Argentina de Messi fez melhor jogo na Copa - Antonin Thuiller/AFP
Doha — E daí que Messi perdeu pênalti? Havia desperdiçado também há quatro anos na estreia da Argentina contra a Islândia na Copa da Rússia. Desperdiçou quando podia. Aliás, essas cobranças são um trauma na vida do jogador eleito sete vezes melhor do mundo. O camisa 10 anunciou a aposentadoria depois do erro na final da Copa América Centenária, em 2016, nos Estados Unidos. Mudou de ideia e veio ao Catar comandar uma Argentina candidata ao título.
A inspiração da trupe de Lionel Scaloni é a Espanha. Em 2010, La Roja, campeã europeia, iniciou a campanha do título inédito perdendo para a Suíça, na África do Sul. O susto despertou o timaço de Vicente del Bosque. De 1 x 0 em 1 x 0 no mata-mata, chegou ao título contra a Holanda.
A Argentina passou vexame no primeiro jogo contra a Arábia Saudita, mas não sentiu o baque. Foi imponente na vitória contra o México, no Lusail Stadium, e teve autoridade para controlar a Polônia no Estádio 974. Fez um, dois e poderia ter sido três ou quatro. Szczesny não permitiu.
A Argentina marcha para enfrentar a Austrália. Há 29 anos, os Cangurus ameaçaram deixar Maradona e companhia fora da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Humilhada pela Colômbia por 5 x 0 no Monumental de Núñez nas Eliminatórias para o Mundial de 1994, teve de tirar Maradona da aposentadoria para empatar por 1 x 1 fora de casa e vencer por 1 x 0 em seus domínios e carimbar o passaporte para o Mundial.
A sensação de que a Argentina pode chegar ao tricampeonato tem tudo a ver com Messi. A Pulga jogou bem nas três partidas da fase de grupos. Brilhou até mesmo na derrota para a Arábia Saudita. Os gritos de “Messi, Messi”, ecoaram no Lusail e no 974. O último chamado para que a estrela da companhia incorpore D10S, como no México, em 1986, e brilhe no mata-mata.
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