Categoria: comportamento
(da Revista do Correio)
(Fotos Zuleika de Souza)
Quando um cachorro passa por situações inesperadas, ele pode tornar-se ansioso e alterar o comportamento. Nem sempre a mudança precisa ser claramente desconfortável, como o barulho de fogos de artifício. Às vezes, a simples entrada de pessoas (conhecidas ou não) na casa é suficiente para deixá-lo agitado.
O comportamentalista canino Renato Buani aponta que o melhor modo de tornar a visita um evento natural é acostumar o cachorro com muitas situações, locais e pessoas. Isso já pode ser feito por volta de 3 meses de idade, após a vacinação. Buani propõe que seja feito um trabalho de adestramento específico para visitas, de modo a diminuir a sensibilidade do animal ao barulho da campainha. Uma dessas técnicas é pedir para uma pessoa não conhecida pelo pet tocar a campainha seguidamente. A cada toque, o cão ganha um petisco. Com a prática, ele vai associar a “visita” a algo positivo.
Em situações reais, o dono pode orientar o visitante a ofertar um petisquinho tão logo cruze a porta. Para cachorros agressivos, porém, o especialista acredita ser melhor procurar ajuda profissional e, inicialmente, manter o bicho afastado dos não moradores. “O ideal é que o animal tenha um nível de restrição e, se alguém tiver interesse em interagir, pode aproximar-se”, indica.

A professora Nathalie Nobre, 39 anos, não tem problemas com o labrador Nick. Quando ele chegou à família, há quase nove anos, Nathalie morava em um apartamento com metade do tamanho do atual. O marido da professora ficou com receio de cuidar de um labrador, que pode chegar aos 60kg, mas Nathelie insistiu.”Deixei ele (Nick) em casa, tranquei as portas e saí para comprar o enxoval”, diverte-se.
A preparação para a novidade começa já quando o interfone toca. Nick fica sentado próximo à porta esperando Nathalie abri-la, para ele ir para a frente do elevador recepcionar a visita. A madrasta de Nathalie tem medo de cães, por isso é a única pessoa que recebe tratamento diferenciado. Nick fica preso até que ela se acomode. Quem não conhece o cachorro pode assustar-se com o tamanho. “Os entregadores, às vezes, se assustam e voltam para o elevador”, conta.
Já Pierre, o cãozinho da dona de casa Ana Maria Souza, 51, nem sempre consegue controlar a felicidade quando recebe alguém: ele pula nos convidados. “Ele sempre fica muito afoito, late já na escada, só depois fica quieto”, conta. Ela tem ainda uma vira-lata de sete meses, Marjorie, que se inspira em Pierre para tudo que faz. Ambos serão castrados no início de janeiro — o que, provavelmente, os deixará mais tranquilos. “Um dia, Pierre ficou sozinho e, quando cheguei, ele virou a cara pra mim, não quis almoçar”, lembra.
Segundo Buani, o hábito de pular nas pessoas é um mecanismo criado ainda na infância dos cães, quando eles sabem que vão ser recompensados com colo quando fizerem isso. Por isso, sempre que querem atenção partem para o contato físico. O problema surge quando eles crescem e não têm consciência de que cresceram, podendo machucar alguém. Para solucionar isso, é simples: basta olhar para cima ou para os lados, ignorando o pet. Se ele não encontra atenção, logo desiste.
Nathalie Nobre acredita que o bom comportamento de Nick é reflexo de uma vida social saudável. Ele tem amizade com vários cães do condomínio, recebe visita das crianças vizinhas e, periodicamente, nada na piscina. A única atitude de Nick que incomoda Nathalie talvez faça parte do instinto evolutivo dos cães: “Ele cheira o bumbum das pessoas”.
