Categoria: comportamento
(da Revista do Correio) (fotos Zuleika de Souza/CB/DA Press)
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 440 mil condomínios verticais no Brasil. Como moram no país 74 milhões de cães e gatos, ainda segundo o IGBE, não é difícil concluir que muitos desses bichinhos estão nesses residenciais. A convivência, porém, nem sempre é pacífica — muitos prédios proíbem a presença de animais, gerando conflitos com os tutores.

Foi o que aconteceu com a bióloga Nina Schubart, 25 anos (fotos), quando ainda morava no Rio de Janeiro. Em 2012, ela e o companheiro alugaram um apartamento com essa restrição. Logo após a mudança, a síndica passou a pressionar. “Nossa gata não causava nenhum incômodo”, defende. O casal tinha apenas Lola, na época filhote. Depois, eles adotaram outros dois bichanos e abrigaram temporariamente um último. A situação causou descontentamento entre os vizinhos. “Já tinha um histórico de outros vizinhos que se desfizeram de seus bichos por causa da regra”, conta a bióloga. O conflito acabou gerando uma mudança na convenção do condomínio e, assim que o documento foi alterado, novos animais surgiram e o problema foi solucionado.
No prédio em que ela mora hoje, na Asa Norte, a presença de pets é permitida. Nina não chegou a formalizar a insatisfação, mas, segundo o advogado Igor Fellipe Araújo, membro da Comissão de Direito Administrativo e Controle da Administração Pública da OAB/DF, ela poderia ter judicializado a questão. “Diante de situações concretas, entendo que é possível, sim, esse tipo de vedação, mas, de uma maneira genérica, é uma invasão ao direito de propriedade”, afirma. Ainda, segundo o advogado, zelar pela limpeza das áreas comuns do prédio, evitar latidos por meio de adestramento e usar focinheira em cães de grande porte é suficiente para uma guarda responsável, que não abre precedente para proibições. “Tem que abdicar de alguns direitos em prol da coletividade. Eu sugiro que o condomínio faça uma previsão, mas só possa punir ou vedar essa presença em caso de desrespeito a outras normas”, conclui.
A operadora de telefonia Cabiria Ciulla, 25 anos, decidiu levar seu caso à Justiça após ser multada pelo condomínio. “Ganhei o processo porque eu estava dentro da lei”, conta. O gatinho dela, Joker, começou a chamar a atenção da vizinhança, pois ficava na janela. Em março de 2012, ela foi multada em um salário mínimo. Como ela não se desfez da mascote, o valor foi cobrado em dobro no mês seguinte. Cabiria procurou o Juizado Especial e, após um ano e meio de processo, foi ressarcida. Embora o prédio tivesse decisão firme sobre a questão, nada foi avisado quando Cabiria alugou o imóvel. “Eu não sabia que era proibido, jamais imaginaria”, argumenta. Cabiria acredita que a convenção do condomínio não foi alterada, mas não tem certeza porque acabou se mudando. “Era uma perseguição danada. Muito estressante”, desabafa.
O Código Civil costumava dar autonomia total aos condomínios, mas hoje as convenções podem ser relativizadas. Por exemplo: a permanência de um cão que represente ameaça à segurança ou ao sossego pode ser questionada, ainda que o documento permita animais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) entendem que os condomínios só podem proibir animais após provar prejuízo aos vizinhos. Caso contrário, as convenções poderiam, no máximo, normatizar a circulação nas áreas comuns dos prédios. O síndico não pode, isoladamente, impor mudanças.
As decisões dos tribunais têm contemplado principalmente tutores de gatos e cães de pequeno porte, considerados mais tranquilos. Embora a tendência se baseie em decisões anteriores e não haja súmula sobre o assunto, o entendimento atual é que convenções de condomínio rígidas demais colidem com o direito a propriedade privada. A Associação dos Síndicos de Condomínios Comerciais e Residenciais do Distrito Federal (Assosíndicos-DF) aborda a temática em cursos gratuitos e compartilha da visão do Poder Judiciário. O presidente da entidade, Paulo Roberto Melo, orienta que os condôminos sejam flexíveis. “Eu acho que tem que restringir animal de grande porte. Já os pequenos, apenas se eles derem muito trabalho”, pondera.
