Guerra das ligas: LiBRA critica LFF por violação de imagem de 17 times em captação de fundo

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Em mais um capítulo da queda de braço entre a Liga do Futebol Brasileiro e a Liga Forte Futebol, os 17 clubes integrantes da Libra publicaram nota oficial na manhã desta sexta-feira contestando a XP Asset e a Life Capital Partners, parceiros da LFF. Antagônicas, LiBRA e LFF tentam viabilizar separadamente um novo Campeonato Brasileiro a partir de 2025, organizado por uma liga nacional independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas não chegam a um consenso, principalmente, em questões antigas como a divisão das cotas de tevê.

O contra-ataque da LiBRA neste novo episódio diz respeito à maneira como as empresas tornaram público o fundo de investimentos batizado de Sports Media Futebol Brasileiro criado no início deste mês. O plano estima arrecadar R$ 800 milhões favorável aos adeptos da LFF.

A bronca é com o material de divulgação. As firmas de investimento usam escudos e nomes dos clubes da LiBRA sem vínculo com o Forte Furtebol e muito menos com o fundo.

O blog recebeu a nota da LiBRA assinada pelos 17 clubes no qual todos rebatem: “No material distribuído à imprensa, e que contém a informação notória e destacada de que trata-se de um ‘material publicitário’, portanto de uso institucional e comercial, há a aplicação não autorizada das marcas e emblemas dos membros da LiBRA”, diz o texto.

Na última quinta-feira, uma nota publicada pelo colunista Lauro Jardim em O Globo informava que a LiBRA havia acionado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) pelo uso indevido das marcas dos clubes. A LiBRA entende que o uso do escudo de clubes a ela associados induz o torcedor a entender acerto dos times com a XP Asset e a Life Capital.

Desde o início do projeto de criação de uma Liga Brasileira de Futebol, que reunisse os 40 Clubes participantes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, há mais de 3 anos, os clubes da LiBRA têm prezado pela conduta absolutamente rigorosa, coerente e extremamente cuidadosa com relação às informações”, endossa o documento.

O texto esclarece em cinco pontos:

  • Os clubes da LiBRA não fazem parte deste fundo;
  • Não reconhecem o uso de seus nomes, emblemas e histórias em material publicitário produzido para captação de recursos;
  • Não terão qualquer benefício derivado deste produto anunciado pelas gestoras financeiras;
  • As receitas geradas pelos clubes da LiBRA não fazem, nem farão, parte deste produto que está sendo promovido;
  • Os direitos de imagem que os clubes da LiBRA negociam, assim como os direitos que poderão fazer parte de uma liga no futuro, não serão contabilizados por esse fundo citado e nem poderão ser usados para promover qualquer demonstração de eventuais resultados projetados.

A nota termina assim: “acreditamos que, nesse momento de transformação extremamente relevante, porém ainda em estágio inicial, talvez seja prematura a oferta de produtos financeiros atrelados a um patrimônio cultural do povo brasileiro e uma de suas mais intensas e vigorosas paixões. O futebol brasileiro precisa evoluir. A LiBRA não apenas busca essa evolução como é liderada por clubes que têm trabalhado incansavelmente, de forma plenamente alinhada e integrada, para o amadurecimento da indústria, para a modernização das instituições ligadas ao esporte mais popular do país e, principalmente, para que todos os brasileiros possam continuar a vibrar, torcer e se emocionar”.

OS DOIS GRUPOS

» Liga do Futebol Brasileiro (LiBRA)
ABC, Atlético-MG, Bahia, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Guarani, Ituano, Mirassol, Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Sampaio Corrêa, Santos, São Paulo e Vitória.

» Liga Forte Futebol (LFF)
Athletico-PR, América-MG, Atlético-GO, Avaí, Botafogo*, Brusque, Chapecoense, Ceará, Coritiba*, Criciúma, Cruzeiro*, CRB, CSA, Cuiabá, Figueirense, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Inter, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sport, Tombense, Vasco* e Vila Nova.

*Participa do Grupo União, mas compõe a LFF nas negociações dos direitos.

Twitter: @marcospaulolima

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Marcos Paulo Lima

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