Companheiros contra a solidão

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(por Laura Tizzo ,especial para o Correio Braziliense)

(fotos Jhonatan Vieira/CB/DA Press)

 

 

Ambos vivem nas ruas, invisíveis aos olhos da sociedade. Sobrevivem do que encontram descartado e dormem ao relento. Por vezes, despertam medo; por outras, compaixão. O que não se pode negar é que, para as pessoas que vivem na rua, a convivência com animais domésticos extrapola a relação “dono” e “mascote”.
O catador José Alves de Souza , 60 anos, é um desses homens. Apesar de ser dono de uma chácara em Planaltina, ele passa os dias da semana em um terreno próximo à Casa do Ceará (910 Norte). A realidade de trabalho é intensa. Seu Zezim, como é conhecido, recicla papelão, garrafa plástica, cobre, alumínio, sucata e ferro velho. À noite, dorme em uma barraca de lona improvisada, embaixo de um pé de manga, que serve de referência a quem quiser fazer uma visita.
A solidão, no entanto, passa longe. A cadela Quira está sempre ao lado, com um carinho meio desastrado — cada balançar de rabo é um estrondo. Ao ver o dono se aproximando, Quira se transforma. Antes deitada sobre a terra batida, ela se levanta e inicia um corre-corre, até que José finalmente lhe dá a atenção devida. A cadela de grande porte põe as patas embarradas sobre os ombros do dono, que retribuiu com mimos. “Já me ofereceram R$ 1,2 mil por ela. Eu falei para deixarem a minha cachorra em paz, é minha amiga. Poderia ser R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 1 milhão, não vendo. Eu já vivo sem o dinheiro mesmo”, conta.
José nasceu em São Paulo, morou em Minas Gerais, mudou-se para a Bahia, de onde veio, há três décadas, para “caçar melhorar a vida”. O único estudo que teve foi para tirar carteira de motorista, porém, se orgulha de ter lutado pela educação das filhas. “O meu sonho era estudar. Eu não tive (estudo), mas dei para as minhas filhas. Elas terminaram a faculdade, outra está se formando”, relata.

 

Aurino Costa da Silva e seu cachorro Leão, na Asa Norte.
Aurino Costa da Silva e seu cachorro Leão, na Asa Norte.

 

No mesmo terreno, fica a tenda de Aurino Costa da Silva, 61, que também recorre à reciclagem para sobreviver. Cansado de testemunhar os maus-tratos que a cadela Amarela sofria do antigo dono, ele a comprou por R$ 10, o preço de uma garrafa de bebida alcoólica. “O cara vivia com ela na rua, judiando da cachorra. Andava com ela no asfalto mesmo, em tempo de algum carro atropelar”, comenta.
Amarela não é de muitos amigos. Fica sempre quietinha, no canto, sem incomodar e sem deixar que a incomodem. Alguns meses depois da adoção, veio o filhote, Leão, que de feroz só tem nome. “Valeu a pena, são as minhas companhias”, revela o piauiense, que se mudou para o Distrito Federal prestes a completar 19 anos para ajudar a criar as irmãs.
 

Guilhermina Maria da Conceição e a sua gata Nina, na Asa Norte.
Guilhermina Maria da Conceição e a sua gata Nina, na Asa Norte.

 

 

 

Caso semelhante é o de Guilhermina Maria da Conceição, 44, que há meses se abriga no gramado entre o Eixão Norte e o Eixinho. Baiana, trabalhava na cidade de Barreiras, capinando e arrancando feijão. Deixou a roça há quatro anos para morar em Uruaçu, município goiano a 270km de Brasília. A maior parte do ano, no entanto, fica na barraca erguida no fim da Asa Norte, que, há três meses, conta com uma moradora nova: a gatinha Nina. “É uma amiga, a gente adora ela. Quando a gente come, ela está perto, a gente dá comida. Quando eu acordo, ela sai junto. A gente pega amizade dos bichinhos”, explica.