Quem se opõe
O advogado e professor Paulo Roque Khouri acredita que questionar as convenções não é uma prática saudável, e os tribunais brasileiros, ao fazerem isso, geram insegurança e abrem precedentes para outras relativizações. “Nessa matéria, deve prevalecer a orientação da convenção do condomínio, que hoje deve disciplinar não só em relação ao cão mas também ao dono”, afirma. Em convenções que deixam a questão em aberto, uma assembleia geral definiria a nova regra, votada por um mínimo de dois terços dos moradores. O advogado pondera que, ainda que um apartamento seja uma unidade autônoma, o que ocorre dentro dele influencia os vizinhos e, por isso, as convenções que proíbem animais não feririam o direito à propriedade. “O titular do direito não o exerce isoladamente — exerce em convivência com outras pessoas”, conclui.
( Por Thaíse Torres – Da Secretaria de Comunicação da UnB) (fotos Beatriz Ferraz/Secom UnB)
Um trabalho pioneiro no país treina cães para auxiliar na detecção de produtos orgânicos de origem animal e vegetal que entram pelos aeroportos. O método é subsidiado por uma pesquisa desenvolvida na UnB, por grupo coordenado pelo professor Cristiano Melo, em parceria com a Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Vigiagro/MAPA).
Segundo o docente, a atuação conjunta dos cães e dos Fiscais Federais Agropecuários na detecção da entrada de produtos ilegais torna o processo mais eficaz. “A velocidade de interceptação vai aumentar”, explica.
O Superintendente Federal de Agricultura no Distrito Federal, Bernardo Sayão, também defende o uso dos cachorros. “O cão faz o trabalho em cinco segundos. O scanner leva um minuto”. Outra vantagem é que o uso do animal dispensa o scanner corporal, pois o cachorro consegue farejar as malas e os passageiros.
“O cachorro é como uma extensão do fiscal que o acompanha”, diz Cristiano Melo, ao explicar como funciona o procedimento de identificação e apreensão. “O cão, a entrevista que se faz com o passageiro que chega do exterior e o scanner completam todo o sistema”, acrescenta.

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Animais, Márcio Henrique Micheletti é Fiscal Federal Agropecuário e trabalha com o labrador Romeu, que está finalizando o treinamento e deve começar a atuar no aeroporto de Brasília em menos de duas semanas.
“O cachorro facilita o processo de interceptação ao identificar uma mala que necessariamente deverá passar pelo scanner”, explica Márcio. “Provavelmente teremos um segundo cachorro trabalhando nesse sistema de prevenção antes das Olimpíadas”, conclui.
SEGURANÇA – A entrada de produtos sem o Certificado Sanitário Internacional coloca em risco a saúde da população e a economia do país.
“O programa da Vigilância Agropecuária visa fazer barreiras contra o ingresso de pragas que não existem no Brasil”, explica Fábio Schwingel, chefe da unidade do Vigiagro no aeroporto de Brasília.
O estudo conduzido pelo professor Cristiano Melo mapeou o perfil dos passageiros que entram com os produtos proibidos, além dos principais voos com probabilidade de conter itens que oferecem risco à saúde pública e animal.
O docente explica que é necessário interceptar o produto sem certificação ainda no aeroporto porque as possíveis pragas se disseminam rapidamente. “Se o passageiro não traz o certificado sanitário é impossível atestar que aquele produto é isento de agentes infecciosos, como a febre aftosa”, afirma.
A contaminação ocorre principalmente pelos porcos e outros animais que comem restos de comida. “O consumidor compra esse produto lá fora e muitas vezes não o consome, então o resto desse alimento vai parar no lixo e pode virar lavagem para um porco, por exemplo”, complementa.
(da Revista do Correio)
(fotos Juliana Bechara/Divulgaçao)
Entre a tradicional ração para os pets, petiscos e até cerveja adaptada, porém, há quem busque uma linha mais natural para os bichos, comprando os itens do cardápio especial de pequenos empresários ou mesmo preparando as refeições em casa.
