PMDF reforça campanha de identificação de crianças durante o Carnaval

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Documento simples  ajuda na localização e identificação de crianças em caso de desencontro durante blocos e eventos no DF

Com a proximidade do Carnaval e o aumento da circulação de pessoas em blocos de rua e eventos abertos, a Polícia Militar do Distrito Federal reforçou a campanha de identificação de crianças como medida preventiva para evitar desaparecimentos durante a folia. O foco da ação é o uso de carteirinhas de identificação, que podem ser impressas pelos responsáveis antes de sair de casa.

A carteirinha deve conter informações básicas, como nome da criança, nome do responsável e telefone para contato. O documento pode ser colocado no bolso da roupa, preso ao cordão do abadá ou mantido junto a um crachá simples, facilitando a atuação rápida da polícia e das equipes de apoio caso os responsáveis percam a criança.

Clique neste link para ter acesso à carteirinha.

De acordo com a PMDF, o Carnaval reúne fatores de risco como grandes aglomerações, barulho intenso, consumo de álcool por parte dos adultos e circulação constante de pessoas desconhecidas. Nesse contexto, a identificação prévia é uma ferramenta essencial para reduzir o tempo de localização e evitar que situações de desencontro se prolonguem.

Divulgação/PMDF

Prevenção é responsabilidade do adulto

Além do uso da carteirinha de identificação, autoridades de segurança e especialistas em infância alertam que a prevenção de desencontros durante o Carnaval passa por um conjunto de atitudes adotadas pelos adultos responsáveis. Em ambientes com grande aglomeração, manter a criança sempre ao alcance do olhar, evitar o uso excessivo do celular e não delegar a supervisão a irmãos mais velhos ou terceiros são cuidados considerados essenciais.

Outra medida importante é o planejamento prévio. Avaliar se o local é adequado para crianças, chegar mais cedo aos eventos, escolher pontos de referência fixos e combinar previamente como agir em caso de separação ajudam a reduzir riscos. Roupas chamativas ou facilmente reconhecíveis também facilitam a localização em meio à multidão.

Assim como a carteirinha, adesivos e pulseiras de identificação com o nome e contato dos responsáveis costuma ser uma estratégia eficiente. 

A orientação à criança deve existir, de forma compatível com a idade, explicando que ela deve permanecer no local e procurar um policial ou agente identificado caso os responsáveis a percam.

A PMDF destaca que, embora seja importante orientar a criança sobre o que fazer se se perder, a responsabilidade pela segurança é sempre do adulto. Planejar, antecipar riscos e adotar cuidados básicos são atitudes indispensáveis para garantir que o Carnaval seja um espaço de lazer — e não de perigo.

ONU alerta para ameaças da inteligência artificial contra crianças

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Conteúdos gerados por IA ampliam riscos de abuso, exploração sexual e danos psicológicos no ambiente digital

O crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial ampliou ameaças contra crianças e adolescentes, como aliciamento online, produção de imagens falsas e ciberbulying, segundo alerta divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 19 de janeiro. De acordo com a agência, a proliferação dessas ferramentas tem facilitado práticas como aliciamento online, produção de imagens falsas de caráter sexual, ciberbullying e exposição a conteúdos impróprios, ampliando a vulnerabilidade de públicos mais jovens.

As preocupações constam de uma declaração que reúne orientações e recomendações para governos, setor privado, educadores e famílias. O documento sustenta que a proteção das crianças no ambiente digital deve ser tratada como uma questão central de direitos humanos, diante do impacto crescente das tecnologias emergentes sobre o desenvolvimento, a saúde mental e a segurança infantil.

Segundo o diretor do Gabinete de Desenvolvimento das Telecomunicações, da União Internacional das Telecomunicações, Cosmas Zavazava, a inteligência artificial tem sido usada para sofisticar práticas abusivas já existentes. Ele cita desde o aliciamento personalizado, baseado na análise de comportamentos e interesses, até a criação de deepfakes e a incorporação de funcionalidades prejudiciais em plataformas digitais amplamente utilizadas por crianças e adolescentes.

Zavazava lembrou que, durante a pandemia de Covid-19, houve um aumento expressivo de casos de abuso online, especialmente contra meninas e jovens mulheres, muitos deles com consequências físicas e psicológicas. Para entidades de defesa dos direitos da criança, a IA amplia esse cenário ao permitir que agressores utilizem dados e padrões emocionais para manipular e explorar vítimas com maior precisão.

Um dos pontos mais alarmantes destacados pelas agências da ONU é o uso da inteligência artificial para gerar imagens falsas sexualmente explícitas de crianças reais, prática que tem impulsionado novas formas de extorsão sexual. Dados citados no alerta indicam que, nos Estados Unidos, os casos de abuso sexual infantil facilitado por tecnologia cresceram de forma significativa entre 2023 e 2024.