Feira de adoção Projeto São Francisco
Sábado 19.12 das 10:30 as 15h
Sia trecho 2 lotes 65/95
Brasília/DF
Feira de adoção Quintal dos Bichos
Sábado 19.12 das 10 as 16h
CLN 205 bloco D – Armazém do Gato
Brsília/DF
Feira de adoção Abrigo Flora e Fauna
Sábado 19.12 das 11 as 16h
108 Sul-Pet Shop Di Petti
Brsília/DF
Feira de adoção da SHB
Domingo 20.12 das 10 as 16h
Sia trecho 2 lotes 65/95
Brasília/DF
(Por Mariana Rosa, Especial para o Correio)
(Fotos Luís Tajes)
O problema na hora de viajar é sempre o mesmo: com quem deixar o animal de estimação? Um parente? O vizinho? O amigo? O nem tão amigo assim, mas que gosta de cachorro… A decisão é difícil para quem pede e para quem aceita receber o bichinho. Focadas nessa situação, crescem no Brasil startups dispostas a solucionarem o impasse.
Páginas eletrônicas foram criadas para unir pessoas que recebem animais em casa e cuidam deles enquanto os donos estão ausentes. Algo como uma hospedagem domiciliar. Uma espécie de Airbnb (site oferece hospedagens em casas particulares), mas para animais. Na plataforma brasileira, o interessado escolhe o anfitrião que atende suas necessidades, entra em contato com ele, agenda os dias, os horários e fecha a reserva.
O valor da diária varia de R$ 25 a R$ 100, dependendo dos serviços oferecidos. Pagamento é feito on-line e é intermediado pelos sites de hospedagem.
Foi em 2012 que o paulista Sérgio Hernandes, 37 anos, lançou o site Pet Hub. Incomodado com a situação de não ter com quem deixar o cachorro durante uma viagem, o empresário arregaçou as mangas e saiu em uma tarde de sol perguntando aos frequentadores do Parque Ibirapuera, em São Paulo, se eles passavam pelo mesmo problema. “Todos viviam a mesma situação e 80% dos entrevistados aceitariam pagar para deixar o animal em um lugar realmente confortável.” Assim, o programador começou a desenvolver o site, que hoje possui mais de 20 mil anfitriões cadastrados e ultrapassa 200 mil noites registradas.
A escolha de uma casa para deixar o bichano vai além da questão financeira. A carioca Monique Corrêa, 34 anos, fundadora e CEO da Pet Roomie, presente em 20 estados brasileiros, conta que o momento da reserva exige atenção. “O local deve atender o pet em primeiro lugar. Por exemplo, se o bicho fica sempre acompanhado, precisa de um cuidador em tempo integral. Se é um gato, talvez seja mais interessante cuidar dele em casa. Pensando por esse lado, conseguimos conquistar 100% de satisfação nas avaliações de anfitriões”, conta. Entre os diferenciais, a Pet Rommie oferece um filtro específico para cuidadores de gatos. A própria Monique tem uma gata persa de 10 anos e é adepta a campanhas que promovem a adoção de animais.
Amor é a palavra que inspira os anfitriões. Eles cuidam dos animais porque gostam e ainda encaram a prática como uma atividade financeira (as empresas descontam, em média, 15% do valor da hospedagem). Para candidatar-se ao cargo, o interessado elabora um perfil em que conta sua experiência com os animais e o carinho que tem por eles. Adicionam fotos dos cachorros que têm, do ambiente em que vivem e informam se moram em casa ou em apartamento. A partir desses dados, o tutor do cachorro entra em contato com o anfitrião que mais lhe agrada e combina os detalhes da hospedagem.
Eduardo Baer, 31 anos, e Fernando Gadotti, 30 anos, gerenciam a Dog Hero e tranquilizam os donos dos animais. “Para garantir a segurança do serviço, o anfitrião envia, diariamente, fotos e vídeos para os responsáveis e oferecemos uma garantia de R$ 5 mil para emergências veterinárias”, pontua Eduardo.
Além disso, o candidato passar por um criterioso processo seletivo, que inclui entrevistas por telefone, análise da casa por meio de fotos e até o levantamento de antecedentes criminais. “A ideia é fazer com que o anfitrião ofereça a hospedagem porque gosta da companhia de um animal. O serviço é focado em pessoas que amam cachorros e fazem de tudo para garantir o bem-estar deles”, completa Fernando Gadotti, da Dog Hero.
