome e contato dos responsáveis costuma ser uma estratégia eficiente. 

A orientação à criança deve existir, de forma compatível com a idade, explicando que ela deve permanecer no local e procurar um policial ou agente identificado caso os responsáveis a percam.

A PMDF destaca que, embora seja importante orientar a criança sobre o que fazer se se perder, a responsabilidade pela segurança é sempre do adulto. Planejar, antecipar riscos e adotar cuidados básicos são atitudes indispensáveis para garantir que o Carnaval seja um espaço de lazer — e não de perigo.

ONU alerta para ameaças da inteligência artificial contra crianças

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Conteúdos gerados por IA ampliam riscos de abuso, exploração sexual e danos psicológicos no ambiente digital

O crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial ampliou ameaças contra crianças e adolescentes, como aliciamento online, produção de imagens falsas e ciberbulying, segundo alerta divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 19 de janeiro. De acordo com a agência, a proliferação dessas ferramentas tem facilitado práticas como aliciamento online, produção de imagens falsas de caráter sexual, ciberbullying e exposição a conteúdos impróprios, ampliando a vulnerabilidade de públicos mais jovens.

As preocupações constam de uma declaração que reúne orientações e recomendações para governos, setor privado, educadores e famílias. O documento sustenta que a proteção das crianças no ambiente digital deve ser tratada como uma questão central de direitos humanos, diante do impacto crescente das tecnologias emergentes sobre o desenvolvimento, a saúde mental e a segurança infantil.

Segundo o diretor do Gabinete de Desenvolvimento das Telecomunicações, da União Internacional das Telecomunicações, Cosmas Zavazava, a inteligência artificial tem sido usada para sofisticar práticas abusivas já existentes. Ele cita desde o aliciamento personalizado, baseado na análise de comportamentos e interesses, até a criação de deepfakes e a incorporação de funcionalidades prejudiciais em plataformas digitais amplamente utilizadas por crianças e adolescentes.

Zavazava lembrou que, durante a pandemia de Covid-19, houve um aumento expressivo de casos de abuso online, especialmente contra meninas e jovens mulheres, muitos deles com consequências físicas e psicológicas. Para entidades de defesa dos direitos da criança, a IA amplia esse cenário ao permitir que agressores utilizem dados e padrões emocionais para manipular e explorar vítimas com maior precisão.

Um dos pontos mais alarmantes destacados pelas agências da ONU é o uso da inteligência artificial para gerar imagens falsas sexualmente explícitas de crianças reais, prática que tem impulsionado novas formas de extorsão sexual. Dados citados no alerta indicam que, nos Estados Unidos, os casos de abuso sexual infantil facilitado por tecnologia cresceram de forma significativa entre 2023 e 2024.

Para a ONU, esse fenômeno evidencia a gravidade dos riscos associados ao uso não regulado da inteligência artificial e reforça a necessidade de respostas coordenadas em nível nacional e internacional. Alguns países já começaram a adotar medidas mais restritivas. No fim de 2025, a Austrália tornou-se o primeiro país a proibir o acesso de crianças com menos de 16 anos às redes sociais, sob o argumento de que os riscos superam os benefícios.

Outros países, como Reino Unido, França, Canadá e Malásia, também discutem legislações semelhantes ou restrições adicionais, refletindo uma preocupação crescente com o impacto das plataformas digitais sobre o bem-estar e a segurança das crianças.

A declaração aponta ainda uma lacuna generalizada de literacia em inteligência artificial entre crianças, pais, professores e formuladores de políticas públicas, além de formação insuficiente sobre proteção de dados e avaliação de impactos nos direitos da criança. O documento atribui responsabilidades diretas às empresas de tecnologia, afirmando que muitas ferramentas baseadas em IA ainda não são desenvolvidas com foco no bem-estar infantil.

Segundo Zavazava, a ONU tem intensificado o diálogo com o setor privado para reforçar essas obrigações. Ele afirma que a utilização responsável da inteligência artificial é compatível com inovação e atividade econômica e que algumas empresas já assumiram compromissos para proteger crianças e populações vulneráveis.

A agência destaca que, embora a Convenção sobre os Direitos da Criança tenha sido atualizada em 2021 para incorporar os riscos do mundo digital, ainda são necessárias orientações complementares. Nesse contexto, foram elaboradas diretrizes específicas de proteção infantil online, voltadas a famílias, educadores, reguladores e empresas, com o objetivo de reduzir riscos e promover um uso mais seguro da tecnologia por crianças cada vez mais expostas ao ambiente digital desde idades precoces.