A proposta da alimentação natural, chamada de AN, é suprir as necessidades dos animais com ingredientes similares aos que comemos, como carnes, frutas e verduras. Além disso, as refeições seriam mais abundantes e bem definidas, incluindo café da manhã, almoço e jantar.
A iniciativa não significa fazer um prato para o seu bichinho com o almoço de domingo, mas elaborar um cardápio específico. É preciso ter cuidado, porém, com o que se oferece a eles. Segundo a veterinária Mariana Mauger, o manjericão tem ação anti-inflamatória devido à curcumina, além de ser um excelente tempero. Já a cebola e o alho contêm tiossulfato e dissulfeto de alipropila, substâncias que oxidam os glóbulos vermelhos e podem causar anemia nos pets. Por motivos desconhecidos, as uvas e as carambolas causam insuficiência renal nos gatos e não são uma boa opção. Alimentos gordurosos, como chocolate, leite e massas com açúcar, nem pensar.
Excluindo os alimentos de risco, Mariana Mauger afirma que o animal tem muito a ganhar com o novo cardápio. “Acho mais saudável, mas é importante que tenha um veterinário ou um especialista que faça uma dieta balanceada, porque é desenvolvida de acordo com peso do animal, a necessidade energética, a quantidade ideal de vitaminas e até a raça”, alerta.
Uma das vantagens de abolir a ração é a certeza da procedência do alimento. Na composição da maioria das marcas, é possível encontrar, por exemplo, BHA (hidroxianisole butilado) e BHT (hidroxitolueno butilado). Esses conservantes são considerados cancerígenos pela Organização Mundial da Saúde e pelo Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos, e, inclusive, já foram banidos no Japão.
A demanda por alimentação alternativa nos Estados Unidos e na Europa aumentou nos últimos anos. Foi então que a veterinária Juliana Bechara viu uma chance de divulgar os benefícios da AN no Brasil e ainda empreender a favor dos bichos. “É a mesma coisa de pensar na alimentação de humanos. Como seria nossa vida se a gente só se alimentasse de industrializados?”, questiona ela. Em maio de 2012, ela fundou a La Pet Cuisine, empresa que produz e vende refeições congeladas para cães, com as orientações nutricionais de Juliana e o toque gourmet da irmã dela, a chef de cozinha Veri Noda.
Todos os pratos são feitos à base de carne cozida, apesar de correntes defenderem que os pets podem — e devem — ingerir carne crua. Até o momento, porém, nem a La Pet Cuisine nem outras empresas brasileiras podem comercializar carne crua. “Na época em que pedi o registro no Ministério da Agricultura, não consegui autorização para carnes cruas por falta de leis específicas e também porque a manipulação na cozinha é mais arriscada”, conta a veterinária. Juliana ressalta que, mesmo quando a carne já está na casa do pet, a manipulação precisa ser muito cuidadosa para evitar a contaminação, frequentemente resolvida com o cozimento.
Outras receitas são feitas sob encomenda, principalmente para bichinhos com problemas no coração ou nos rins. “A gente faz o preparo de dietas enviadas por veterinários e após avaliar exames e histórico dos animais”, conta a veterinária. A La Pet Cuisine também prepara refeições para gatos saudáveis, que, além de terem necessidade proteica mais alta, que exigem cálculos energéticos mais complexos, são mais seletivos com o que comem e podem levar semanas na adaptação da nova alimentação.
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Thaís Villas Bôas, 29 anos, médica
Em 2013, Thaís começou a transição dos shih tzus Ziggy e Luna, de três anos, para a alimentação natural. Desde filhotes, a dupla comia ração premium, específica para a raça, mas Luna dificilmente aceitava de imediato. “Ela cheirava a comida, comia uma bolinha e saía”, conta Thaís. Quando Luna cedia à fome, acabava vomitando tudo. Além disso, os cachorros tinham alergias, infecções de ouvido e queda de pelo, que não cessavam, mesmo com o cuidado veterinário e dos exames frequentes.
