Conheça a história por trás da doceria Trás-os-Montes

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Quando se conheceram, num grupo de amigos, 12 anos atrás, a dentista paulistana Daniela Cruz e a advogada brasiliense Kelli Torres logo descobriram que tinham algo em comum: o gosto profundo pela cozinha. A amizade foi se desenvolvendo e elas sempre diziam uma para outra: “Um dia vamos ser sócias em algum empreendimento culinário”.
Em 2016, ao realizar uma viagem além-mar para conhecer Trás-os-Montes, a terra do avô paterno, Dani (como é mais conhecida a dentista) teve certeza de que estava ali a inspiração para o negócio. Até conseguiu algumas receitas com a dona do restaurante da aldeia portuguesa onde fazia as refeições.

Pulo do gato

“A senhorinha me passou a receita completa com as medidas corretas, mas não me ensinou o pulo do gato”, relembra a improvisada aluna. Durante quatro meses, na cozinha de sua casa, num condomínio localizado no Grande Colorado, Daniela fez montes de pastel de natas e nenhum era igual ao que comeu na Terrinha. Kelli também achou que não era legal.
As duas amigas sonhavam juntas com a receita ideal. Até que um dia, Dani, mulher de fé, ouviu claramente uma vozinha, que dizia: “Não desista, continue tentando”. Assim, ela mudou os tempos de cozimento dos ingredientes até descobrir o ponto de cada um — segredo que só as duas compartilham. “Foi Deus quem falou comigo”, afirma Daniela, que franqueou a cozinha para sede da fabriqueta dos melhores sabores da gastronomia portuguesa.

Três iguarias

Além do pastel de natas, semelhante ao pastel de Belém — que leva selo de denominação de origem e por isso só pode ser chamado assim o original fabricado em Lisboa onde foi criado em 1837 pelas mãos dos monges do Mosteiro dos Jerônimos —, as sócias produzem o travesseiro de Sintra, recheado de amêndoas, e o pastel de bacalhau, feito de massa folhada e recheado com o peixe norueguês preparado à moda lusitana. “Coloque um fio de azeite trufado em cima do salgado”, sugere a mestre-cuca.

Com o nome de Trás-os-Montes a fábrica já completou um ano, mas ainda é pouco conhecida. “Nossa propaganda é feita boca a boca e nas redes sociais”, diz Kelli. Sem abandonar suas profissões, as sócias cozinham segunda e quinta-feiras e nos fins de semana. Elas contam com duas ajudantes, mas só as sócias preparam os recheios e cuidam da entrega, na sexta-feira, mediante uma taxa de R$ 15. Os doces vêm em embalagem com seis unidades por R$ 30, cada kit, e o pastel de bacalhau em cinco, por R$ 40. Eles vêm congelados e devem ser guardados no freezer. Informações sobre o consumo estão impressas na caixa. Encomendas pelos telefones: 99576-8964 (Daniela) e 99858-2250 (Kelli).

Liana Sabo

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