Motivada pela experiência própria de precisar viajar e não ter com quem deixar os animais de estimação, Ana Paula Rodrigues de Souza, 23 anos, candidatou-se a anfitriã há seis meses. No apartamento da Asa Sul, a estudante de psicologia recebeu oito animais — alguns por mais de uma vez —, e coleciona cinco estrelas em todas as avaliações. “Achei a proposta interessante por ser menos traumática para os animais. Além disso, é uma realização poder ajudar quem passa pela mesma dificuldade que eu passei. Como tenho dois cachorros vira-latas, cuidar de um a mais não faz diferença”, conta.
Pepe é o shih tzu da oficial do Exército Thaís Madureira, 38 anos. Uma experiência traumática fez com que ela nunca mais deixasse o pet em um hotel. “Viajei por 30 dias e, quando voltei, o Pepe estava com a córnea perfurada. Gastei mais de R$ 5 mil para ele não ficar cego e o canil disse que não poderia fazer nada”, desabafa. Por meio do aplicativo para celular, a militar fez a primeira reserva. Satisfeita, está prestes a fechar outra hospedagem, desta vez para as férias do fim de ano, por 40 dias. “Ele terá o mesmo tratamento que teria se ficasse comigo. Ficará mais barato do que deixar no hotel, não vou precisar incomodar ninguém e receberei fotos diárias dele para matar a saudade”, completa.
Saiba Mais:
* Pet Sitter é um serviço em que o cuidador vai até a casa onde o animal vive e cuida dele lá. O serviço também é oferecido por alguns anfitriões, além de passeios, treinamento, day care e transporte, desde que previamente combinado.
* Caso o cão seja antissocial, agressivo ou possua necessidades especiais, é possível encontrar um cuidador especialista nessas áreas. Se for necessário, um orçamento personalizado pode ser elaborado para atender tais demandas.
* Mediante agendamento, é possível visitar a casa do cuidador antes de deixar o animal no local. É aconselhável levar a coleira, algum medicamento necessário, a caminha e a ração suficiente para todo o período que ele ficará hospedado. O cuidado evita a troca de alimento.
* Não é recomendado levar brinquedos perfumados. Os cães costumam ser ciumentos em relação e podem não gostar que outros animais se aproximem dos objetos preferidos.
Serviço:
* DogHero (https://www.doghero.com.br/) e PetHub (https://pethub.com.br/) possuem aplicativos para IOS e Android.
* A PetRoomie (http://www.petroomie.com.br/) está com os aplicativos em fase de teste.
(por Laura Tizzo ,especial para o Correio Braziliense)
(fotos Jhonatan Vieira/CB/DA Press)
Ambos vivem nas ruas, invisíveis aos olhos da sociedade. Sobrevivem do que encontram descartado e dormem ao relento. Por vezes, despertam medo; por outras, compaixão. O que não se pode negar é que, para as pessoas que vivem na rua, a convivência com animais domésticos extrapola a relação “dono” e “mascote”.
O catador José Alves de Souza , 60 anos, é um desses homens. Apesar de ser dono de uma chácara em Planaltina, ele passa os dias da semana em um terreno próximo à Casa do Ceará (910 Norte). A realidade de trabalho é intensa. Seu Zezim, como é conhecido, recicla papelão, garrafa plástica, cobre, alumínio, sucata e ferro velho. À noite, dorme em uma barraca de lona improvisada, embaixo de um pé de manga, que serve de referência a quem quiser fazer uma visita.