Proteção infantil ainda é desafio

No Brasil, o avanço das tecnologias de inteligência artificial tem inflamado o debate sobre regulação das plataformas digitais e proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Projetos de lei em tramitação no Congresso buscam estabelecer regras mais rígidas para o uso de dados, responsabilização das empresas e combate a crimes digitais, mas especialistas avaliam que a legislação ainda avança de forma lenta diante da velocidade das inovações tecnológicas.

Organizações de defesa da infância alertam que crianças brasileiras estão expostas precocemente ao ambiente digital, muitas vezes sem mediação adequada de adultos ou políticas públicas consistentes de educação digital. Casos de aliciamento, exposição a conteúdos impróprios e violência online têm sido registrados em diferentes regiões do país, evidenciando a necessidade de ações integradas entre Estado, escolas, famílias e setor privado.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente não trate diretamente de IA, juristas e entidades da área da infância argumentam que a omissão regulatória não exime o poder público e as empresas de responsabilidade. Para eles, garantir a segurança de crianças no ambiente digital é uma extensão dos direitos fundamentais já assegurados pela lei, exigindo atualização normativa, fiscalização efetiva e políticas de prevenção compatíveis com a realidade tecnológica atual.

Projeto prevê coleta de biometria de recém-nascidos e mães ainda na sala de parto

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Proposta em análise na Câmara cria plano nacional para registrar biometria de bebês e mães desde o nascimento, com foco na identificação civil e na prevenção de crimes

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que autoriza a coleta da biometria de mães e de recém-nascidos diretamente nas salas de parto. A proposta cria o Plano Nacional da Identificação Biométrica Neonatal e prevê que o registro seja feito já no momento do nascimento, como parte da documentação oficial emitida pelas maternidades.

Pelo texto, hospitais públicos e privados deverão coletar as impressões digitais das mãos e dos pés dos bebês, além das digitais dos dedos das mães, integrando essas informações à Declaração de Nascido Vivo, documento que formaliza o nascimento no país. A ideia é que a identificação biométrica acompanhe a criança desde o início da vida, permitindo a vinculação segura entre mãe e filho e facilitando o acesso futuro a serviços públicos.

Leia também: Falta de afeto está entre violências mais comuns contra crianças

O autor do projeto, deputado Adail Filho (Republicanos-AM), argumenta que a medida moderniza o sistema de identificação civil brasileiro e aproxima o país de práticas já adotadas em outros lugares do mundo. Segundo a justificativa, a criação de uma base nacional de biometria desde o nascimento pode contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficientes e ajudar a prevenir crimes como tráfico de crianças, trocas de bebês e adoções ilegais.

A proposta também prevê que o protocolo para emissão da Carteira de Identidade Nacional possa ser iniciado ainda na maternidade, reduzindo etapas burocráticas para as famílias. Nos casos de partos realizados fora de hospitais, a responsabilidade pela coleta da biometria de mães e recém nascidos ficaria a cargo do profissional de saúde que atender o nascimento.

Leia também: Quase 60 mil escolas não desenvolvem ações de educação ambiental

O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que pode ser aprovado pelas comissões da Câmara sem necessidade de votação em plenário. Antes disso, o texto será analisado por colegiados ligados às áreas de saúde, infância, segurança pública, finanças e Constituição e Justiça. Se avançar em todas as etapas, seguirá para análise do Senado.

A proposta deve provocar debates ao longo da tramitação, especialmente sobre proteção de dados pessoais, segurança das informações biométricas e garantias de privacidade para mães e recém-nascidos, temas que tendem a ganhar peso em discussões que envolvem tecnologia, direitos da infância e políticas públicas de identificação civil.

Falta de afeto está entre violências mais comuns contra crianças

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Maioria das violências contra crianças acontecem no ambiente familiar e envolvem omissões de cuidado, afeto e proteção, com impactos diretos no desenvolvimento infantil

A negligência emocional, a falta de cuidados básicos e a privação de afeto figuram entre as formas mais recorrentes — e menos visíveis — de violência contra crianças. Dados da UNICEF indicam que, no mundo, cerca de 400 milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem regularmente algum tipo de violência psicológica ou negligência no ambiente doméstico.