Para a ONU, esse fenômeno evidencia a gravidade dos riscos associados ao uso não regulado da inteligência artificial e reforça a necessidade de respostas coordenadas em nível nacional e internacional. Alguns países já começaram a adotar medidas mais restritivas. No fim de 2025, a Austrália tornou-se o primeiro país a proibir o acesso de crianças com menos de 16 anos às redes sociais, sob o argumento de que os riscos superam os benefícios.

Outros países, como Reino Unido, França, Canadá e Malásia, também discutem legislações semelhantes ou restrições adicionais, refletindo uma preocupação crescente com o impacto das plataformas digitais sobre o bem-estar e a segurança das crianças.

A declaração aponta ainda uma lacuna generalizada de literacia em inteligência artificial entre crianças, pais, professores e formuladores de políticas públicas, além de formação insuficiente sobre proteção de dados e avaliação de impactos nos direitos da criança. O documento atribui responsabilidades diretas às empresas de tecnologia, afirmando que muitas ferramentas baseadas em IA ainda não são desenvolvidas com foco no bem-estar infantil.

Segundo Zavazava, a ONU tem intensificado o diálogo com o setor privado para reforçar essas obrigações. Ele afirma que a utilização responsável da inteligência artificial é compatível com inovação e atividade econômica e que algumas empresas já assumiram compromissos para proteger crianças e populações vulneráveis.

A agência destaca que, embora a Convenção sobre os Direitos da Criança tenha sido atualizada em 2021 para incorporar os riscos do mundo digital, ainda são necessárias orientações complementares. Nesse contexto, foram elaboradas diretrizes específicas de proteção infantil online, voltadas a famílias, educadores, reguladores e empresas, com o objetivo de reduzir riscos e promover um uso mais seguro da tecnologia por crianças cada vez mais expostas ao ambiente digital desde idades precoces.

Proteção infantil ainda é desafio

No Brasil, o avanço das tecnologias de inteligência artificial tem inflamado o debate sobre regulação das plataformas digitais e proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Projetos de lei em tramitação no Congresso buscam estabelecer regras mais rígidas para o uso de dados, responsabilização das empresas e combate a crimes digitais, mas especialistas avaliam que a legislação ainda avança de forma lenta diante da velocidade das inovações tecnológicas.

Organizações de defesa da infância alertam que crianças brasileiras estão expostas precocemente ao ambiente digital, muitas vezes sem mediação adequada de adultos ou políticas públicas consistentes de educação digital. Casos de aliciamento, exposição a conteúdos impróprios e violência online têm sido registrados em diferentes regiões do país, evidenciando a necessidade de ações integradas entre Estado, escolas, famílias e setor privado.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente não trate diretamente de IA, juristas e entidades da área da infância argumentam que a omissão regulatória não exime o poder público e as empresas de responsabilidade. Para eles, garantir a segurança de crianças no ambiente digital é uma extensão dos direitos fundamentais já assegurados pela lei, exigindo atualização normativa, fiscalização efetiva e políticas de prevenção compatíveis com a realidade tecnológica atual.

Projeto prevê coleta de biometria de recém-nascidos e mães ainda na sala de parto

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Proposta em análise na Câmara cria plano nacional para registrar biometria de bebês e mães desde o nascimento, com foco na identificação civil e na prevenção de crimes

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que autoriza a coleta da biometria de mães e de recém-nascidos diretamente nas salas de parto. A proposta cria o Plano Nacional da Identificação Biométrica Neonatal e prevê que o registro seja feito já no momento do nascimento, como parte da documentação oficial emitida pelas maternidades.

Pelo texto, hospitais públicos e privados deverão coletar as impressões digitais das mãos e dos pés dos bebês, além das digitais dos dedos das mães, integrando essas informações à Declaração de Nascido Vivo, documento que formaliza o nascimento no país. A ideia é que a identificação biométrica acompanhe a criança desde o início da vida, permitindo a vinculação segura entre mãe e filho e facilitando o acesso futuro a serviços públicos.

Leia também: Falta de afeto está entre violências mais comuns contra crianças

O autor do projeto, deputado Adail Filho (Republicanos-AM), argumenta que a medida moderniza o sistema de identificação civil brasileiro e aproxima o país de práticas já adotadas em outros lugares do mundo. Segundo a justificativa, a criação de uma base nacional de biometria desde o nascimento pode contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficientes e ajudar a prevenir crimes como tráfico de crianças, trocas de bebês e adoções ilegais.