A solidão, no entanto, passa longe. A cadela Quira está sempre ao lado, com um carinho meio desastrado — cada balançar de rabo é um estrondo. Ao ver o dono se aproximando, Quira se transforma. Antes deitada sobre a terra batida, ela se levanta e inicia um corre-corre, até que José finalmente lhe dá a atenção devida. A cadela de grande porte põe as patas embarradas sobre os ombros do dono, que retribuiu com mimos. “Já me ofereceram R$ 1,2 mil por ela. Eu falei para deixarem a minha cachorra em paz, é minha amiga. Poderia ser R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 1 milhão, não vendo. Eu já vivo sem o dinheiro mesmo”, conta.
José nasceu em São Paulo, morou em Minas Gerais, mudou-se para a Bahia, de onde veio, há três décadas, para “caçar melhorar a vida”. O único estudo que teve foi para tirar carteira de motorista, porém, se orgulha de ter lutado pela educação das filhas. “O meu sonho era estudar. Eu não tive (estudo), mas dei para as minhas filhas. Elas terminaram a faculdade, outra está se formando”, relata.

No mesmo terreno, fica a tenda de Aurino Costa da Silva, 61, que também recorre à reciclagem para sobreviver. Cansado de testemunhar os maus-tratos que a cadela Amarela sofria do antigo dono, ele a comprou por R$ 10, o preço de uma garrafa de bebida alcoólica. “O cara vivia com ela na rua, judiando da cachorra. Andava com ela no asfalto mesmo, em tempo de algum carro atropelar”, comenta.
Amarela não é de muitos amigos. Fica sempre quietinha, no canto, sem incomodar e sem deixar que a incomodem. Alguns meses depois da adoção, veio o filhote, Leão, que de feroz só tem nome. “Valeu a pena, são as minhas companhias”, revela o piauiense, que se mudou para o Distrito Federal prestes a completar 19 anos para ajudar a criar as irmãs.

Caso semelhante é o de Guilhermina Maria da Conceição, 44, que há meses se abriga no gramado entre o Eixão Norte e o Eixinho. Baiana, trabalhava na cidade de Barreiras, capinando e arrancando feijão. Deixou a roça há quatro anos para morar em Uruaçu, município goiano a 270km de Brasília. A maior parte do ano, no entanto, fica na barraca erguida no fim da Asa Norte, que, há três meses, conta com uma moradora nova: a gatinha Nina. “É uma amiga, a gente adora ela. Quando a gente come, ela está perto, a gente dá comida. Quando eu acordo, ela sai junto. A gente pega amizade dos bichinhos”, explica.
Carência
A porta-voz da ONG ProAnima, Simone Lima, conta que, há cerca de 10 anos, foi procurada por um morador de rua que pedia ajuda para a cadelinha atropelada. A entidade encontrou um veterinário para realizar a cirurgia, e o homem fez questão de pagar R$ 1 por dia à equipe por ter salvo a vida da melhor amiga. “Os vínculos podem ser estabelecidos, independentemente de classes sociais”, conta.
O doutor em sociologia e professor dos cursos de direito e ciência política do UniCeub Edvaldo Fernandes explica que uma das consequências da exclusão social é o isolamento dos indivíduos. “É como se a sociedade buscasse eliminar essas pessoas. Como não se pode, simplesmente, destruir a vida alheia, as ignora. Essa pessoa que é tratada dessa forma acaba não se sentindo alguém, mas, sim, uma coisa”, esclarece.
Uma vez imposta a condição de segregação, a pessoa em situação de rua, por exemplo, procurará se relacionar com aqueles que não a discriminam, que pode ser tanto alguém na mesma condição, quanto animais. “Mesmo as pessoas, quando são excluídas, acabam por construir zonas de escapes e por improvisar soluções. E, às vezes, na falta de encontrar um par, elas encontram um cachorro. O bicho vai suprir a carência de interação com alguém.”
Segundo Edvaldo, os casos de cidadãos marginalizados que buscam a companhia de animais de estimação são frequentes, pois a sensação de solidão é uma constante. “Cães e gatos, por exemplo, tratam as pessoas como elas são. Eles as tocam, se aproximam e, com isso, compensam um deficit de carinho, de amor e de afeição”, conclui.
