A nada mole vida dos técnicos italianos na Alemanha, Espanha e Inglaterra

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A escola italiana de treinadores tem vários imigrantes nesta temporada do futebol europeu, no entanto, eles vivem seus perrengues. Sem contar a Serie A, óbvio, três das cinco principais ligas nacionais da Europa — Alemanha, Espanha e Inglaterra — empregam técnicos nascidos no país da bota, mas não está fácil pra ninguém.

Contratado para devolver ao Chelsea a gana por títulos, Antonio Conte tem dificuldade para engrenar na Premier League. Nas bolsas de apostas de Londres, há quem aposte alto na demissão do tricampeão italiano e semifinalista da última Eurocopa à frente da Itália. Neste sábado, às 8h30 (de Brasília), Conte terá um duelo para inglês ver com o compatriota Claudio Ranieri — atual campeão inglês à frente do Leicester City em 2015/2016. Sétimo colocado, Conte está fora da zona de classificação para a próxima Champions League. Em 12°, Claudio Ranieri precisa provar que sua carruagem não virou abóbora.

Outros dois italianos empregados na Premier League no início da temporada vivem momentos distintos. Walter Mazzarri se vira nos 30 para manter o Watford em 11° lugar. Francesco Guidolin não teve tanto prestígio. Em 3 de outubro, perdeu o emprego no Swansea para o norte-americano Bob Bradley.

Na Alemanha, o Bayern de Munique trocou o catalão Pep Guardiola pelo italiano Carlo Ancelotti. Campeão nacional como técnico na Itália, na Inglaterra e na França, ele lidera a Bundesliga, porém, com menos folga do que o antecessor. O surpreendente Hertha Berlim aparece no retrovisor do time bávaro nesta temporada. A derrota para o Atlético de Madri na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa também diminuiu a euforia neste início de trabalho.

Técnico da Itália na última Copa do Mundo, Cesare Prandelli é o representante da escola italiana na Espanha. Estreia neste fim de semana na Liga das Estrelas à frente do combalido Valencia. O time bancado pelo magnata de Cingapura, Peter Lim, ocupa o 18° lugar, ou seja, na zona de rebaixamento. Salvar o clube da queda é o desafio de Prandelli, que tem potencial para brigar por desafios bem mais nobres do que manter o Valencia na elite.

Marcos Paulo Lima

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