A proposta também prevê que o protocolo para emissão da Carteira de Identidade Nacional possa ser iniciado ainda na maternidade, reduzindo etapas burocráticas para as famílias. Nos casos de partos realizados fora de hospitais, a responsabilidade pela coleta da biometria de mães e recém nascidos ficaria a cargo do profissional de saúde que atender o nascimento.

Leia também: Quase 60 mil escolas não desenvolvem ações de educação ambiental

O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que pode ser aprovado pelas comissões da Câmara sem necessidade de votação em plenário. Antes disso, o texto será analisado por colegiados ligados às áreas de saúde, infância, segurança pública, finanças e Constituição e Justiça. Se avançar em todas as etapas, seguirá para análise do Senado.

A proposta deve provocar debates ao longo da tramitação, especialmente sobre proteção de dados pessoais, segurança das informações biométricas e garantias de privacidade para mães e recém-nascidos, temas que tendem a ganhar peso em discussões que envolvem tecnologia, direitos da infância e políticas públicas de identificação civil.

Falta de afeto está entre violências mais comuns contra crianças

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Maioria das violências contra crianças acontecem no ambiente familiar e envolvem omissões de cuidado, afeto e proteção, com impactos diretos no desenvolvimento infantil

A negligência emocional, a falta de cuidados básicos e a privação de afeto figuram entre as formas mais recorrentes — e menos visíveis — de violência contra crianças. Dados da UNICEF indicam que, no mundo, cerca de 400 milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem regularmente algum tipo de violência psicológica ou negligência no ambiente doméstico.

No Brasil, levantamentos oficiais apontam que mais de 80% dos casos de violência contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa, o que dificulta a identificação e a denúncia dessas práticas.

Ao contrário da violência física ou sexual, as violências silenciosas costumam se manifestar por omissão. A negligência física inclui a falta de alimentação adequada, higiene, acompanhamento médico, vacinação, descanso e condições seguras de moradia. Já a negligência emocional está associada à ausência de escuta, acolhimento, afeto e vínculo, enquanto a negligência educacional envolve o abandono escolar ou a falta de acompanhamento da vida acadêmica da criança.

Também fazem parte desse conjunto as violências psicológicas, como humilhações, ameaças, rejeições, silêncios punitivos e invalidação constante dos sentimentos.

Embora pouco registradas nos sistemas oficiais, pesquisas internacionais também mostram que mais de 16% das crianças relatem negligência física e cerca de 18% negligência emocional, o que coloca essas práticas entre as formas mais frequentes de violação de direitos na infância.

Especialistas alertam que a subnotificação é elevada, já que muitas situações são naturalizadas no cotidiano familiar ou não deixam marcas visíveis.

Para a psicopedagoga e escritora infantil Paula Furtado, a violência observada na vida adulta costuma ter raízes na infância. “A violência que marca tantas histórias na vida adulta raramente começa ali. Ela é construída nos vínculos afetivos, nos modelos de cuidado e nos silêncios que cercam a infância”, afirma.

Segundo Furtado, a negligência emocional está frequentemente associada à sobrecarga dos cuidadores, à pobreza afetiva e à dificuldade de acesso à informação e à saúde mental. “Esse tipo de negligência não se restringe a contextos de vulnerabilidade socioeconômica. Também aparece em famílias com maior estabilidade material, quando o cuidado afetivo é substituído por rotinas rígidas, exigências excessivas ou ausência de escuta”.

Os impactos dessas violências sobre o desenvolvimento infantil são amplos. A literatura científica aponta que a ausência de cuidado, previsibilidade e afeto interfere na formação de funções emocionais e cognitivas, aumentando o risco de ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem e problemas de relacionamento ao longo da vida. Na infância, esses efeitos costumam aparecer de forma indireta, por meio de alterações de comportamento, retraimento, agressividade ou baixo rendimento escolar.

No ambiente escolar, os sinais também são perceptíveis. “Quando há agressões, exclusões ou negligência afetiva, o sofrimento ocupa o lugar da atenção e da criatividade, interrompendo o processo de aprendizagem”, observa Paula Furtado.

Para ela, a escola precisa ser um espaço seguro não apenas para o ensino de conteúdos, mas também para a construção de vínculos, respeito e autoestima, o que exige investimento na formação emocional dos profissionais da educação.

A psicopedagoga destaca que crianças nem sempre conseguem verbalizar situações de violência ou negligência. “Sinais de sofrimento emocional podem aparecer de forma simbólica nos desenhos, nas brincadeiras e na fala”, explica.