 

 

 

Carência

A porta-voz da ONG ProAnima, Simone Lima, conta que, há cerca de 10 anos, foi procurada por um morador de rua que pedia ajuda para a cadelinha atropelada. A entidade encontrou um veterinário para realizar a cirurgia, e o homem fez questão de pagar R$ 1 por dia à equipe por ter salvo a vida da melhor amiga. “Os vínculos podem ser estabelecidos, independentemente de classes sociais”, conta.
O doutor em sociologia e professor dos cursos de direito e ciência política do UniCeub Edvaldo Fernandes explica que uma das consequências da exclusão social é o isolamento dos indivíduos. “É como se a sociedade buscasse eliminar essas pessoas. Como não se pode, simplesmente, destruir a vida alheia, as ignora. Essa pessoa que é tratada dessa forma acaba não se sentindo alguém, mas, sim, uma coisa”, esclarece.
Uma vez imposta a condição de segregação, a pessoa em situação de rua, por exemplo, procurará se relacionar com aqueles que não a discriminam, que pode ser tanto alguém na mesma condição, quanto animais. “Mesmo as pessoas, quando são excluídas, acabam por construir zonas de escapes e por improvisar soluções. E, às vezes, na falta de encontrar um par, elas encontram um cachorro. O bicho vai suprir a carência de interação com alguém.”
Segundo Edvaldo, os casos de cidadãos marginalizados que buscam a companhia de animais de estimação são frequentes, pois a sensação de solidão é uma constante. “Cães e gatos, por exemplo, tratam as pessoas como elas são. Eles as tocam, se aproximam e, com isso, compensam um deficit de carinho, de amor e de afeição”, conclui.

 

O final de semana e os eventos pet de Brasília

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Chegada do Papai Noel

Sábado dia 05.12.2015 a partir das 09:30h

Local: SCLN 205 Bloco D Loja 10

 

 

 

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Feira de adoção Abrigo Flora e Fauna

Sábado 05.12.2015 das 11 as 15h

Local: SIA Trecho 2, ao lado da Gravia

 

 

 

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Feira de Adoção

Sábado dia 05.12.2015 a partir das 09h

Local: Lilas Pet, Edifício Real Quality na Avenida Araucárias Águas Claras

 

 

 

 

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Feira de adoção

Sábado 05.12.2015 das 11 as 16h

Local: 108 Sul

 

 

 

 

 

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Bazar Natalino São Francisco

Sábado 05.12.2015 das 10 as 16h

Local: SCLN 116 Bloco I loja 47

Sub-solo do Edifício Cedro

Família gasta R$ 6 mil em busca por cachorro desaparecido no DF

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(Da  ANDA e CACHORRO PERDIDO)

(foto Divulgação)

 

Há um mês, um cãozinho sem raça definida chamado Negão, sumiu na Cidade do Automóvel, que fica no SCIA (Setor Complementar de Indústria e Abastecimento). Desde então, seu tutor, o analista de sistemas Leonardo Murucci Bastos, busca o amado animal doméstico. Ele resolveu pagar por um outdoor na via Estrutural, uma das mais movimentadas do Distrito Federal, ao custo de R$ 2 mil, por 30 dias. Os custos totais na tentativa de reencontrar o animal chegam a R$ 6 mil.
Bastos conta que Negão é um cãozinho dócil e educado, mas que costumava cuidar bastante da região de sua casa. Até ser atacado por um cachorro bem maior. Para garantir a integridade do cãozinho doméstico, Leonardo decidiu levá-lo à Cidade do Automóvel. E foi lá que ele desapareceu, para a tristeza da família que o adotou há dez anos.
Foram várias as buscas na região da Cidade do Automóvel e também na Estrutural (DF). O analista de sistemas também contratou um detetive, carro de som e investiu em 10 mil panfletos e os distribuiu nas duas regiões. Mas sem resultado até a publicação desta reportagem. Leonardo estimou o gasto total em, pelo menos, R$ 6 mil reais.
— Não é um cachorro de raça, é um vira-lata. Estou procurando por amor.
O analista de sistemas garante que várias vezes já saiu mais cedo de casa e também no horário de almoço para procurar Negão. Enquanto a busca não se encerra, ele também não esclareceu o valor que pretende dar como recompensa. Se uma criança encontrou o cãozinho e passou a cuidar dele, ele acredita que dinheiro possa não ser a solução. Para ele, o dinheiro não é o mais importante.
— Se este for o caso, dou um outro cãozinho. O estresse emocional que tive é muito superior ao que já gastei.