Após Thaís tentar todas as rações disponíveis no mercado e começar a medicação para enjoo e proteção do estômago, sem sucesso, conheceu o mundo da AN e se animou com a ideia. Após servir fígado, batata-doce e cenoura para Luna, ela comeu tudo e não vomitou. Thaís não compra as refeições prontas, prepara toda a comida semanalmente e deixa as porções de café da manhã, almoço e jantar separadas na geladeira. “Pela saúde deles, deixo a preguiça de lado e faço”.
O resultado foi uma melhora significativa da qualidade de vida dos cães.
Maria Paula van Tol, 46 anos, publicitária
O drama do dálmata Panda, de 5 anos, começou com o ganho de peso, em 2015. Ele perdeu a vontade de brincar e de passear. A primeira hipótese de Maria Paula é que ela exagerava na quantidade de ração. Assim, diminuiu as refeições, mas logo veio o diagnóstico do hipotireoidismo, que explicava porque Panda não queimava calorias como antes. O dálmata passou a tomar remédios e o organismo reagiu, mas ele continuava triste. Foi quando a publicitária descobriu a alimentação natural e decidiu introduzir a comida cozida e, em seguida, a crua. “Ele é outro: emagreceu, melhorou o ânimo, bebe menos água — já que a ração é bem salgada —, come frutas”, diz.
Depois de um merecido descanso, voltamos… eu e o blog.
Aguardem novidades!
(por Ailim Cabral, da Revista do Correio) (foto Zuleika de Souza/CB/DA Press)
No fim do ano, com as férias e os recessos chegando, é preciso redobrar a atenção com os pets. Uma das precauções mais importantes se refere à identificação. Assim como as pessoas portam a carteira de identidade, os veterinários e os cuidadores recomendam que cada bichinho tenha seu próprio documento, feito na forma de um microchip. Segundo a veterinária e gerente técnica do laboratório Virbac, Fabiana Zerbini, o microchip é uma forma de reconhecimento eletrônico e é o primeiro passo para a posse responsável.
O implante é simples. O veterinário posiciona o microchip na nuca do animal como se estivesse aplicando uma injeção. Cada dispositivo tem um código único, que é entregue ao dono do cachorro ou do gato. Assim, o proprietário deve entrar no site do fabricante e cadastrar os dados do animal, como nome, idade, raça; além do nome, endereço e telefone do dono. A partir desse cuidado, se o pet foge ou é roubado, fica mais fácil encontrá-lo. A maioria das clínicas veterinárias conta com algum tipo de leitor de microchip, independentemente da marca, que consegue decodificar o chip de qualquer fabricante.
Depois de passar por um grande susto em setembro e quase perder a pug Amora, de um ano e meio, a estudante de medicina veterinária, Mariana Moreira Ribeiro (foto), se arrependeu de não ter microchipado a cadelinha. Amora costuma ficar solta dentro de casa e, em um descuido, o portão ficou aberto. “Vimos depois, pelas câmeras de segurança, que ela aproveitou e saiu correndo”, conta. Poucos minutos depois da fuga, a família percebeu e foi buscar a pug. “Saímos pela rua, a pé e de carro, procuramos por todos os lugares, fizemos muitas publicações na internet até alguém entrar em contato”, lembra.
No dia seguinte, uma mulher disse ter comprado a cadelinha e não queria devolvê-la para Mariana. Apesar de argumentar, ter o pedigree, a carteira de vacinação, fotos e vídeos de Amora, a jovem teve dificuldades em ter a pug de volta. “Tive medo. Não tinha colocado ainda o microchip e não tinha como provar que ela era minha. Foi muita sorte a mulher ter finalmente cedido e me devolvido, porque ela poderia ter ficado com a Amora para sempre e ia ser minha culpa”, afirma Mariana. Depois do susto, a jovem resolveu juntar dinheiro e colocar o microchip em todos os sete cães. “Só estou esperando a Amora ter os filhotes para colocar nela e em todos os outros”, completa.