Desenhos com temas recorrentes de agressividade, figuras incompletas ou conteúdos sexualizados inadequados à idade podem indicar a necessidade de avaliação especializada. Brincadeiras marcadas por dor, castigo ou submissão, assim como frases como “se eu sumisse, ninguém ia notar”, funcionam, segundo ela, como pedidos de socorro simbólicos.

A especialista alerta ainda que crianças expostas a ambientes violentos tendem a naturalizar essas experiências e podem reproduzi-las em relações futuras. “Somente o afeto e a intervenção consciente quebram esse ciclo”, afirma Paula Furtado.

Em casos de suspeita de abuso ou negligência, a orientação é agir com cautela, sem acusações ou confrontos diretos, priorizando a escuta e o acolhimento. Estratégias como perguntas abertas, histórias mediadoras e frases que transmitam proteção ajudam a criar um ambiente de confiança.

A recomendação é buscar ajuda profissional e acionar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Escolas, unidades de saúde, instituições religiosas e organizações comunitárias também integram a rede de proteção e podem atuar no acolhimento e no encaminhamento dos casos.

Meu Menino Passarinho: livro infantil aborda autismo e inclusão desde a infância

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Obra transforma vivência da maternidade atípica em narrativa poética e reforça a importância da literatura como ferramenta de inclusão desde a infância

Como compreender o mundo singular de uma criança dentro do espectro autista? Essa é a pergunta que atravessa o livro ‘Meu Menino Passarinho’, novo livro da escritora e ilustradora Tati Santos de Oliveira, recém-lançado pela Editora Papagaio. A obra propõe um mergulho delicado e poético na relação entre mãe e filho, narrada a partir de dois pontos de vista: o materno e o do próprio “passarinho”, metáfora sensível para uma criança que percebe o mundo por meio de sons, cores, gestos e silêncios muito particulares.

Com texto lírico e ilustrações suaves, o livro constrói uma narrativa que transforma vivências reais em poesia. Longe de explicações técnicas ou didatismos, a história aposta na empatia como linguagem central, criando pontes entre universos que, à primeira vista, parecem distantes, mas que se encontram no afeto cotidiano. Cada pausa, cada olhar e cada traço revelam que há sentido mesmo naquilo que não se diz e que compreender nem sempre significa traduzir, mas respeitar.

Inspirada na própria maternidade, Tati é mãe de Maria Luiza e de João. A menina é autista e a vivência das duas constribuiu com a origem à história. O livro nasce da escuta atenta que a maternidade atípica exige e do aprendizado constante de perceber o mundo para além dos parâmetros convencionais. Essa vivência confere autenticidade à obra, que se ancora na realidade sem abrir mão da delicadeza e da imaginação.

Mais do que um livro sobre autismo, Meu Menino Passarinho é uma obra sobre infância, vínculo e pertencimento. Ao apresentar o espectro a partir de uma narrativa afetiva, o livro contribui para ampliar o repertório de crianças, famílias e educadores e reforça a importância da inclusão desde a primeira infância. Ler histórias que representam diferentes formas de existir no mundo ajuda a formar leitores mais empáticos, capazes de reconhecer e respeitar a diversidade humana desde cedo.

Tati Santos de Oliveira tem uma trajetória dedicada a narrativas sensíveis sobre diversidade, corpo e identidade. Ela também é autora de ‘A Menina Feita de Nuvens’, obra que aborda de forma lúdica o vitiligo na infância.

Inclusão desde a infância

O livro ‘Meu Menino Passarinho’ dialoga diretamente com os princípios das políticas de inclusão, que reconhecem a infância como etapa fundamental para a construção de valores como empatia, respeito e convivência com a diversidade. O contato precoce com narrativas inclusivas contribui para reduzir estigmas, combater o capacitismo e formar crianças mais abertas às diferenças. 

Ao apresentar o autismo por meio de uma história afetiva, o livro reforça a ideia de que inclusão não se faz apenas por meio de normas ou adaptações pedagógicas, mas também pela cultura, pela literatura e pelas experiências simbólicas que moldam o olhar das crianças sobre o outro.

Indicação para uso em sala de aula

Com linguagem poética e ilustrações delicadas, ‘Meu Menino Passarinho’ pode ser utilizado como ferramenta pedagógica em escolas da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental. A obra favorece atividades de leitura mediada, rodas de conversa e projetos sobre diversidade, sentimentos e formas diferentes de perceber o mundo. 

Educadores podem explorar temas como escuta, respeito ao tempo do outro, sensibilidade sensorial e convivência, sem recorrer a explicações técnicas sobre o Transtorno do Espectro Autista. A história permite que crianças compreendam a inclusão a partir do afeto e da identificação, tornando o livro um recurso valioso para práticas educativas alinhadas a uma educação inclusiva e humanizada.