No Brasil, levantamentos oficiais apontam que mais de 80% dos casos de violência contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa, o que dificulta a identificação e a denúncia dessas práticas.

Ao contrário da violência física ou sexual, as violências silenciosas costumam se manifestar por omissão. A negligência física inclui a falta de alimentação adequada, higiene, acompanhamento médico, vacinação, descanso e condições seguras de moradia. Já a negligência emocional está associada à ausência de escuta, acolhimento, afeto e vínculo, enquanto a negligência educacional envolve o abandono escolar ou a falta de acompanhamento da vida acadêmica da criança.

Também fazem parte desse conjunto as violências psicológicas, como humilhações, ameaças, rejeições, silêncios punitivos e invalidação constante dos sentimentos.

Embora pouco registradas nos sistemas oficiais, pesquisas internacionais também mostram que mais de 16% das crianças relatem negligência física e cerca de 18% negligência emocional, o que coloca essas práticas entre as formas mais frequentes de violação de direitos na infância.

Especialistas alertam que a subnotificação é elevada, já que muitas situações são naturalizadas no cotidiano familiar ou não deixam marcas visíveis.

Para a psicopedagoga e escritora infantil Paula Furtado, a violência observada na vida adulta costuma ter raízes na infância. “A violência que marca tantas histórias na vida adulta raramente começa ali. Ela é construída nos vínculos afetivos, nos modelos de cuidado e nos silêncios que cercam a infância”, afirma.

Segundo Furtado, a negligência emocional está frequentemente associada à sobrecarga dos cuidadores, à pobreza afetiva e à dificuldade de acesso à informação e à saúde mental. “Esse tipo de negligência não se restringe a contextos de vulnerabilidade socioeconômica. Também aparece em famílias com maior estabilidade material, quando o cuidado afetivo é substituído por rotinas rígidas, exigências excessivas ou ausência de escuta”.

Os impactos dessas violências sobre o desenvolvimento infantil são amplos. A literatura científica aponta que a ausência de cuidado, previsibilidade e afeto interfere na formação de funções emocionais e cognitivas, aumentando o risco de ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem e problemas de relacionamento ao longo da vida. Na infância, esses efeitos costumam aparecer de forma indireta, por meio de alterações de comportamento, retraimento, agressividade ou baixo rendimento escolar.

No ambiente escolar, os sinais também são perceptíveis. “Quando há agressões, exclusões ou negligência afetiva, o sofrimento ocupa o lugar da atenção e da criatividade, interrompendo o processo de aprendizagem”, observa Paula Furtado.

Para ela, a escola precisa ser um espaço seguro não apenas para o ensino de conteúdos, mas também para a construção de vínculos, respeito e autoestima, o que exige investimento na formação emocional dos profissionais da educação.

A psicopedagoga destaca que crianças nem sempre conseguem verbalizar situações de violência ou negligência. “Sinais de sofrimento emocional podem aparecer de forma simbólica nos desenhos, nas brincadeiras e na fala”, explica.

Desenhos com temas recorrentes de agressividade, figuras incompletas ou conteúdos sexualizados inadequados à idade podem indicar a necessidade de avaliação especializada. Brincadeiras marcadas por dor, castigo ou submissão, assim como frases como “se eu sumisse, ninguém ia notar”, funcionam, segundo ela, como pedidos de socorro simbólicos.

A especialista alerta ainda que crianças expostas a ambientes violentos tendem a naturalizar essas experiências e podem reproduzi-las em relações futuras. “Somente o afeto e a intervenção consciente quebram esse ciclo”, afirma Paula Furtado.

Em casos de suspeita de abuso ou negligência, a orientação é agir com cautela, sem acusações ou confrontos diretos, priorizando a escuta e o acolhimento. Estratégias como perguntas abertas, histórias mediadoras e frases que transmitam proteção ajudam a criar um ambiente de confiança.

A recomendação é buscar ajuda profissional e acionar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Escolas, unidades de saúde, instituições religiosas e organizações comunitárias também integram a rede de proteção e podem atuar no acolhimento e no encaminhamento dos casos.