Além de ser primordial em situações como a de Mariana, o microchip ajuda quando o cachorro é encontrado e levado ao veterinário. “Se o animal toma medicação contínua, tem diabetes ou epilepsia, por exemplo, quem o encontra consegue cuidar dele até achar os donos. As informações podem salvar a vida do pet”, completa Fabiana.
Prontos para as férias
Além do microchip, existem outros cuidados essenciais na hora de viajar, seja com, seja sem o pet. O presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais no Distrito Federal (Anclivepa-DF), Bruno Alvarenga dos Santos, explica que a primeira coisa a ser avaliada pelo dono, quando o pet vai acompanhá-lo, é se a viagem é nacional ou internacional.
Para as viagens nacionais, de avião, de ônibus, de barco ou de trem, é exigido um atestado sanitário emitido por um médico veterinário, no máximo, 10 dias antes da viagem. É importante também verificar as regras da companhia de viagem. “Muitas empresas aéreas exigem o atestado emitido, no máximo, três dias antes da viagem. Elas também têm restrições quanto à raça do animal. Algumas vetam os cães braquicefálicos, que costumam ter problemas respiratórios, por exemplo”, alerta Bruno.
A vacina antirrábica também é obrigatória para as viagens nacionais. “É preciso ressaltar que a vacina deve ter sido aplicada, no mínimo, 30 dias antes da viagem para que tenha efeito”, explica Bruno. Quem vai de carro deve ficar alerta para a acomodação do pet, que deve ser levado em caixas de transporte ou preso com cinto de segurança. Caso contrário, o dono pode ser multado.
Para as viagens ao exterior, exigem-se mais cuidados. Muitos países que não permitem a entrada de animais sem microchip e antes de comprar as passagens é necessário verificar a regra. Além do microchip e da vacina antirrábica, para a entrada de um cachorro vindo do exterior, as autoridades estrangeiras costumam exigir a vacina óctupla ou déctupla, que protegem contra uma série de doenças. No caso dos gatos, por exemplo, é pedida a vacina quádrupla. Cabe ao proprietário pesquisar as normas do país para o qual vai viajar, mas o ideal é proteger o pet de todas as formas possíveis.
O veterinário Bruno dá mais algumas dicas para quem quer passear e curtir as férias com os pets. “Verificar as doenças endêmicas na região para onde vai e proteger o animal é um cuidado extra que previne dores de cabeça e problemas mais graves”, complementa. Quem vai para a praia, também deve ficar atento a parasitas, entre eles, o mais comum e perigoso, é o verme que se aloja no coração do pet e causa a dirofilariose. “Vermifugar o animal durante a viagem e depois de voltar para casa são medidas necessária”, afirma o especialista.
Algumas pessoas, no entanto, vão para lugares onde não podem levar os animais, por isso a dica é verificar as normas do local antecipadamente. Outros, simplesmente, preferem deixá-los em casa. Os cuidados, no entanto, continuam sendo necessários. Se o pet for ficar em um hotel, deve estar protegido com remédios antiparasitários, contra pulgas e carrapatos; além de ser vermifugado e vacinado.
Se o pet vai ficar em casa e um amigo, parente ou profissional vai cuidar dele, o dono deve deixar recomendações, bem como os contatos do veterinário responsável pelo animal. Mais seguro ainda é avisar a esse profissional sobre a viagem e combinar os pagamentos previamente. A pessoa deve ser de confiança e ficar atenta se o bichinho está comendo, bebendo água e evacuando normalmente. “Muitos animais têm problemas emocionais quando se separam dos donos e podem adoecer. Eles param de se alimentar e não fazem as necessidades frequentemente. O cuidador precisa estar de olho para perceber essas mudanças”, alerta Bruno.
(da ANDA)
(fonte: clubeparacachorros)
(foto: Luís Tajes / @LuísTajes )
A proximidade do verão traz junto a preocupação com a dengue, pois é neste período que aumenta a concentração dos casos da doença. Muitas pessoas que têm cães em casa também se preocupam com a saúde do seu animal doméstico: será que o animal corre algum risco nesta época de epidemia de dengue?
Não, os cachorros não podem pegar dengue!