Quase 60 mil escolas não desenvolvem ações de educação ambiental

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Curso gratuito orienta professores no retorno às aulas e enfrenta a desinformação climática

Quase 60 mil escolas públicas e privadas no Brasil passaram o último ano letivo sem qualquer ação voltada à educação ambiental ou às mudanças climáticas. O dado, do Censo Escolar 2024, ajuda a explicar por que o debate climático ainda chega de forma fragmentada às salas de aula, justamente quando o tema ganha centralidade no país após a COP30 e diante do avanço da desinformação nas redes sociais.

É nesse contexto que o Redes Cordiais, em parceria com a Embaixada do Reino Unido, mantém disponível na volta às aulas o curso “No Clima Certo”: combatendo a desinformação climática nas escolas. A formação é gratuita, voltada a professores das redes pública e privada, e pode ser acessada pela plataforma Avamec. Como complemento, os educadores também têm acesso ao Guia “No Clima Certo” (acesse aqui), com propostas práticas para aplicação em sala.

Os números do Censo revelam desigualdades regionais. O Sudeste concentra o pior desempenho: cerca de 42% das escolas não realizaram nenhuma iniciativa ambiental em 2024. No Norte, o percentual chega a 39%. Estados como Tocantins, Santa Catarina e Espírito Santo aparecem entre os que mais implementam ações, mas ainda aquém do necessário diante da emergência climática.

O curso aposta em uma abordagem que combina ciência, comunicação e educação, com 20 horas de conteúdo online, distribuídas em videoaulas, materiais de apoio e referências bibliográficas. Participam especialistas reconhecidos, como integrantes do Observatório do Clima, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, além de profissionais ligados à checagem de informações, à divulgação científica e à educação midiática.

O material pedagógico que acompanha a formação organiza o debate em quatro frentes: fundamentos das mudanças climáticas; o que caracteriza a desinformação; como atuam o negacionismo e as narrativas distorcidas sobre o clima; e a circulação desses conteúdos no ambiente digital. A proposta é oferecer ao professor base conceitual e ferramentas práticas, sem transformar o tema em algo distante da realidade dos estudantes.

Para Clara Becker, diretora executiva do Redes Cordiais, a escola ocupa um papel decisivo nesse processo. “É nela que se forma o olhar crítico, a confiança na ciência e a capacidade de distinguir fatos de manipulações. A desinformação climática hoje é uma das maiores ameaças à ação ambiental, porque confunde, gera medo e protege interesses econômicos”, afirma.

Os dados científicos indicam que o desafio é concreto. Desde o fim do século 19, medições mostram um aquecimento global contínuo, acelerado nas últimas décadas. No Brasil, o Relatório Bienal de Transparência aponta 14 ameaças climáticas distribuídas pelas cinco regiões, com aumento de chuvas intensas no Sul, Norte e Sudeste, secas mais severas no Nordeste e Centro-Oeste e maior frequência de eventos extremos, como ventos fortes e ciclones extratropicais.

Apesar disso, a percepção da população ainda é limitada. Pesquisa do ITS Rio indica que apenas 22% dos brasileiros consideram saber muito sobre aquecimento global e mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, 74% afirmam que proteger o meio ambiente é mais importante, mesmo que isso implique menos crescimento econômico, um contraste que reforça a importância da escola como espaço de formação.

O cenário educacional confirma essa lacuna. Levantamento da Nova Escola, em parceria com o Office for Climate Education, mostra que 38% dos professores não se sentem preparados para trabalhar conceitos científicos ligados às mudanças climáticas, e mais de 40% das escolas ainda não incluíram um plano de ação climática em seus projetos pedagógicos. Ainda assim, o interesse por formação é alto: 86% dos docentes dizem querer participar de processos de qualificação continuada.

Criado em 2018, o Redes Cordiais atua justamente nesse cruzamento entre educação, informação e cidadania digital. A iniciativa já formou jornalistas, produziu guias sobre desinformação e segurança online e ganhou reconhecimento internacional, com destaque no mapeamento da Unesco sobre educação midiática. Agora, ao levar a educação climática para o centro do debate escolar, o projeto tenta enfrentar um dos principais desafios da agenda ambiental: transformar informação qualificada em conhecimento acessível, crítico e aplicável no cotidiano das salas de aula.

