O G-4 da Série B e o “Complexo de Givanildo”

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O G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro é uma incógnita no que diz respeito ao futuro dos técnicos que estão prestes a alçar clubes da segunda para a primeira divisão. Marcelo Cabo (Atlético-GO), Jorginho (Vasco), Claudinei Oliveira (Avaí) e Givanildo Oliveira (Náutico) vão conseguir, em caso de sucesso, ter um upgrade na carreira em caso de sucesso?

Observador técnico de Dunga e Jorginho na Copa do Mundo de 2010, Marcelo Cabo faz um trabalho exemplar no Atlético-GO. Lidera a Série B com três pontos de vantagem sobre o favorito Vasco. Aos 49 anos, o bom treinador continua mandando bem. Está faltando o chamado pulo do gato, ou seja, a oportunidade inédita de comandar uma equipe da primeira divisão. Profissionalmente, ele tem emitido sinais de que é mais do que uma simples promessa.

Vice-líder da Série B à frente do Vasco, Jorginho teve suas chances em times da Série A, mas não conseguiu, ou, em alguns casos, não o deixaram dar sequência ao trabalho que estava sendo proposto. Foi assim, por exemplo, no Flamengo, em 2013, no início da administração de Eduardo Bandeira de Mello. Jorginho também teve dificuldades no Goiás e na Ponte Preta, mas fez um belíssimo trabalho no Figueirense, ao colocar o clube na briga por vaga para a Libertadores em uma arrancada expressiva no segundo turno. No Vasco, chegou com todo o gás e quase evitou o rebaixamento para a segunda divisão no ano passado. Ganhou o Carioca, foi eliminado da Copa do Brasil e perde fôlego neste fim de temporada na relação com o presidente Eurico Miranda para continuar no cargo em 2017.

Comandante do terceiro colocado Avaí na Série B, Claudinei Oliveira também já teve chances na Série A à frente do Santos, do Goiás, do Atlético-PR e do Vitória, mas parece que se sente mais confortável na segundona. Tem tudo para devolver o Avaí à elite.

Rei do acesso, Givanildo Oliveira já levou cinco clubes da segunda para a primeira divisão: América-MG (1997), Paysandu (2001), Santa Cruz (2005), Sport (2006) e novamente o América-MG em 2015. Neste ano, começou bem a temporada conquistando o Campeonato Mineiro e depois perdeu o emprego devido a uma série de maus resultados na largada da Série A.

Givanildo tem moral de sobra na Série B, mas na elite praticamente só é lembrado quando um time — em geral pequeno — precisa escapar urgentemente do rebaixamento, ou seja, um processo inverso ao que ele está acostumado a realizar na segundona.

Ainda é cedo para dizer que Atlético-GO, Vasco, Avaí e Náutico subirão para primeira divisão, mas Marcelo Cabo, Jorginho e Claudinei Oliveira precisam pensar seriamente em um “tratamento” para driblar a “Síndrome de Givanildo”. Há potencial nos três para brilhar na Série A. Mais do que isso, eles precisam evitar o rótulo de rei do acesso que tem impedido Givanildo de ter estabilidade onde ele merece — na primeira divisão do futebol nacional.

Marcos Paulo Lima

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