Will Bank: como a liquidação do banco parceiro da CBF afeta a Série D

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O Barra conquistou a Série D Will Bank de 2025 contra o Santa Cruz. Foto: Léo Piva/FCF

Liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central nesta quarta-feira em ato do presidente Gabriel Muricca Galípolo, o Will Bank, braço digital do Grupo Master, comprou os naming rignts (direitos do nome vinculado à marca) da Série D do Campeonato Brasileiro em 2025 e mantinha a parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) neste ano.  O blog apurou que o valor estimado do contrato foi de R$ 5 milhões.

A expressão liquidação extrajudicial significa na prática o encerramento das atividades de uma instituição financeira impossibilidade de continuar funcionando. O ato não depende de um processo judicial e prevê o ressarcimento aos credores de forma organizada.

A crise pode impactar diretamente a quarta divisão. A entidade máxima do futebol brasileiro aumentou o número de participantes na última divisão de 64 para 96 clubes incentivada justamente pelo investimento do parceiro comercial — iniciado na temporada anterior.

Frequente nos anúncios publicitários durante as partidas transmitidas pelos detentores dos direitos não somente da Série D, mas de outras modalidades estabelecendo como critério a minutagem da exposição de cada evento veiculado, a instituição financeira estava desde novembro sob regime de administração especial temporária. Um dos motivos apresentados para o ato são dívidas com operadores de cartão de crédito.

O valor do contrato do Will Bank com a CBF não foi divulgado oficialmente no ano passado, mas o blog apurou que o valor estimado no acordo foi de R$ 5 milhões  a última divisão passou a ser chamada oficialmente de Série D Will Bank. O público-alvo das ações do banco fundado em 2017 por Felipe Félix eram, principalmente, jovens, estudantes e as classes sociais C e D.

O marketing agressivo do Will Bank teve garotos-propaganda famosos como o jogador de futebol Vinicius Junior, eleito Fifa The Best em 2024 e a ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista do Brasil na história dos Jogos Olímpicos.

Artistas como Luciano Huck, os cantores João Gomes, Simone Mendes e Pablo Vittar e o comediante Whindersson Nunes também ajudaram a catapultar a instituição financeira.

X: @marcospaulolima

Instagram: @marcospaulolima.jor

Marcos Paulo Lima

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