Do gol pelo Flamengo em 1998 a treinador do Botafogo: 20 anos na carreira de Alberto Valentim

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Alberto Valentim chega ao futebol carioca pela segunda vez. Há 20 anos, o então lateral-direito desembarcava no Rio de Janeiro por empréstimo ao Flamengo. Foi uma passagem frustrada pela Cidade Maravilhosa. Fez um gol em nove jogos. Contratado pelo vice de futebol Plínio Serpa Filho para ser titular, disputou posição com Pimentel, Leandro, e até com os improvisados Maurinho e Fábio Baiano.

Na única partida em que balançou a rede com a camisa rubro-negra, Alberto deixou o dele na vitória do Flamengo por 2 x 1 sobre o Americano, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos, pelo Campeonato Carioca. Na época, o time entrou em campo com: Clemer; Alberto, Júnior Baiano, Luís Alberto e Zé Roberto; Jorginho (Fabiano), Bruno Quadros (Palhinha), Maurinho e Cleisson; Iranildo (Renato Gaúcho) e Romário.

Duas décadas depois, Alberto Valentim retorna ao Rio de Janeiro como técnico do Botafogo após duas experiências na profissão. No ano passado, depois de ser auxiliar de Gilson Kleina, Ricardo Gareca, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e  Cuca, trocou o cargo de auxiliar pelo Red Bull. Não classificou o time da marca de bebida energética para as quartas de final do Paulistão. Terminou em terceiro lugar no Grupo B, que tinha São Paulo, Linense e Ferroviária. No Campeonato do Interior, fechou em segundo lugar na Chave B, contra Ituano e São Bento. Ituano e Santo André disputaram o título simbólico.

De volta ao Palmeiras, herdou a prancheta alviverde. Com a demissão de Cuca, comandou o time nas rodadas finais. Chegou a dar pinta de que reduziria a vantagem do Corinthians, mas cruzou a linha de chegada do Brasileirão como vice-campeão.

“O Luciano Spalletti é a minha maior referência. Está acima de todos. Com ele, a gente conseguia jogar de verdade da forma que treinava. Foi ali, na minha saída da Udinese, que começou a amadurecer essa minha ideia de mudar de lado e ser treinador”

Alberto Valentim, em entrevista à ESPN Brasil em 2016

O preto e branco da camisa do Botafogo não são novidade para Alberto Valentim. Ainda como jogador, defendeu Udinese e Siena na Itália. Após a aposentadoria, fez estágios na própria Udinese, na Juventus e na Roma.

No período em que jogou na Itália, Alberto teve como treinadores nomes famosos como o inglês Roy Hodgson, Mario Beretta, Luigi di Canio e Gian Piero Ventura — ex-técnico da seleção italiana. Mas foi o atual comandante da Internazionale, Luciano Spaletti, quem o inspirou a ser técnico de futebol.

“O Luciano Spaletti é a minha maior referência. O Spaletti está acima de todos. Com ele, a gente conseguia jogar de verdade da forma que treinava. Era incrível. Repetíamos no domingo o que havia sido a semana. Ele era muito rígido. Às vezes, ficávamos uma hora treinando e o assunto era só posicionamento tático. Foi ali, na minha saída da Udinese, que começou a amadurecer essa minha ideia de mudar de lado e ser treinador”, contou, em 2016, durante a exibição do programa Resenha, na ESPN Brasil.

No Brasil, Alberto Valentim foi comandado como jogador por Abel Braga, Joel Santana, Nelsinho Baptista, Paulo Autuori, Carlos Alberto Parreira, Emerson Leão e até pelo uruguaio Darío Pereyra. Mas a escola predileta do novo treinador do Botafogo é a euroepia.

“Como jogador, a minha escola é mais a italiana pelo fato de ter jogado muito tempo lá. Estudei muito o futebol italiano quando eu parei de jogar. Dá para eu usar o lado tático da organização italiana com a nossa criatividade, o nosso talento. A ideia é unir duas escolas nove vezes campeãs mundiais”, conta o ex-auxiliar de Ricardo Drubscky, Vágner Mancini,  Gilson Kleina, Ricardo Gareca, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e  Cuca no programa Bate-Bola da ESPN Brasil antes de assumir o Red Bull no ano passado.

Marcos Paulo Lima

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