Ramón Díaz deixa o Corinthians à espera de um milagre na Libertadores

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A desolação de Depay na saída do gramado do Estádio Monumental, em Guayaquil. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians


A declaração sobre a fragilidade da defesa do Corinthians é de Ramón Díaz depois da vitória por 3 x 2  contra a Universidad Central da Venezuela na semana passada, na Neo Química Arena, em São Paulo.

“Eu solucionaria em 20 segundos o time defensivamente, mas estamos em um clube onde, da metade do campo para frente, temos que arriscar. O único de característica defensiva é o primeiro volante (José Martínez). Para mim, seria fácil armar defensivamente, mas não é o que sinto e nem o que o Corinthians precisa para crescer. É preciso tomar riscos”, argumentou.

Uma semana depois, Ramón Díaz colocou a tese dos 20 segundos em prática e bugou o time na terrível derrota por 3 x 0 para o Barcelona, em Guayaquil, no Equador, no primeiro duelo da terceira fase preliminar da Copa Libertadores.

O treinador argentino abriu mão de Carrillo, um dos melhores jogadores do meio de campo, para escalar três zagueiros: Félix Torres, Gustavo Henrique e João Pedro Tchoca. À frente deles, os volantes Alex Santana e Matheus Bidon. Os laterais Matheuzinho e Hugo não avançavam para compr a linha de cinco na defesa com dois cães de guarda à frente. Consequentemente, o trio formado por Garro, Memphis Depay e Yuri Alberto ficou divorciado da equipe. Sem apoio.

A estratégia era claramente blindar a defesa do Corinthians dos cruzamentos do Barcelona. Criar uma espécie de bateria antiaérea com um beque de 1,92m (Tchoca), um de 1,95m (Gustavo Henrique) e outro de 1,87m (Félix Torres). A estratégia convidou o adversário a atacar e atuar à vontade dentro do Estádio Monumental.

Quando sacou Félix Torres para colocar Carrillo em campo e mudar o sistema 3-4-1-2 para o desenho 4-3-3, era tarde demais. O Barcelona vou a oportunidade de encerar a série em casa com um placar elástico. Fez três, mas poderiam ter sido quatro se o gol contra de Gustavo Henrique não tivesse sido anulado devido ao impedimento de Corozco na construção.

Depois de sofrer um gol de pênalti no primeiro tempo marcado por Corozo, o Corinthians fez um combo na etapa final: foi vulnerável nas duas laterais, principalmente nas costas de Hugo, e levou gol de cabeça. Romero não precisou sequer saltar no segundo gol. Hugo Souza saiu mau do gol no lance do terceiro e desviou a bola para o meio da área. Corozo aproveitou e estufou a rede alvinegra mais uma vez.

Ramón Díaz planejou mau o jogo e pode ter abreviado os dias dele no Parque São Jorge. Uma eliminação no domingo contra o Santos, em Itaquera, pode obrigar a diretoria a mudar o técnico para o confronto de volta ou morrer abraçado com ele a caminho do purgatório da Copa Sul-Americana, o prêmio de consolação.

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Marcos Paulo Lima

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