Morre Cricri, a cadela que ficou famosa após lista de 10 coisas para fazer antes de morrer

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(Por Yasmine Holanda Fiorini, do Diário Catarinense ) (fotos reprodução Facebook)
Veterinária Katia Chubaci  decidiu fazer dos últimos dias de Cricri os mais felizes de sua vida
Veterinária Katia Chubaci decidiu fazer dos últimos dias de Cricri os mais felizes de sua vida

 

A cachorrinha Cricri, que ficou famosa na internet após sua dona fazer uma lista de 10 coisas divertidas para ela fazer antes de morrer, faleceu na última quinta-feira. Com câncer terminal e capacidade pulmonar reduzida, Cricri partiu naturalmente, abraçada junto de sua maior companheira, a veterinária Katia Chubaci.

 

 

Segundo Katia, naquela quinta-feira Cricri já acordou meio esquisita e não conseguiu subir no carro nem fazer xixi agachada, como sempre fazia. Na hora do almoço, recusou o sanduíche de ricota e cenoura e papou um churrasco. À tarde, desmaiou duas vezes na clínica de Katia, onde costumava passar os dias grudada na dona.

— Ela não sentia dor por causa da morfina, mas ali eu vi que era a hora. Levei ela para a sala de consulta e a abracei. Conversamos, agradeci a ela por tudo e deixei ela ir. Ela aproveitou até o último dia, foi muito amada — revela, emocionada.

Na lista com as 10 coisas para Cricri fazer antes de morrer, estavam pequenos prazeres como comer um sanduba com hambúrguer de carne e até aventuras, como descer as dunas da Joaquina e correr atrás de um gato sem levar bronca.

Os itens mais radicais tiveram que ser riscados, pois seu estado de saúde piorou na última semana, e foram substituídos por comilanças, como comer pizza e muita carne. Mas ela conseguiu andar de carro com a cabeça para fora da janela e ir na praia, divertimento garantido para qualquer cachorro.

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Nesta segunda, Katia receberá as cinzas de sua companheira fiel. Ela conta que pretende plantar uma muda com o pó e dar à arvore o nome de Cricri.

— Meu filho me perguntou “por que Deus leva quem a gente gosta?”. Mas ela vai voltar, eu tenho certeza disso. Um dia vou resgatar um cachorro que vai olhar pra mim com aquele olhar igual ao dela, e eu vou reconhecê-la. Queria que esse reencontro fosse logo. Os animais vêm para nos ensinar amor — conta Katia, que é espírita.

 

 

Veja o depoimento de Katia no Facebook:

Cricri,
Meu amor, minha filha, minha amiga, minha companheira; guarda um lugar ao seu lado pra mim.
Obrigada por partir sem que eu tivesse que sofrer mais ainda. Até nisso vc foi a melhor de todas, me poupou da situação terrível de eutanásia . E se foi abraçada a mim, como se fôssemos uma só.
Obrigada por me fazer uma pessoa melhor.
Nos despedimos abraçadas, senti seu coração parar junto ao meu, debruçada na mesa de atendimento, quando corri qdo ela caiu na hora de irmos embora da clinica como sempre fazíamos. Ela veio abanando o rabinho e caiu, eu a peguei nos braços e levei pra sala de atendimento.Ela me olhou nos olhos e a abracei , pedi a Deus que nos amparasse e ela se foi, ali comigo abracada ao seu corpinho fragil. Chorei , mas ela nao estava mais ali, e agradeci por toda vida que tivemos juntas.
Escute nossa musica, te amo meu amor.
Obrigada
Obrigada
Obrigada

Deficientes visuais recebem cães guias

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(da editoria de cidades do Correio Braziliense) (fotos Breno Fortes/CB/DA Press)

Esta foi uma situação diferente das cerimônias comuns que servem para entregar animais à cegos que nunca tiveram esse tipo de adaptação.

Os animais gerados em recriação do projeto, passaram por famílias hospedeiras até atingirem idade para o treinamento. Com cerca de dois anos foram encaminhados para adestramento ministrado pelo  Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, e então habilitados para serem guias.