Embora o aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, seja capaz de picar outros animais, ele só consegue transmitir a doença para o homem, que é o único reservatório vertebrado do vírus. Assim sendo, mesmo que o seu cãozinho seja picado pelo mosquito transmissor da doença, ele não terá dengue.
Segundo um estudo de 2001, publicado no “Journal of Medical Entomology”, uma das possíveis explicações para isto é que o sangue humano possui uma determinada concentração de uma proteína, denominada isoleucina, que é utilizada pelo mosquito para sintetizar as suas reservas energéticas e conseguir se reproduzir. Devido a isso, o mosquito escolhe se alimentar de sangue humano, transmitindo a doença.
Apesar de os cachorros não fazerem parte do ciclo da dengue, eles podem ser atingidos por outras doenças bastante graves que também são transmitidas por mosquitos, dentre as quais estão a leishmaniose e a dirofilariose.
Dengue e dirofilariose têm alguma relação?
Existem trabalhos que defendem a potencialidade do mosquito Aedes transmitir o parasita da dirofilariose, no entanto, nada foi comprovado. Inclusive, existem evidências de a não existe nenhuma ligação direta entre as duas doenças, pois, em mais de 10 anos de surtos de dengue no Rio de Janeiro, a incidência de dirofilariose não aumentou.
Não existe na literatura que comprove o boato de que o Aedes aegypti transmita o agente patogênico da dirofilariose. De acordo com especialistas, a picada de um mosquito é responsável por introduzir a dirofilária na circulação sanguínea do animal, porém o transmissor principal é o inseto do gênero culex.
Os mosquitos do gênero culex e Aedes possuem hábitos de vida diferentes e a sua reprodução ocorre em ambientes distintos.
Para proteger o seu animalzinho das doenças, é importante utilizar alguns produtos específicos que afastem os mosquitos. No caso da dirofilariose, recomenda-se o uso de um medicamento preventivo. Lembre-se sempre de pedir orientação a um médico veterinário para garantir a saúde do seu cachorro.
Ontem, 22 de dezembro, chuvas intensas castigaram a cidade de Santana do Livramento no Rio Grande do Sul.
O Repórter fotográfico Marcelo Pinto, do jornal A Platéia, flagrou o momento em que um cidadão levava seu melhor amigo para fora de uma área de risco.
Uma bela imagem de um emocionante momento. Parabéns Marcelo!
Contra fogos de artifício, vale até homeopatia natural para acalmar cães
( da ANDA, fonte Campo Grande News )
( foto Luís Tajes )
Quem tem cachorro em casa sabe que a queima de dos fogos de artifício nesta época do ano é sinônimo de desespero para qualquer animal. Pensando nisso, o Lado B consultou veterinários e especialistas para saber qual a melhor maneira de diminuir a angustia dos cães.
As opções vão desde medicamentos e sprays homeopáticos, até fogos de artifício com menor intensidade sonora. Em qualquer pet shop, por exemplo, os tutores podem encontrar os produtos fitoterápicos, à base de ervas naturais e de menor risco ao organismo do animal.
Medicamentos deste tipo servem basicamente como calmantes e podem ser adquiridos facilmente, sem receita. Mas a aplicação exige cuidados, como qualquer outra droga, comenta a veterinária Flávia Vitorasso. “Eles são indicados apenas como calmantes e devem ser aplicados com a antecedência de um dia, dois ou até mais, de acordo com a raça e o porte do animal”, recomenda.
Medicamentos como o Calmsyn, por exemplo, são de origem 100% natural e indicados na diminuição do stress de cães e até gatos. O tratamento deve ser iniciado dois dias antes, da noite de Réveillon, por exemplo. O produto pode ser adquirido em pet shops ou casa veterinárias.
Efeitos semelhantes são alcançados pelos chamados medicamentos florais, em gotas ou até sprays. Estes produtos podem ser aplicados nas casinhas do cachorro, por exemplo, conforme orienta a também veterinária e professora, Ana Laura Bello. “Os florais têm o mesmo efeito calmante e são indicados tanto para diminuir o comportamento agressivo dos cães, quanto em situações que representem medo para eles”, conta.