Confira o corpo docente do curso “No Clima Certo”

  • Claudio Angelo e Roberto Kaz (Observatório do Clima);
  • Jean Ometto (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE)
  • Cinthia Leone (Climainfo)
  • Matheus Soares (Desinformante)
  • Thaís Lazzeri (Instituto Fala)
  • Laila Zaid (Cuíca)
  • Kizzy Terra (Programação Dinâmica)
  • Rafaela Lima (Mais Ciência)
  • Cecília Alves Amorim (Carta Amazônica)
  • Liz Nóbrega (Aláfia Lab)
  • Karina Santos
  • Clara Becker (ITS Rio)
  • Januária Alves, Bibiana Maia da Silva e Ana D’Angelo (Redes Cordiais)
  •  Graham Knight (Embaixada do Reino Unido).

OMS define, pela primeira vez, o que é bem-estar materno

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Novo conceito amplia o olhar sobre a maternidade e vai além da ausência de doenças

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu um passo histórico ao formular uma definição oficial de bem-estar materno, reconhecendo que a experiência da maternidade não pode ser avaliada apenas pela ausência de doenças ou de complicações médicas. A iniciativa, apresentada em 2025, amplia o entendimento sobre saúde materna ao incluir dimensões físicas, mentais, sociais e estruturais que atravessam a vida das mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto.

Para entender a relevância dessa mudança, é preciso voltar no tempo. Desde 1948, a organização define saúde, em sua Constituição, como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Esse conceito geral orientou políticas públicas no mundo inteiro e foi amplamente aplicado à saúde materna e reprodutiva. Na prática, porém, a maior parte dos indicadores usados por governos e sistemas de saúde continuou focada quase exclusivamente em mortalidade, diagnósticos e eventos clínicos.

Isso criou um paradoxo. Muitas mulheres passaram a ser consideradas “saudáveis” simplesmente por terem sobrevivido à gravidez e ao parto, mesmo enfrentando sofrimento emocional, exaustão extrema, falta de apoio, violência institucional ou abandono no pós-parto. O novo conceito de bem-estar materno surge justamente para preencher essa lacuna entre o que se mede e o que, de fato, é vivido pelas mulheres.

A definição apresentada pela OMS reconhece que estar bem envolve muito mais do que parâmetros biológicos. Ela considera a experiência da mulher de forma integral e ao longo do tempo, desde a gestação até pelo menos um ano após o término da gravidez. Com isso, o pós-parto deixa de ser tratado como uma fase periférica e passa a integrar oficialmente o cuidado em saúde materna.

“A Unidade de Saúde Materna está desenvolvendo pacotes de intervenções para abordar e melhorar o bem-estar materno, em consonância com o quadro de bem-estar da saúde da criança e do adolescente. Esse quadro de bem-estar inclui boa saúde, nutrição adequada, oportunidades de aprendizagem e educação, segurança e um ambiente de apoio, relacionamentos responsivos e conexões, além da realização da autonomia pessoal e da resiliência. Esses domínios também são aplicáveis ​​à saúde materna”, define a organização.

A Organização Mundial da Saúde não cria leis, mas estabelece referências globais. Quando ela define um conceito, esse conceito passa a moldar a forma como governos pensam políticas, como profissionais de saúde organizam o cuidado e como pesquisadores constroem indicadores. Ao nomear e definir o bem-estar materno, a OMS afirma que a saúde das mulheres não pode ser reduzida à sobrevivência ou a exames dentro da normalidade.

Essa definição transforma sofrimento invisível em questão de saúde pública. Ao reconhecer oficialmente que o bem-estar materno é um componente essencial da saúde, a OMS abre caminho para que temas historicamente negligenciados, como saúde mental no pós-parto, qualidade do cuidado, autonomia das mulheres e condições sociais da maternidade, ganhem centralidade nas agendas nacionais e internacionais.

Férias: como aproveitar o recesso com atividades lúdicas em Brasília

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Especialistas destacam passeios culturais, atividades ao ar livre e brincadeiras em casa como formas de estimular o desenvolvimento infantil sem abrir mão do descanso durante o recesso escolar

Com a chegada das férias de verão, as famílias buscam alternativas para ocupar o tempo livre das crianças sem abrir mão do descanso. A proposta, segundo educadores, é equilibrar lazer, convivência familiar e experiências que despertem a curiosidade infantil,  sem transformar o recesso em uma extensão da rotina escolar.

Para a diretora da Escola Eleva Brasília, Amanda Payne, o período é uma oportunidade de aprendizado mais espontâneo. “As férias são importantes para desacelerar, mas isso não significa passar o dia inteiro diante das telas. Passeios pela cidade, atividades ao ar livre e brincadeiras em família ajudam a enriquecer o desenvolvimento infantil de forma natural e prazerosa”, afirma.

Em Brasília, opções não faltam para quem quer combinar diversão e conhecimento.

