Houve um tempo em que vinho chileno era sinônimo de Concha y Toro. O nome da vinícola identificava o produto de consumo popular que chegava ao Brasil com preço baixo. Para o apreciador e connaisseur de tintos, era uma situação injusta, porque os bons vinhos ainda não tinham conseguido carimbar o passaporte para o mercado brasileiro.
“Havia pouco interesse pelos vinhos premium produzidos no Chile”, explica Andrés Herrera, gerente de marketing para vinhos finos da Concha y Toro, empresa que se prepara para despachar para o Brasil, o enólogo Enrique Tirado, que lançará o Don Melchior 2012 em Brasílila e mais três cidades (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre). Trata-se de um tremendo Cabernet Sauvigon (93% com 7% de Cabernet Franc), que passou 15 meses em barrica de carvalho francês.
Aqui, o lançamento do segundo mais importante rótulo da empresa (o primeiro é Almaviva, feito em joint venture com a francesa Baron Philippe de Rothschild), se dará em grande estilo, no dia 8 de agosto, no restaurante Bartolomeu (409 Sul), durante jantar harmonizado com a presença do autor do vinho, que vai autografar a garrafa.
Por isso, o programa com início previsto para as 20h30, está orçado em R$ 650. “Será uma ótima oportunidade de adquirir um presente bom e exclusivo para o Dia dos Pais”, destaca o dono do Bartolomeu, João Paulo Araújo, que elaborou menu com uma sequencia de três pratos, depois das entradas. Como focaccia ao sabor de limão siciliano, de alecrim e de pimenta diavolo e brusqueta de muçarela de búfala.
Paella de frutos do mar, escoltada do Chardonnay Amelia, dá início ao festim, seguida de ossobuco de cordeiro com polenta cremosa e de bife ancho com batatas rústicas, ambos harmonizados com o ícone chileno, que será servido à vontade, garante o restaurateur. Limitada a 40 pessoas, a degustação já tem convites sendo vendidos antecipadamente no restaurante. Telefone 3442-1169.
A história do vinho chileno começa logo após a colonização espanhola, em 1541, com a chegada das primeiras plantas da uva Missión, denominadas País. Foram os jesuítas os principais produtores do vinho feito com esta casta. Só em 1850, o Chile conheceu as cepas francesas: Cabernet Sauvignon, Carmenère, Malbec, Merlot, Sauvignon Blanc e Sémillon. O pioneiro foi Silvestre Ochagavía seguido por outros fundadores de vinícolas, entre eles, Don Melchor Concha Y Toro, que contratou um enólogo francês e passou a produzir vinhos não mais com a País, mas com castas importadas de Bordeaux.
Para o produtor, a qualidade de Don Melchior provém do vinhedo de Puente Alto, localizado na margem norte do rio Maipo a 650 metros de altura acima do nível do mar. Outro fator é a influência fria da Cordilheira dos Andes, cujo clima com brisas frescas apresenta um amplo diferencial de temperaturas de dia e de noite durante o período de maturação da fruta.
Considerado um dos grandes enólogos do Chile, Enrique Tirado ingressou na Concha y Toro, em em 1993 e quatro anos depois assumiu a responsabilidade das marcas super premium e ultra premium produzidas na vinícola. Foi o rigor de Tirado que levou Don Melchior a um lugar de honra no mundo do vinho: 98 pontos outorgados por James Suckling e 95 pontos da Wine Spectator.
Para o enólogo, o reconhecimento significa que conseguiu alcançar “expressão de fruta viva, concentração, fineza e elegância dos taninos”. Enrique Tirado atribui ainda a complexidade do icônico vinho, entre outros, “aos anos que demoraram suas parreiras para oferecer suas melhores uvas”.
Quem estiver em um voo da Azul na noite de 31 de dezembro poderá celebrar…
Celebrar o Ano-Novo à mesa segue sendo um dos rituais mais simbólicos da virada. Em…
O Aquavit prepara uma virada de ano marcada por sofisticação, sabores emblemáticos e um cenário…
Tradicional restaurante japonês da 408 Sul deve reabrir na primeira quinzena de janeiro com ambiente…
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que representa os produtores rurais brasileiros, tem em meta…
Criado pelo chef francês Lionel Ortega, método alia tradição da França à alma brasileira e…