Meu Menino Passarinho: livro infantil aborda autismo e inclusão desde a infância

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Obra transforma vivência da maternidade atípica em narrativa poética e reforça a importância da literatura como ferramenta de inclusão desde a infância

Como compreender o mundo singular de uma criança dentro do espectro autista? Essa é a pergunta que atravessa o livro ‘Meu Menino Passarinho’, novo livro da escritora e ilustradora Tati Santos de Oliveira, recém-lançado pela Editora Papagaio. A obra propõe um mergulho delicado e poético na relação entre mãe e filho, narrada a partir de dois pontos de vista: o materno e o do próprio “passarinho”, metáfora sensível para uma criança que percebe o mundo por meio de sons, cores, gestos e silêncios muito particulares.

Com texto lírico e ilustrações suaves, o livro constrói uma narrativa que transforma vivências reais em poesia. Longe de explicações técnicas ou didatismos, a história aposta na empatia como linguagem central, criando pontes entre universos que, à primeira vista, parecem distantes, mas que se encontram no afeto cotidiano. Cada pausa, cada olhar e cada traço revelam que há sentido mesmo naquilo que não se diz e que compreender nem sempre significa traduzir, mas respeitar.

Inspirada na própria maternidade, Tati é mãe de Maria Luiza e de João. A menina é autista e a vivência das duas constribuiu com a origem à história. O livro nasce da escuta atenta que a maternidade atípica exige e do aprendizado constante de perceber o mundo para além dos parâmetros convencionais. Essa vivência confere autenticidade à obra, que se ancora na realidade sem abrir mão da delicadeza e da imaginação.

Mais do que um livro sobre autismo, Meu Menino Passarinho é uma obra sobre infância, vínculo e pertencimento. Ao apresentar o espectro a partir de uma narrativa afetiva, o livro contribui para ampliar o repertório de crianças, famílias e educadores e reforça a importância da inclusão desde a primeira infância. Ler histórias que representam diferentes formas de existir no mundo ajuda a formar leitores mais empáticos, capazes de reconhecer e respeitar a diversidade humana desde cedo.

Tati Santos de Oliveira tem uma trajetória dedicada a narrativas sensíveis sobre diversidade, corpo e identidade. Ela também é autora de ‘A Menina Feita de Nuvens’, obra que aborda de forma lúdica o vitiligo na infância.

Inclusão desde a infância

O livro ‘Meu Menino Passarinho’ dialoga diretamente com os princípios das políticas de inclusão, que reconhecem a infância como etapa fundamental para a construção de valores como empatia, respeito e convivência com a diversidade. O contato precoce com narrativas inclusivas contribui para reduzir estigmas, combater o capacitismo e formar crianças mais abertas às diferenças. 

Ao apresentar o autismo por meio de uma história afetiva, o livro reforça a ideia de que inclusão não se faz apenas por meio de normas ou adaptações pedagógicas, mas também pela cultura, pela literatura e pelas experiências simbólicas que moldam o olhar das crianças sobre o outro.

Indicação para uso em sala de aula

Com linguagem poética e ilustrações delicadas, ‘Meu Menino Passarinho’ pode ser utilizado como ferramenta pedagógica em escolas da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental. A obra favorece atividades de leitura mediada, rodas de conversa e projetos sobre diversidade, sentimentos e formas diferentes de perceber o mundo. 

Educadores podem explorar temas como escuta, respeito ao tempo do outro, sensibilidade sensorial e convivência, sem recorrer a explicações técnicas sobre o Transtorno do Espectro Autista. A história permite que crianças compreendam a inclusão a partir do afeto e da identificação, tornando o livro um recurso valioso para práticas educativas alinhadas a uma educação inclusiva e humanizada.

Quase 60 mil escolas não desenvolvem ações de educação ambiental

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Curso gratuito orienta professores no retorno às aulas e enfrenta a desinformação climática

Quase 60 mil escolas públicas e privadas no Brasil passaram o último ano letivo sem qualquer ação voltada à educação ambiental ou às mudanças climáticas. O dado, do Censo Escolar 2024, ajuda a explicar por que o debate climático ainda chega de forma fragmentada às salas de aula, justamente quando o tema ganha centralidade no país após a COP30 e diante do avanço da desinformação nas redes sociais.