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 O Projeto Cão – Guia de Cegos do DF já entregou cerca de 43 cães, para deficientes visuais em todo Distrito Federal  e em  14 outros estados. Os organizadores afirmam que existem ainda outros nove animais prontos para serem entregues aos utilizadores que hoje, integram uma fila de 300 pessoas.

Durante uma semana, os deficientes ficaram hospedados no Centro de Treinamento, localizado na Academia do Corpo de Bombeiros.No local, foram submetidos a um  curso de adaptação para conhecer os animais. Em situações normais, onde o deficiente nunca tenha tido um cão-guia, o processo dura duas semanas. Eles também receberam um cartão contendo informações que auxiliam em ocasiões do dia-a-dia como pegar o transporte público e  adentrar espaços públicos e privados com a companhia do cachorro.

O baiano de Cruz das Almas , Aroldo Murilo Pinto da Cunha, 54, veio até Brasília buscar seu novo companheiro. Em 2010 ele já tinha buscado Pupi, que segundo ele lhe trouxe autoestima e confiança para se lançar em um mestrado. “Quando eu fiquei cego, o mundo desabou, e com o cão-guia eu voltei a enxergar. Quando Pupi morreu eu fiquei cego de novo, mas agora eu posso enxergar, a felicidade é muito grande por ter esse novo amigo” explica.

Emocionado, Silvo Gois de Alcântara, 54 anos, recebeu Bia, sua nova cadelinha. Ele é um dos pioneiros do projeto. Em 2002 foi beneficiado na primeira linhada de cachorros, que deu origem á organização. Na época, Silvo esteve na companhia de Zircon, quando por  problemas de saúde, em 2009, ele precisou de aposentar. Depois de três meses Silvo conheceu Nana, a cadela preta ,recentemente, teve quatro hernias de disco descobertas e também se aposentou. Agora Silvo leva pra casa mais uma fêmea que fará companhia à ela. “A bia vai me ajudar bastante, mas eu não posso ficar sem a Nana, agora ela precisa de cuidados, e eu preciso ao menos devolver o que ela fez por mim nesses 10 anos”.

A telefonista Marinalva Pires de Lima, 38 anos, é outra presente desde a fundação do projeto. Sua primeira companheira foi Gipsy, vinda de um treinamento especial no Canadá. As duas ficaram juntas 10 anos. “ Eu sempre falava pra ela que ela era o meu presente de Deus. A gente trabalhava juntas, iamos à faculdade, faziamos tudo juntas. Quando ela faleceu de velhice eu sofri muito, mas agora estou muito feliz, já fazia três anos que eu estava cega e hoje eu voltei a enxergar”.Marinalva recebeu a cadela Aila, e já  comemora

“ela faz aniversário no mesmo dia que eu. Tenho certeza que vamos nos dar bem juntas” brinca.

Os três afirmam que o cão-guia traz mais que segurança e acessibilidade. Segundo Silvo, a após passar a circular nas ruas com cão-guia percebeu que a forma como era tratado pelas pessoas também mudou. “Com a bengala ninguém presta atenção em você, já com o cão, as pessoas vem, conversam, interagem, eu posso até construir relações por estar com o cão-guia”.

Entre alimentação, cuidados veterinários e medicações, hoje o projeto tem um gasto de R$ 27 mil a R$ 30 mil para cada cão.  Atualmente o projeto conta com alguns colaboradores, e parceiros que fornecem alimentação e atendimento m[edico, mas nenhuma ajuda financeira. Os recursos são arrecadados por meio de doações esporádicas de pessoas físicas, venda de camisetas e canecas, e campanhas.

 

Mais informações

93090100

Doações

Banco do Brasil

Agência: 3596-3

Conta Corrente: 111882-x

CNPJ: 180803420001-24

Eventos Pet nesse Final de Semana em Brasília

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hoje (1)

 

 

Feira de adoção

Sábado 28.11

SIA trecho 2 lotes 65/95

 

 

 

hoje (2)

Festa Rock and Dogs

Sábado 28.11 das 22 as 02h

SHIS QI 13 conjunto 10 casa 02 – Lago Sul

R$ 40,00 no local

Show com Banda Os Últimos Romanticos

 

 

 

 

 

hoje (5)