Uma das alternativas é o Jardim Zoológico de Brasília, que mantém programação especial, com cinema ao ar livre, apresentações teatrais, brincadeiras e atividades monitoradas. A proposta é aproximar as crianças da fauna e estimular a curiosidade por meio de experiências práticas.

Outra possibilidade é explorar a história da capital e do país em espaços como o Museu Nacional da República, o Memorial JK, o Memorial dos Povos Indígenas e o Museu do Catetinho. Fotografias, documentos e ambientações ajudam as crianças a entender como Brasília foi idealizada e construída, além de apresentar a diversidade cultural que forma o país.

Para quem prefere atividades ao ar livre, o Parque Nacional de Brasília é um dos destinos mais procurados durante as férias. Trilhas, áreas de banho e espaços para piquenique permitem que as crianças explorem o Cerrado com segurança e criem vínculos com a natureza.

Já o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília oferece programação gratuita aos fins de semana e feriados, com oficinas, contação de histórias, atividades sensoriais e ações voltadas especialmente ao público infantil.

Outra sugestão são os passeios rápidos pelo entorno do Distrito Federal. Cidades como Formosa, Pirenópolis e Alto Paraíso de Goiás reúnem cachoeiras, trilhas acessíveis e experiências ligadas à preservação ambiental, ideais para um bate-volta em família.

Amanda destaca ainda que, dentro de casa, as férias também podem ser um convite à criatividade. Montar um cantinho artístico com materiais simples (papéis, argila, lãs, galhos ou pedras) estimula a imaginação e a livre expressão. Cozinhar em família é outra atividade que costuma agradar: escolher uma receita, organizar os ingredientes e preparar o prato juntos ajuda a criança a entender sabores, culturas e hábitos alimentares.

O período também pode ser usado para um contato mais leve com outros idiomas. Brincadeiras como caça ao tesouro com pistas simples em inglês, músicas, desenhos animados e livros infantis em outra língua tornam o aprendizado mais natural, mesmo para quem ainda não estuda um segundo idioma.

Por fim, criar um diário de férias é uma forma afetiva de registrar o recesso. Um caderno personalizado pode acompanhar passeios e reunir fotos, desenhos e pequenos textos, transformando as lembranças do verão em memória compartilhada entre adultos e crianças.

A ideia, reforçam educadores, não é preencher todos os horários, mas permitir que o tempo livre seja vivido com qualidade, respeitando o ritmo da infância e fortalecendo os vínculos familiares.

Férias: Festival ‘Em Cantos’ leva música sensorial a bebês e crianças

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4ª edição do evento ocupa o Espaço Cultural Renato Russo e a Escola MIFÁSOL-LÁ, em Brasília, com programação que vai do canto lírico ao samba e inclui oficinas de movimento

As férias de janeiro em Brasília vão ganhar trilha sonora, palco e colo. A 4ª edição do Festival Em Cantos – Música para Crianças chega com uma proposta de escuta sensível e experiências artísticas pensadas para a primeira infância. A programação reune espetáculos e oficinas que atravessam diferentes gêneros, do canto lírico ao samba, passando pela viola caipira. A programação ocorre de 17 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, sempre às 16h, no Teatro Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), e na Escola de Música MIFÁSOL-LÁ (503 Sul).

A abertura do festival, no próximo sábado (17/1), coloca os bebês no centro da cena. No Teatro Hugo Rodas, será apresentado “FIO – Música para Bebês”, obra criada para crianças de 0 a 3 anos e seus cuidadores. Em vez de um show tradicional, “FIO” se constrói como uma narrativa sensorial que combina música, teatro e movimento para provocar presença, vínculo e pertencimento.

Com concepção de Jéssica Fritzen, a montagem divide o palco com Plínio Carvalho, em uma condução que aposta na música como linguagem não verbal. A ideia é simples e potente: sons que “esticam, enrolam e conectam”, criando uma ponte direta entre adultos e pequenos, respeitando o tempo de cada bebê e a maneira como ele percebe o mundo.

A inspiração vem de uma lenda japonesa conhecida como Akai Ito, o “fio vermelho” invisível que, segundo a crença, conecta pessoas destinadas a ficarem juntas. Esse fio pode se esticar, se emaranhar, mas não se rompe, tornando-se metáfora de laços afetivos e de um destino que insiste em aproximar. Em cena, a imagem se transforma em convite para que famílias construam memórias e trocas reais, sem pressa e sem excesso de estímulos.

A dimensão pedagógica e artística do espetáculo também é resultado de uma formação imersiva realizada pelos artistas com a Companhia de Música Teatral, de Portugal, referência no encontro entre música e teatro. O aprendizado aparece na costura delicada entre cena e som, pensada para estimular a percepção dos pequenos com cuidado, sem infantilização.