É nesse contexto que o Redes Cordiais, em parceria com a Embaixada do Reino Unido, mantém disponível na volta às aulas o curso “No Clima Certo”: combatendo a desinformação climática nas escolas. A formação é gratuita, voltada a professores das redes pública e privada, e pode ser acessada pela plataforma Avamec. Como complemento, os educadores também têm acesso ao Guia “No Clima Certo” (acesse aqui), com propostas práticas para aplicação em sala.

Os números do Censo revelam desigualdades regionais. O Sudeste concentra o pior desempenho: cerca de 42% das escolas não realizaram nenhuma iniciativa ambiental em 2024. No Norte, o percentual chega a 39%. Estados como Tocantins, Santa Catarina e Espírito Santo aparecem entre os que mais implementam ações, mas ainda aquém do necessário diante da emergência climática.

O curso aposta em uma abordagem que combina ciência, comunicação e educação, com 20 horas de conteúdo online, distribuídas em videoaulas, materiais de apoio e referências bibliográficas. Participam especialistas reconhecidos, como integrantes do Observatório do Clima, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, além de profissionais ligados à checagem de informações, à divulgação científica e à educação midiática.

O material pedagógico que acompanha a formação organiza o debate em quatro frentes: fundamentos das mudanças climáticas; o que caracteriza a desinformação; como atuam o negacionismo e as narrativas distorcidas sobre o clima; e a circulação desses conteúdos no ambiente digital. A proposta é oferecer ao professor base conceitual e ferramentas práticas, sem transformar o tema em algo distante da realidade dos estudantes.

Para Clara Becker, diretora executiva do Redes Cordiais, a escola ocupa um papel decisivo nesse processo. “É nela que se forma o olhar crítico, a confiança na ciência e a capacidade de distinguir fatos de manipulações. A desinformação climática hoje é uma das maiores ameaças à ação ambiental, porque confunde, gera medo e protege interesses econômicos”, afirma.

Os dados científicos indicam que o desafio é concreto. Desde o fim do século 19, medições mostram um aquecimento global contínuo, acelerado nas últimas décadas. No Brasil, o Relatório Bienal de Transparência aponta 14 ameaças climáticas distribuídas pelas cinco regiões, com aumento de chuvas intensas no Sul, Norte e Sudeste, secas mais severas no Nordeste e Centro-Oeste e maior frequência de eventos extremos, como ventos fortes e ciclones extratropicais.

Apesar disso, a percepção da população ainda é limitada. Pesquisa do ITS Rio indica que apenas 22% dos brasileiros consideram saber muito sobre aquecimento global e mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, 74% afirmam que proteger o meio ambiente é mais importante, mesmo que isso implique menos crescimento econômico, um contraste que reforça a importância da escola como espaço de formação.

O cenário educacional confirma essa lacuna. Levantamento da Nova Escola, em parceria com o Office for Climate Education, mostra que 38% dos professores não se sentem preparados para trabalhar conceitos científicos ligados às mudanças climáticas, e mais de 40% das escolas ainda não incluíram um plano de ação climática em seus projetos pedagógicos. Ainda assim, o interesse por formação é alto: 86% dos docentes dizem querer participar de processos de qualificação continuada.

Criado em 2018, o Redes Cordiais atua justamente nesse cruzamento entre educação, informação e cidadania digital. A iniciativa já formou jornalistas, produziu guias sobre desinformação e segurança online e ganhou reconhecimento internacional, com destaque no mapeamento da Unesco sobre educação midiática. Agora, ao levar a educação climática para o centro do debate escolar, o projeto tenta enfrentar um dos principais desafios da agenda ambiental: transformar informação qualificada em conhecimento acessível, crítico e aplicável no cotidiano das salas de aula.

Confira o corpo docente do curso “No Clima Certo”

  • Claudio Angelo e Roberto Kaz (Observatório do Clima);
  • Jean Ometto (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE)
  • Cinthia Leone (Climainfo)
  • Matheus Soares (Desinformante)
  • Thaís Lazzeri (Instituto Fala)
  • Laila Zaid (Cuíca)
  • Kizzy Terra (Programação Dinâmica)
  • Rafaela Lima (Mais Ciência)
  • Cecília Alves Amorim (Carta Amazônica)
  • Liz Nóbrega (Aláfia Lab)
  • Karina Santos
  • Clara Becker (ITS Rio)
  • Januária Alves, Bibiana Maia da Silva e Ana D’Angelo (Redes Cordiais)
  •  Graham Knight (Embaixada do Reino Unido).