Bazar Beneficiente

Sábado e Domingo 27/28 de novembro das 09 as 19h

Rua 21 Sul – Residencial Águas Claras

Águas Claras-DF

 

 

 

 

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Feira de Adoção Abrigo Flora e Fauna

Sábado dia 28.11.2015 das 11 as 16h

108 Sul-Brasília

 

 

 

hoje (4)

 

Feira de adoçãoSHB

Domingo 29/11 das 10 as 16h

SIA trecho 2 lotes 65/95

 

 

 

 

 

hoje (3)

 

 

Mutirão de vacinação Abrigo Flora e Fauna

Domingo 29.11 das 10 as 16h

 

 

4 anos de alegria…

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A utopia de todo sobrevivente é viver longos e prósperos anos. Também quero. Hoje faço 4 anos e sou um buldogue que sei honrar a minha sorte: sim, não tenho a saúde de ferro, mas tenho médicos e tutores dedicados. Eles que digam o quanto já sofremos juntos. Meu primeiro agradecimento vai para eles. Depois, para os mil amigos do Facebook que me desejaram Feliz Aniversário. Faria uma festa pra vocês. Mas já que sou um cão trabalhador, farejador de notícias com um blog para atualizar, vou aproveitar qualquer tempo livre para meditar sobre a longevidade que certamente terei como bênção pelo comportamento exemplar – bem do jeito que Caymmi aprovaria, entre um soninho e outro. Não me desejem felicidade porque isso eu já tenho. Quero sorte para a Mega de logo mais. Um cão trabalhador como eu merece um refresco na aposentadoria.

O que é, o que é?

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(da Revista do Correio)

Fotos: Arquivo Pessoal

 

Desde a infância, Soraya Castilho, 48 anos e oficial de chancelaria, sonhava ter um yorkshire. O sonho, porém, só foi se realizar anos depois, por acaso. Sua filha, Victoria, frequentava a casa de uma amiga de escola que tinha o cão da raça preferida de Soraya. Quando a cadelinha ficou prenhe, Soraya achou que seria uma boa ideia reavivar a antiga vontade. As duas acompanharam a gestação da cadela, sempre atentas e cada vez mais apaixonadas. “Àquela altura do campeonato, minha filha não parava de pedir para que eu o comprasse”, lembra. Ela pesquisou com alguns criadores da raça para saber a faixa de preço do filhote e viu que os valores estavam equiparados. “Cheguei a marcar uma visita a uma criadora no Lago Sul para ver um filhote que me custaria praticamente o mesmo valor que acabei pagando pelo meu. A diferença era que o dela tinha pedigree.”

Saber se um animal tem ou não pedigree é um pré-requisito para que ele seja considerado “de raça”. Pedro Loes, diretor da Kennel Club Brasília, explica que o termo se refere a um Certificado de Registro (CR), algo como uma certidão de nascimento do bicho. “Se o cachorro tem um, é possível afirmar, com certeza, que ele é puro”, completa. Além das características típicas de cada raça, como tipo de pelagem e personalidade, a partir do número de registro do documento, é possível identificar a árvore genealógica de cada bicho. Ainda que o animal possua a maioria dos traços de determinada raça, o documento é, segundo Loes, imprescindível para atestar a “pureza” do cão.

Caso um dos pais do animal tenha pedigree e outro não, o filhote não será puro. “Para o criador registrar o pedigree dos seus animais, a mãe e o pai têm que ter”, reforça Pedro Loes. Segundo ele, o registro é feito pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). O órgão mantém um imenso banco de dados, capaz de identificar a família do pet. “O Kennel Club funciona como um cartório, que faz a mediação entre o criador e a Confederação”, explica.
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A ideia de escolher um cão por conta de uma raça específica pode até não agradar a todos, mas Pedro Loes explica que há uma funcionalidade intrínseca a cada estirpe. “Eu, por exemplo, crio buldogue francês por causa da personalidade bonachona e tranquila”, exemplifica. “Se ele cruza com outra raça, vai mudar seu comportamento. O pedigree ajuda a ter confiança de que o cachorro que a pessoa está adquirindo tem as características que se aproximam do que ela deseja.”

