Quinze vezes tilápia

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Maria Luiza da Mata conheceu a moqueca de peixe, camarão e caju fora da cidade e se encantou

A primeira e mais importante grife de peixe de água doce da cidade, lançada há 10 anos, completará este mês 15 operações, quando inaugurar mais uma loja do Peixe na Rede, na Praça de Alimentação do Pátio Brasil. Mês passado, surgiram duas: no ParkShopping, onde funcionou o Café Cassis; e no Espaço do Servidor, (abaixo da gráfica do Senado Federal.) “A nossa média tem sido uma nova loja a cada oito meses”, diz Leonel da Mata, jornalista que abandonou o setor de comunicação para se tornar empresário da área de alimentação.

Mas a “alma do negócio”, como ele próprio reconhece, é a mulher Maria Luiza, uma mineira que aprendeu com a mãe e a avó os segredos culinários. “A minha base é a cozinha mineira — desde a farofinha até a sobremesa de goiabada com sorvete de queijo —, além disso, procuro adaptar receitas de pratos que eu como e me emocionam, caso da culinária nordestina”.

Foi isso o que aconteceu no Ceará e numa praia do litoral paulista. Maria Luiza provou uma moqueca de peixe com camarão e caju. De volta a Brasília, reproduziu o prato no seu restaurante e virou um must: por R$ 75, serve duas pessoas. Para mim, no entanto, o que mais surpreendeu foi o quibe feito com carne de tilápia misturada com triguilho e recheado de muçarela derretida. Dá vontade de comer um monte. Sai por R$ 6,60, a unidade.

O quibe de tilápia é surpreendente

Molhos diversos

Além do quibe e da moqueca, o peixe de São Pedro (protagonista da célebre pesca milagrosa relatada por três evangelistas: Mateus, Lucas e Marcos) pode vir em outras preparações, como iscas, bolinho, pastel, caldo e filé grelhado, o mais pedido em todas as casas, conta a chef. O sabor é emprestado dos molhos, que oferecem uma dezena de opções: espinafre, requeijão com banana, funghi, shitake, limão, laranja, gorgonzola, queijo brie, amêndoas e maracujá.

O peixe, molhos e guarnições são preparados com antecedência e finalizados na hora, por isso, você ainda pode levá-los congelados para casa. Uma grande central montada no SAAN é responsável pela produção e abastecimento de todas as lojas, das quais duas estão nas mãos dos fundadores (309 Norte e 405 Sul). As outras são franquias que Maria Luiza acompanha pessoalmente. Como a do Espaço do Servidor. Lá, por exigência do contrato de licitação, a grife mudou para Peixe na Rede e cia e são servidos pratos de carne e de frango. O senador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) já é freguês e manda buscar a quentinha.

Crise passageira

No começo, a matéria-prima vinha de um criatório que a família mantém no município de Cristalina em Goiás. Ainda vem, mas se tornou insuficiente diante do alto consumo, o que obrigou a grife a comprar tilápia de pequenos e grandes fornecedores. Para se ter uma ideia, a rede consome 14,5 toneladas de filé de tilápia por mês.

Só nos últimos 12 meses, foram servidas nas 12 lojas 720 mil refeições, a partir da média de duas mil refeições por dia. O negócio envolve 330 funcionários com emprego direto, calcula Leonel, para quem a crise já passou. “De dezembro a junho, não recebemos qualquer proposta de nova franquia, mas agora já há interessados de outras capitais, inclusive Goiânia”. Os endereços podem ser conferidos em peixenarede.com.br.

No Peixe na Rede, a tilápia tem várias opções de molhos e acompanhamentos
Liana Sabo

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