Chegada do Papai Noel
Sábado dia 05.12.2015 a partir das 09:30h
Local: SCLN 205 Bloco D Loja 10
Feira de adoção Abrigo Flora e Fauna
Sábado 05.12.2015 das 11 as 15h
Local: SIA Trecho 2, ao lado da Gravia
Feira de Adoção
Sábado dia 05.12.2015 a partir das 09h
Local: Lilas Pet, Edifício Real Quality na Avenida Araucárias Águas Claras
Feira de adoção
Sábado 05.12.2015 das 11 as 16h
Local: 108 Sul
Bazar Natalino São Francisco
Sábado 05.12.2015 das 10 as 16h
Local: SCLN 116 Bloco I loja 47
Sub-solo do Edifício Cedro
Família gasta R$ 6 mil em busca por cachorro desaparecido no DF
(Da ANDA e CACHORRO PERDIDO)
(foto Divulgação)
Há um mês, um cãozinho sem raça definida chamado Negão, sumiu na Cidade do Automóvel, que fica no SCIA (Setor Complementar de Indústria e Abastecimento). Desde então, seu tutor, o analista de sistemas Leonardo Murucci Bastos, busca o amado animal doméstico. Ele resolveu pagar por um outdoor na via Estrutural, uma das mais movimentadas do Distrito Federal, ao custo de R$ 2 mil, por 30 dias. Os custos totais na tentativa de reencontrar o animal chegam a R$ 6 mil.
Bastos conta que Negão é um cãozinho dócil e educado, mas que costumava cuidar bastante da região de sua casa. Até ser atacado por um cachorro bem maior. Para garantir a integridade do cãozinho doméstico, Leonardo decidiu levá-lo à Cidade do Automóvel. E foi lá que ele desapareceu, para a tristeza da família que o adotou há dez anos.
Foram várias as buscas na região da Cidade do Automóvel e também na Estrutural (DF). O analista de sistemas também contratou um detetive, carro de som e investiu em 10 mil panfletos e os distribuiu nas duas regiões. Mas sem resultado até a publicação desta reportagem. Leonardo estimou o gasto total em, pelo menos, R$ 6 mil reais.
— Não é um cachorro de raça, é um vira-lata. Estou procurando por amor.
O analista de sistemas garante que várias vezes já saiu mais cedo de casa e também no horário de almoço para procurar Negão. Enquanto a busca não se encerra, ele também não esclareceu o valor que pretende dar como recompensa. Se uma criança encontrou o cãozinho e passou a cuidar dele, ele acredita que dinheiro possa não ser a solução. Para ele, o dinheiro não é o mais importante.
— Se este for o caso, dou um outro cãozinho. O estresse emocional que tive é muito superior ao que já gastei.
Morre Cricri, a cadela que ficou famosa após lista de 10 coisas para fazer antes de morrer
A cachorrinha Cricri, que ficou famosa na internet após sua dona fazer uma lista de 10 coisas divertidas para ela fazer antes de morrer, faleceu na última quinta-feira. Com câncer terminal e capacidade pulmonar reduzida, Cricri partiu naturalmente, abraçada junto de sua maior companheira, a veterinária Katia Chubaci.
Segundo Katia, naquela quinta-feira Cricri já acordou meio esquisita e não conseguiu subir no carro nem fazer xixi agachada, como sempre fazia. Na hora do almoço, recusou o sanduíche de ricota e cenoura e papou um churrasco. À tarde, desmaiou duas vezes na clínica de Katia, onde costumava passar os dias grudada na dona.
— Ela não sentia dor por causa da morfina, mas ali eu vi que era a hora. Levei ela para a sala de consulta e a abracei. Conversamos, agradeci a ela por tudo e deixei ela ir. Ela aproveitou até o último dia, foi muito amada — revela, emocionada.
Na lista com as 10 coisas para Cricri fazer antes de morrer, estavam pequenos prazeres como comer um sanduba com hambúrguer de carne e até aventuras, como descer as dunas da Joaquina e correr atrás de um gato sem levar bronca.