Um registro de pedigree, segundo Loes, custa em torno de R$ 50. Para casos em que o animal não foi adquirido com o documento, mas os donos têm certeza de sua procedência, o tutor ou o criador tem que, primeiro, fazer um registro inicial de pedigree — algo como dar entrada no processo. Uma equipe de três árbitros da CBKC submete o animal a uma avaliação. Se os três concordarem que o cachorro tem realmente todas as características da raça, o cão tira o documento, que vem com a sigla CPR na frente do RG. “A sigla identifica que esse registro é o inicial, porque a árvore genealógica do animal está vazia e vai começar com aquele animal”, detalha Pedro Loes. “Os filhos desse cachorro já terão pedigree e ele vai aparecer como o primeiro nos registros.”

Renato do Coutro Buani, psicólogo especializado em comportamento de animais, explica que uma boa forma de tirar a dúvida é apostar em pesquisas em sites especializados e enciclopédias animais. Com base nessas informações, é possível comparar o “conjunto da obra” e ver se o cão se assemelha ou não à raça pretendida, como tipo de focinho, orelhas e cor da pelagem. “O border-collie, por exemplo, se tiver predominância de marrom, preto ou outra cor que não seja o branco, já sabemos que ele provavelmente tem uma variação genética diferenciada.”

Buani explica que um cão de raça tem de 40% a 50% de suas características principais definidas pela linhagem. Para pessoas que desejam um animal para desempenhar tarefas específicas, como um cão farejador, saber quais são os atributos gerais do bicho é essencial. “Nesse exemplo, é interessante que o cachorro seja de uma raça farejadora, como o pastor alemão, que tem um focinho mais alongado e, por isso, mais células olfativas.” Mas a genética não é soberana: é possível, até certo ponto, “remodelar” alguns traços do pet. “Nunca é possível mudar um animal 100%. Mas, até 1 ano de idade ocorre a zona de sedimentação do comportamento animal, que é quando ele estabelece hierarquia, hábitos e personalidade.”

Quando Ziggy Marley nasceu, a família de Soraya se sentiu completa. “O envolvimento emocional com o Ziggy, desde o nascimento, falou mais alto do que qualquer pedigree. Ainda fala até hoje”, derrete-se. À época, contudo, ela ainda não sabia que o cão não poderia ser considerado puro sem o documento. Em uma consulta à veterinária, Soraya notou que as orelhas de Ziggy eram grandes e não ficavam em pé, por mais talas que ela e a profissional fizessem. “Expressei a ela minha preocupação quanto ao fato de ele não ser yorkshire puro. Ela disse para eu não me preocupar, explicando-me que, por ele ser filho e neto do mesmo cachorro, a linha de sangue se fechara e que, quando isso acontece, eventuais características mais proeminentes de seus ancestrais ficavam mais evidentes na ninhada.”

Por volta dos 6 meses de vida, as perguntas sobre qual seria a raça de Ziggy começaram a incomodar. “Muita gente o confundia com um filhote de schnauzer, já que o focinho dele estava ficando bem quadrado e o pelo no dorso, um pouco enrolado”, explica Soraya. Em um pet shop diferente, em que os donos haviam sido criadores de yorkshire, a revelação de que Ziggy não era puro foi um susto. “Minha filha caiu em prantos na loja. Ainda assim, o sinal amarelo não acendeu. Achei que era papo de criador.” Dias depois, aproveitando a visita de uma amiga membro do Kennel Club de Brasília, Soraya comentou o ocorrido.

O olhar treinado da especialista não demorou a confirmar o que os donos da pet shop já sabiam: Ziggy era um SRD (Sem Raça Definida). “Ali sim, fiquei atordoada e veio todo aquele filme à minha mente: as orelhas grandes, a explicação da veterinária, as perguntas na rua, o dono da petshop, o choro da minha filha”, relembra. “Naquela noite, minha filha chorou muito, novamente. Conversei bastante com ela e lhe disse que precisávamos tomar uma decisão. Havia dois caminhos: devolver o Ziggy ou assimilar a situação e não reclamar.”

