No início da construção de Brasília trabalhou em hotéis e embaixadas um português de nome Teófilo Forte, que havia deixado a noiva na Terrinha. Logo que foi possível mandou buscar a jovem Maria da Conceição, a quem ele foi esperar no cais do Rio de Janeiro. Vieram para cá, casaram e foram morar em Taguatinga, onde nasceram duas filhas. A mãe adoeceu e a família viajou a Portugal até ela se curar. Lá, nasceu o terceiro filho, Luis Antônio. Quando o menino completou um ano e meio, vieram todos para Taguatinga. Caldo de mocotó, rabanada e outros quitutes portugueses eram feitos por eles todos os dias para vender.
A essa altura, o casal começa a trabalhar com camarão pescado no litoral fluminense, como Farol de São Tomé e Macaé. “Pequeno e saboroso, o camarão do mar é ideal para fazer um bom molho”, explica Luis Antônio Marçal, de 42 anos, que, aos sete, vendia o crustáceo nas quadras do Plano Piloto transportado em isopor. Foi o começo de um negócio que, embora tenha surgido modesto, recebeu nome pomposo: O rei do camarão.
A lojinha em Águas Claras logo se tornou pequena para a realeza do produto. “Quando vagou a loja ao lado (EPCT Quadra S 03, lote 11 Lojas 12 D e E) ampliamos o restaurante, onde popularizamos o produto”, explica a mulher de Luis Antônio, Cristiane Cardoso, que abandonou a profissão de fisioterapeuta para se dedicar à administração do negócio. “Vinham clientes que nunca tinham comido frutos do mar e se tornaram fiéis no consumo dos pescados que servimos a preço acessível”, comenta a restauratrice.
No cardápio, às sextas-feiras tem bacalhau assado e, aos sábados, cassoulet. Com 10 anos de existência, a grife vitoriosa merecia um up grade. Em agosto, o casal conseguiu convencer a escaldada Família Cendron a alugar para eles o prédio (pelo menos o salão térreo e subsolo da cozinha), onde funcionou por quase três anos o Bar do Alemão, num dos pontos mais privilegiados, à beira do Paranoá, vizinho ao Lakeside.
O Bar do Alemão foi inaugurado no primeiro dia de maio de 2013. No Dia das Mães daquele ano, já tinha fila na porta. Em dois anos, a casa se esvaziou, os donos caíram fora e os funcionários assumiram o serviço até ser interrompido por ordem judicial de despejo.
Aberto desde dezembro, depois de uma necessária reforma e ampla faxina, O rei do camarão oferece de terça a domingo no almoço bufê de pratos frios e quentes, com diversos destaques imperdíveis, como ceviche de camarão e polvo; salada em vinagrete de frutos do mar, como o delicioso e raro botão de lula, polvo, mexilhões e anéis de lula ou o salpicão de camarões, kani, cebola roxa, castanha-do-brasil e azeitonas verdes sem caroço.
Montado em duas pistas — uma a 10ºC negativos e a outra a 80ºC — de aço e armado sobre um balcão em madeira de demolição, o bufê sai por R$ 79,90, o quilo. O self service funciona das 12h às 15h, com sugestões quentes, como paella, bacalhau desfiado com batatas gratinado no queijo muçarela, moquecas de surubim e de robalo, além de um soberbo pastel de dois camarões: 7 barbas e rosa. Também tem arroz, feijão e picanha para quem não come pescados. Alguns pratos podem ser pedidos no a la carte, servido entre 12h e 23h.
Para Luis Antônio, o sucesso da operação está na qualidade do camarão de alto-mar, que vem do Pará e é muito mais saboroso que o de criatório. Quem atesta é o chef Renan Martinez, formado em gastronomia pelo UniCeub e com passagem por vários endereços da cidade. Telefone: 3879-9933.
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