Os itens mais radicais tiveram que ser riscados, pois seu estado de saúde piorou na última semana, e foram substituídos por comilanças, como comer pizza e muita carne. Mas ela conseguiu andar de carro com a cabeça para fora da janela e ir na praia, divertimento garantido para qualquer cachorro.
Nesta segunda, Katia receberá as cinzas de sua companheira fiel. Ela conta que pretende plantar uma muda com o pó e dar à arvore o nome de Cricri.
— Meu filho me perguntou “por que Deus leva quem a gente gosta?”. Mas ela vai voltar, eu tenho certeza disso. Um dia vou resgatar um cachorro que vai olhar pra mim com aquele olhar igual ao dela, e eu vou reconhecê-la. Queria que esse reencontro fosse logo. Os animais vêm para nos ensinar amor — conta Katia, que é espírita.
Veja o depoimento de Katia no Facebook:
Cricri,
Meu amor, minha filha, minha amiga, minha companheira; guarda um lugar ao seu lado pra mim.
Obrigada por partir sem que eu tivesse que sofrer mais ainda. Até nisso vc foi a melhor de todas, me poupou da situação terrível de eutanásia . E se foi abraçada a mim, como se fôssemos uma só.
Obrigada por me fazer uma pessoa melhor.
Nos despedimos abraçadas, senti seu coração parar junto ao meu, debruçada na mesa de atendimento, quando corri qdo ela caiu na hora de irmos embora da clinica como sempre fazíamos. Ela veio abanando o rabinho e caiu, eu a peguei nos braços e levei pra sala de atendimento.Ela me olhou nos olhos e a abracei , pedi a Deus que nos amparasse e ela se foi, ali comigo abracada ao seu corpinho fragil. Chorei , mas ela nao estava mais ali, e agradeci por toda vida que tivemos juntas.
Escute nossa musica, te amo meu amor.
Obrigada
Obrigada
Obrigada
(da editoria de cidades do Correio Braziliense) (fotos Breno Fortes/CB/DA Press)
Esta foi uma situação diferente das cerimônias comuns que servem para entregar animais à cegos que nunca tiveram esse tipo de adaptação.
Os animais gerados em recriação do projeto, passaram por famílias hospedeiras até atingirem idade para o treinamento. Com cerca de dois anos foram encaminhados para adestramento ministrado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, e então habilitados para serem guias.
O Projeto Cão – Guia de Cegos do DF já entregou cerca de 43 cães, para deficientes visuais em todo Distrito Federal e em 14 outros estados. Os organizadores afirmam que existem ainda outros nove animais prontos para serem entregues aos utilizadores que hoje, integram uma fila de 300 pessoas.
Durante uma semana, os deficientes ficaram hospedados no Centro de Treinamento, localizado na Academia do Corpo de Bombeiros.No local, foram submetidos a um curso de adaptação para conhecer os animais. Em situações normais, onde o deficiente nunca tenha tido um cão-guia, o processo dura duas semanas. Eles também receberam um cartão contendo informações que auxiliam em ocasiões do dia-a-dia como pegar o transporte público e adentrar espaços públicos e privados com a companhia do cachorro.
O baiano de Cruz das Almas , Aroldo Murilo Pinto da Cunha, 54, veio até Brasília buscar seu novo companheiro. Em 2010 ele já tinha buscado Pupi, que segundo ele lhe trouxe autoestima e confiança para se lançar em um mestrado. “Quando eu fiquei cego, o mundo desabou, e com o cão-guia eu voltei a enxergar. Quando Pupi morreu eu fiquei cego de novo, mas agora eu posso enxergar, a felicidade é muito grande por ter esse novo amigo” explica.