O amor, felizmente, falou mais alto que qualquer definição. Atualmente, Soraya não concebe a vida sem Ziggy. “Digo a todos que ainda me perguntam qual a raça dele, que se trata de um ‘yorkchoro’”, brinca. O episódio fez com que Soraya e a filha despertassem o interesse pela causa dos animais abandonados. As duas viraram frequentadoras assíduas de feiras de adoção e passaram a ajudar entidades que recolhem, tratam e buscam lares para animais abandonados. “Se eu tivesse essa percepção lá atrás, certamente, eu teria adotado um cãozinho. Sei do amor legítimo que tenho pelo Ziggy e do real amor dele por nós. E, como ele, há dezenas de cãezinhos lindíssimos, meigos, ansiosos por serem adotados, a cada semana, nas diversas feiras de adoção da cidade.”

 

Conheça os vencedores do concurso cultural “Meu Pet é Show”

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No período de 3 a 15 de novembro, o Correio Braziliense recebeu no hotsite www.correiobraziliense.com.br/meupeteshow mais de mil fotos dos pets dos brasilienses no Concurso Cultural Meu Pet é Show.

Fotos de cachorro, gatinho, tartaruga, peixinhos e os mais diversos animais que fazem parte do dia-a-dia da maioria dos moradores da capital.

A participação no concurso foi gratuita, direcionada a todos os moradores do Distrito Federal com idade a partir de 16 anos ou menores por meio de representante legal. Para se inscrever, bastou realizar o cadastro no site do concurso e fazer o upload de uma foto com breve descrição do pet dentro do prazo estipulado.

Dentre as fotos recebidas, o Correio vai premiar as 3 (três) melhores e selecionou algumas para compor uma exposição fotográfica. O resultado da apuração foi divulgado no dia 18/11 no hotsite do concurso.

Lá também pode ser conferida a galeria completa com todas as fotos participantes.

As fotos ganhadoras foram:

 

1o Lugar Ana Paula Camelo

1º Lugar – 1 cafeteira NESPRESSO U-Cream + 1 vale-compras de R$ 150,00 para utilização no evento Brasília Pet Show nos dias 21 e 22/11/2015.

Autora:Ana Paula Camelo

Pet: Hannah

Raça: AKITA

Descrição: Momento de reflexão

 

 

2o lugar Sheila Vieira dos Reis2º Lugar – 1 espumador de leite NESPRESSO + 1 vale-compras de R$ 100,00 para utilização no evento Brasília Pet Show nos dias 21 e 22/11/2015.

Autora:Sheila Vieira dos Reis

Pet: Tampa

Raça: Vira-lata

Descrição: A Tampinha adora se esconder debaixo do jornal!

 

 

3o lugar Mariana Correia Pereira

 

3º Lugar – 2 pares de xícaras NESPRESSO + 1 vale-compras de R$ 50,00 para utilização no evento Brasília Pet Show nos dias 21 e 22/11/2015.

Autora: Mariana Correia Pereira

Pet: Layka

Raça: Vira-lata

Discrição: Pra ela brincar com a bolinha é show. É o que ela mais gosta de fazer, e é incansável.

 

 

A exposição especial Meu Pet é Show com varias imagens recebidas poderá ser conferida no evento Brasília Pet Show que acontecerá dias 21 e 22 de novembro no Estádio Nacional Mané Garrincha. Entrada franca.

Certificado de Autorização CAIXA n° 90104.002919/15-02.

Eventos Pet em Brasília nesse final de semana

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Atrações

 Feira pet completa

 Exposição Internacional de Cães de Raça

Palestras com profissionais renomados

 Demonstração de Agility

 Demonstração de cães policiais

 Fazendinha com diversos animais

Segmentos

 Nutrição

 Saúde animal

 Higiene e beleza
Material veterinário

 Medicamentos

Acessórios

 Aquarismo

 Equipamentos

Transporte

 Serviços

 Publicações

Entrada

 Franca

Data e horário

21/11 – sábado das 9 às 20h

22/11 – domingo das 9 às 18h

Local

   Estádio Nacional Mané Garricha

Para animais é obrigatório apresentar carteira de vacinação em dia

Estacionamento Amplo e gratuito

APOIO de MÍDIA:

CORREIO BRAZILIENSE_ (V.ORIGINAL - 1 LINHA)

 

 

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Quando: Sábado 21.11 das 10 as 16h.

Onde: Petz Brasília/SIA trecho 2