Técnicas caseiras, como prender o cão em ambientes fechados ou tapar o ouvido do animal com algodão, são outras opções, mas com ressalvas. “Alguns animais tiram facilmente o tapa ouvidos, por exemplo. Deixar eles em quartos fechados, também pode aumentar a ansiedade. Mas o tutor pode aplicar no ambiente um floral para deixá-los mais calmos”, explica.
Fogos de Artifício – Ainda não existe no mercado fogos de artifício sem nenhum tipo de efeito sonoro. Apenas versões menos agressivas aos ouvidos dos animais, conforme orienta o especialista em pirotecnia Álvaro Gaspareto. “Os chamados fogos de artifícios coloridos, os chamados de efeito especial, têm uma explosão menor que os tradicionais”, comenta.
(por Cristine Gentil, editora de Cidades, da Revista do Correio e blogueira Mais Bichos)
Quando eu viajo o apetite dele muda. Sente saudades. Começa a sentir quando vê a mala no chão do quarto, mesmo ainda vazia. Sim, cachorro sente o que vai sentir. Então, ele deixa o queixo, pesado de tanta bochecha, cair em cima do meu pé, franze o senho em sinal de sofrimento, dá um longo suspiro e volta os olhos para cima vencendo com esforço as pálpebras caídas. Aí ele abala meu coração. Sem dó nem piedade. É uma faca cortante, admito que também sofro. Menos com a minha saudade e mais com a dele, é verdade.
Logo percebo que a chantagem não é privilégio dos humanos e sei que ele sobreviverá à minha ausência – se até os filhos conseguem… Quando eu voltar, ele vai me olhar meio magoado, mas logo vai sacudir aquele rabinho curto e gordo. Em instantes, estará tão alegre que vai correr na minha frente e se jogar de barriga pra cima à espera de carinho. Depois, vai brincar e pular pela casa, ao ritmo e velocidade que cabem a um buldogue gorducho, em profundo contentamento. Antes de ser totalmente vencido pelo cansaço, vai me seguir pela casa a todo instante. Deitará ao lado da minha cama, vai me esperar na porta do banheiro, sentará ao meu lado na mesa. É de fato um senhor de companhia.
O Bono Blue é assim. E o seu certamente é bem parecido. Os cães podem ter pedigree ou não, focinho longo ou curto, porte pequeno ou grande, podem latir mais ou menos. São uma alegria para o coração. Tudo o que eu puder dizer aqui sobre essas criaturas parecerá clichê e banal. E para quem não tem nem pretende ter um cachorro tenderá a ser bem desimportante. Todos os que têm um animal de estimação justificam da mesma forma a relação com os pets: eles são companheiros, não cobram nada a não ser carinho, oferecem um amor totalmente despretensioso e incondicional. E isso é completamente verdade.
Mas esses grandes companheiros não mexem apenas com nossa rotina nem arrebatam só corações. Eles curam pessoas de depressão e ajudam em tratamentos médicos. Também movimentam o terceiro maior mercado consumidor do Brasil (que, apesar da crise, cresceu mais de 10% em 2015). Vendem livros como água e lotam bilheterias de cinema. Portanto, quem não tem simpatia por cães – na verdade, por animais de estimação – pode se sensibilizar com cifras e reconhecer o quanto eles ajudam a economia do país. Para mim, isso é apenas um dado, uma estatística, um argumento em prol do respeito aos animais.
O meu cachorro está aqui, enquanto escrevo essa crônica, com a pata levantada à espera de atenção e a cara mais linda do mundo, lembrando a todo instante que alguns segundos da minha companhia são muito importantes para ele. Aí eu pergunto: quem te faz uma declaração de amor a cada cinco minutos? Quem é capaz de deitar ao seu lado por horas seguidas quando você está triste e doente? Quem te olha com ternura e docilidade sem nunca aparentar raiva ou falsidade? O Bono faz isso tudo por mim. O nome disso é amor. Cães são o amor em movimento.















