Chegam a Brasília rótulos de vinhos da linha Yarden

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É impossível precisar a origem do vinho, porque ele nasceu antes da escrita. Judeus e cristãos, porém, creem que foi Noé quem primeiro produziu vinho, segundo as escrituras. No livro de Gênesis, capítulo 9, verso 20 lê-se “E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha”, depois do dilúvio. Certo é que naquela parte do mundo, desde então existe o cultivo das videiras para a produção do vinho.

Como nas colinas de Golã, planalto basáltico de 1.200 quilômetros quadrados com vista para o Líbano, a Síria e o Vale do Jordão. Lá, em 1983, a vinícola Golan Heights lançou uma primeira série de vinhos de qualidade internacional. São esses rótulos da linha Yarden que chegam ao mercado brasiliense. “Não são os que mais saem, porque ainda pouco conhecidos mas quem já bebeu aprecia bastante por serem diferentes de um chileno ou italiano”, afirma Gean Lima, sommelier da Super Adega Taguatinga Sul.

Rio Jordão

Rótulo Mount Hermon. Crédito: Liana Sabo/CB/D.A Press07

Yarden, a marca dos vinhos premium da Golan Heights, significa Jordão em hebraico, uma homenagem ao histórico rio Jordão, onde Jesus Cristo foi batizado por João Batista e lugar sagrado para os cristãos. O rio nasce no Monte Hermon passa pelo Mar da Galiléia, que a rigor é um imenso lago e deságua no Mar Morto.

Considerados vinhos de entrada, elaborados de modo quase artesanal, os rótulos Mount Hermon são refrescantes e aromáticos e de preço bastante acessível. Tanto o blend de Chardonnay e Viognier, como o tinto Malbec/Merlot custam R$ 99,90 cada. Já o Chardonnay, que ficou sete meses em barrica de carvalho, com notas de damasco e maçã sai por R$ 159,90. Com 18 meses de carvalho o Sirah custa R$ 259,90 e o top tinto que é o Cabernet Sauvignon israelense é vendido a R$ 319,90.

Para a especialista Alexandra Corvo, “os vinhedos mais impressionantes do país, pela peculiaridade de solo e clima, estão no deserto de Negev, onde o verão chega a 45º C. São Irrigados com alta tecnologia, onde uvas bordalesas e mediterrâneas dão vinhos ricos, quentes e cheios de personalidade, que só vinhedos do deserto podem oferecer”.

Liana Sabo

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