Emocionado, Silvo Gois de Alcântara, 54 anos, recebeu Bia, sua nova cadelinha. Ele é um dos pioneiros do projeto. Em 2002 foi beneficiado na primeira linhada de cachorros, que deu origem á organização. Na época, Silvo esteve na companhia de Zircon, quando por problemas de saúde, em 2009, ele precisou de aposentar. Depois de três meses Silvo conheceu Nana, a cadela preta ,recentemente, teve quatro hernias de disco descobertas e também se aposentou. Agora Silvo leva pra casa mais uma fêmea que fará companhia à ela. “A bia vai me ajudar bastante, mas eu não posso ficar sem a Nana, agora ela precisa de cuidados, e eu preciso ao menos devolver o que ela fez por mim nesses 10 anos”.
A telefonista Marinalva Pires de Lima, 38 anos, é outra presente desde a fundação do projeto. Sua primeira companheira foi Gipsy, vinda de um treinamento especial no Canadá. As duas ficaram juntas 10 anos. “ Eu sempre falava pra ela que ela era o meu presente de Deus. A gente trabalhava juntas, iamos à faculdade, faziamos tudo juntas. Quando ela faleceu de velhice eu sofri muito, mas agora estou muito feliz, já fazia três anos que eu estava cega e hoje eu voltei a enxergar”.Marinalva recebeu a cadela Aila, e já comemora
“ela faz aniversário no mesmo dia que eu. Tenho certeza que vamos nos dar bem juntas” brinca.
Os três afirmam que o cão-guia traz mais que segurança e acessibilidade. Segundo Silvo, a após passar a circular nas ruas com cão-guia percebeu que a forma como era tratado pelas pessoas também mudou. “Com a bengala ninguém presta atenção em você, já com o cão, as pessoas vem, conversam, interagem, eu posso até construir relações por estar com o cão-guia”.
Entre alimentação, cuidados veterinários e medicações, hoje o projeto tem um gasto de R$ 27 mil a R$ 30 mil para cada cão. Atualmente o projeto conta com alguns colaboradores, e parceiros que fornecem alimentação e atendimento m[edico, mas nenhuma ajuda financeira. Os recursos são arrecadados por meio de doações esporádicas de pessoas físicas, venda de camisetas e canecas, e campanhas.
Mais informações
93090100
Doações
Banco do Brasil
Agência: 3596-3
Conta Corrente: 111882-x
CNPJ: 180803420001-24
Feira de adoção
Sábado 28.11
SIA trecho 2 lotes 65/95
Festa Rock and Dogs
Sábado 28.11 das 22 as 02h
SHIS QI 13 conjunto 10 casa 02 – Lago Sul
R$ 40,00 no local
Show com Banda Os Últimos Romanticos
Bazar Beneficiente
Sábado e Domingo 27/28 de novembro das 09 as 19h
Rua 21 Sul – Residencial Águas Claras
Águas Claras-DF
Feira de Adoção Abrigo Flora e Fauna
Sábado dia 28.11.2015 das 11 as 16h
108 Sul-Brasília
Feira de adoçãoSHB
Domingo 29/11 das 10 as 16h
SIA trecho 2 lotes 65/95
Mutirão de vacinação Abrigo Flora e Fauna
Domingo 29.11 das 10 as 16h
A utopia de todo sobrevivente é viver longos e prósperos anos. Também quero. Hoje faço 4 anos e sou um buldogue que sei honrar a minha sorte: sim, não tenho a saúde de ferro, mas tenho médicos e tutores dedicados. Eles que digam o quanto já sofremos juntos. Meu primeiro agradecimento vai para eles. Depois, para os mil amigos do Facebook que me desejaram Feliz Aniversário. Faria uma festa pra vocês. Mas já que sou um cão trabalhador, farejador de notícias com um blog para atualizar, vou aproveitar qualquer tempo livre para meditar sobre a longevidade que certamente terei como bênção pelo comportamento exemplar – bem do jeito que Caymmi aprovaria, entre um soninho e outro. Não me desejem felicidade porque isso eu já tenho. Quero sorte para a Mega de logo mais. Um cão trabalhador como eu merece um refresco na aposentadoria.






