Idealizado pela cantora e arte-educadora Célia Porto em parceria com a MIFÁSOL-LÁ, o Festival Em Cantos nasceu do desejo de oferecer aos “pequenos ouvintes” uma experiência musical de alta qualidade, apostando na inteligência e na sensibilidade da criança, desde bebê. A curadoria deste ano reforça essa ideia ao apresentar estilos variados e formatos que alternam contemplação, narrativa e interação.

Além de “FIO”, o festival traz “Canto Lírico para Crianças”, com Rebecca Pacheco e Marcos Borges, que apresenta o universo da ópera por meio de fábulas e histórias cantadas; “Palco-Céu – Viola Orgânica”, com RC Ballerini e Jun Cascaes, unindo viola caipira e dança em um momento de contemplação; a Oficina Som e Movimento, com Victória Oliveira, pensada para bebês e acompanhantes explorarem corpo e ritmo juntos; e, no encerramento, “Samba na Areia”, com Célia Porto, o maestro Rênio Quintas e Eduardo Bento, em celebração da música popular brasileira para todas as idades.

Um dos diferenciais do Em Cantos está no acolhimento desde a chegada. Antes de cada espetáculo, intervenções artísticas de abertura preparam o ambiente: quatro vozes, com educadores musicais e monitores, introduzem o público na atmosfera do encontro, ajudando crianças e famílias a atravessarem a porta do teatro com mais calma, segurança e encantamento.

Os ingressos são gratuitos, mediante doação de 1 kg de alimento, com retirada prévia pelo Sympla na semana de cada apresentação.

Serviço

Festival Em Cantos – Música para Crianças (4ª edição)
Datas: 17, 18 e 25 de janeiro; 31 de janeiro; 1º de fevereiro de 2026
Horário: 16h
Locais: Teatro Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), e Escola de Música MIFÁSOL-LÁ (503 Sul, Bloco B)
Ingressos: gratuitos mediante doação de 1 kg de alimento
Retirada: Sympla, disponível na semana de cada evento
Informações: Instagram @festivalemcantos

Abertura do festival
Espetáculo: “FIO – Música para Bebês”
Data: 17 de janeiro (sábado)
Horário: 16h
Local: Teatro Hugo Rodas – Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)
Público: bebês de 0 a 3 anos e cuidadores
Ingresso: retirada no Sympla (na semana do evento)

Ministério lança curso gratuito sobre cuidados na primeira semana de vida

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Formação gratuita capacita profissionais da atenção básica para o acompanhamento de mães e recém-nascidos no período mais sensível do pós-parto

O Ministério da Saúde lançou um novo curso voltado para qualificar o atendimento a mães e recém-nascidos durante a primeira semana de vida, etapa considerada crucial para o fortalecimento da saúde materno-infantil. A formação, oferecida na Atenção Primária à Saúde, tem como foco ampliar a capacidade técnica de profissionais e gestores na atenção precoce, preventiva e humanizada desde os primeiros dias de vida.

A iniciativa, disponibilizada na plataforma da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), visa promover o cuidado integral à mulher no puerpério e à criança recém-nascida, com ênfase na promoção da saúde, prevenção de agravos e identificação precoce de fatores de risco. A formação também segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e reforça o papel estratégico da atenção primária neste processo.

O primeiro contato da família com a equipe de saúde deve ocorrer preferencialmente ainda na primeira semana de vida, com escuta qualificada, abordagem técnica e articulação entre diferentes saberes e setores do sistema de saúde. O curso foi desenvolvido para traduzir essa abordagem ao cotidiano dos serviços.

Conteúdo e principais temas

O programa aborda temas essenciais para o cuidado materno-infantil, como:

  • Acolhimento e vínculo entre profissionais de saúde, mães e famílias; 
  • Avaliação do estado de saúde do recém-nascido e da mulher no puerpério; 
  • Planejamento do cuidado e atuação em equipe multiprofissional e intersetorial; 
  • Estratificação de risco e identificação de sinais de alerta; 
  • Valorização da visita domiciliar na primeira semana de vida e os passos para a sua realização. 

O curso combina diferentes recursos educacionais, como vídeos instrutivos com especialistas, infográficos, fluxogramas e textos de apoio. Os materiais foram pensados para facilitar a aplicação prática dos conteúdos no dia a dia dos serviços de saúde.

Inscrições e certificação

As inscrições são gratuitas e estão abertas pela plataforma da UNA-SUS. A oferta e a certificação da formação são realizadas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde. Ao todo, 15 mil vagas estão disponíveis até novembro de 2026.