Amêndoas de cacau. Crédito: Chocolat Festival/Divulgação
O evento que segue até domingo no Centro de Convenções Ulysses Guimarães visa a comercialização e degustação de produtos provenientes do cacau, bem como promover a produção sustentável e o consumo consciente
Foi aberto ontem, 20 de setembro, o Chocolat Festival, maior evento de chocolate e cacau na América Latina que, com mais de 30 edições em estados brasileiros e em Portugal, chega pela primeira vez a capital federal para uma maratona de cinco dias, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde irá até domingo (24).
Nascido na Bahia e atualmente morando em Braga, cidade preferida dos brasileiros em Portugal, o idealizador do festival, Marco Lessa disse que o objetivo é mostrar ao mundo que o cacau é símbolo de sustentabilidade. “No Brasil, quase 800 mil pessoas vivem da cultura do cacau e pouca gente conhece, inclusive os governantes”, destacou.
Para Lessa, não se trata apenas de uma oportunidade para degustar e comercializar produtos, mas também promover a produção sustentável e o consumo consciente de chocolate e cacau. Brasília se destaca pelo alto consumo de chocolate e de produtos de origem gourmet, daí a relevância do evento na capital federal, observa o idealizador.
A programação inclui diversas atividades como o Show Cooking com chefs preparando receitas ao vivo; o Fórum do Cacau, que debate sobre a cacauicultura; o Chocoday com palestrantes abordando tendências do mundo do chocolate; o Atelier do Chocolate, onde esculturas são produzidas em tempo real e o Kids Cooking com minicursos para crianças.
Do grão à barra
É o conceito estabelecido no final dos anos 90 nos Estados Unidos, quando uma empresa da Califórnia inventou o nome bean do bar para identificar um produto que ninguém fazia na época: desde os grãos de cacau (from bean) até as barras de chocolate (to bar). O termo destaca a importância de escolher um bom cacau, passando pela colheita, fermentação, torra da amêndoa até a produção do chocolate.
Um dos fiéis seguidores é o chef chocolatier Ricardo Campos, paulistano de 42 anos, formado pela Escola de Turismo, Hotelaria e Gastronomia de Barcelona, onde além de aprender segredos que só as panelas reservam, também se encantou com “o perfeito equilíbrio entre simplicidade e imaginação” na obra do catalão Joán Miró. Daí ter homenageado o artista batizando de Miroh o chocolate produzido em Gramado, em frente ao Lago Negro, um dos principais cartões postais da turística cidade gaúcha.
“O leite produzido aqui tem porcentagem de gordura muito boa e isso se reflete no chocolate”, revelou ao Blog o especialista, que usa amêndoas de cacau da Bahia, do Espírito Santo e importadas. Lançada há dois anos, a grife Miroh acaba de conquistar medalha de ouro com o chocolate Idukki Dark Milk 54% Cacau na edição Americas do International Chocolate Awards, realizado em Nova York. Com isso, o chocolatier brasileiro se credencia a disputar a etapa mundial do concurso em novembro, na Itália.
Potencial para crescer
A partir do segundo dia de evento, a programação começa mais cedo, às 14h, com a feira e o ateliê, que se estendem até às 22h. Quem preferir aprender receitas culinárias terá a opção de assistir a cada uma hora e meias às aulas-show realizadas entre às 16h e às 20h30 pelos chefs Marcos Lelis, Léo Vilela, Ricardo Campos e o belga Laurent Rezette, que mora em Salvador desde 2017 e é embaixador do The Mastercook of Belgium na América Latina. Amanhã, sexta-feira (22), a partir das 16h, as aulas estarão a cargo dos chefs Zeca Amaral, Lui Veronese, a argentina Mariana Corbetta e Marcelo Petrarca. Show cooking prossegue sábado e domingo.
Na sexta-feira estão previstos vários painéis, sendo o primeiro às 15h sobre o tema “Chocolate, um mundo de possibilidades na gastronomia”. Fundada em 1957, com sede em São Paulo, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Amendoim e Balas (ABICAB) também participa de painel. Segundo o seu presidente, o brasiliense Jaime Recena, “há um enorme potencial de crescimento neste setor. O consumo per capital no Brasil é de 3,5 kg abaixo dos seis a sete quilos consumidos nos países europeus. O setor representado pela Abicab, que concede selo de qualidade aos produtos elaborados dentro de boas condições sanitárias, gera 37 mil empregos no país”.
Sob a batuta dos chefs Zeca Amaral, Lui Veronese, Mariana Corbetta e Diego Badra o show cooking prossegue à noite enquanto no Palco Cacau shows fecham o terceiro dia do evento. No sábado, das 16h às 20h30, será a vez dos chefs Francisco Sant’Ana, Ana Marzzano, Mariana Corbetta e Bruno Bethonico compartilharem receitas à base de chocolate.
Já no domingo, o encerramento do Show Cooking terá três sessões. A primeira, às 16h, com o chef Bruno Bethonico; a segunda, às 17h, com o chef Francisco Sant’Ana; e a terceira, às 19h, com o chef Josenilton dos Santos.
SERVIÇO
Chocolat Festival Brasília
De 20 a 24 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
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