Copa América: Venezuela repete início de 2016 e sente-se em casa nos EUA

Compartilhe

Estados Unidos e Venezuela são países antagônicos nas relações internacionais, mas impressiona como a seleção vinotinto sente-se confortável em solo norte-americano. A vitória por 1 x 0 contra o México no SoFi Stadium, em Los Angeles, pela segunda rodada da fase de grupos, homologou a classificação antecipada às quartas de final e consolida a “revolução bolivariana” no futebol. Outrora saco de pancadas, o país conquistou respeito no esporte mais popular do mundo. Escrevi sobre isso na primeira rodada.

A Venezuela havia estreado com vitória contra o Equador, por 2 x 1. Emplacou o segundo triunfo consecutivo diante do México e repetiu o início na Copa América Centenário de 2016. Onde foi aquela edição? Nos Estados Unidos! À época, a Venezuela superou a Jamaica no primeiro jogo, o Uruguai no segundo e empatou com o México no terceiro. Encerrou a fase de grupos com 7 pontos. Em 2024, pode concluir com 100% se derrotar a Jamaica no próximo domingo na última rodada da fase de grupos.

A organização da Venezuela chama a atenção. O técnico argentino Fernando Batista não renuncia ao 4-2-3-1. Praticamente repete a formação.  Insiste nos mecanismos de ataque e defesa a fim de ter onze titulares minimamente entrosados. Está dando certo e a Venezuela tem uma excelente oportunidade de escapar da Argentina nas quartas de final e sonhar com a segunda presença nas semifinais em 14 anos.

Se vencer a Jamaica, a Venezuela avançará em primeiro lugar e terá pela frente Canadá, Chile ou Peru. A chance de repetir a campanha de 2011, quando terminou a Copa América entre os quatro melhores, é muito maior. O possível encontro com a Argentina de Lionel Messi ficaria postergado para as semifinais. Ótimo negócio para uma seleção cada vez mais confiante. A Venezuela está no G4 nas Eliminatórias e pode disputar a Copa do Mundo pela primeira vez em 2026. É o único país sul-americano que ainda não conseguiu.

Um dos símbolos daquele quarto lugar na Copa América de 2011 decidiu a partida contra o México. O centroavante Salomón Rondon converteu o pênalti na vitória por 1 x 0. O jogador do Pachuca tem 34 anos e aumentou a vantagem como maior artilheiro da história da seleção vinotinto com 42 gols em 106 jogos desde a estreia em 2008.

Enquanto a Venezuela respira com a possibilidade de terminar a fase de grupos com 100%, o Equador terá um jogo duríssimo contra o México na última rodada por uma vaga para as quartas. A tendência é que uma das duas seleções bata de frente com a atual campeão da Copa do Mundo, da Copa América e da Finalíssima na próxima fase do torneio continental.

Twitter: @marcospaulolima

Instagram: @marcospaulolimadf

TikTok: @marcospaulolimadf

Marcos Paulo Lima

Posts recentes

  • Esporte

Ancelotti até 2030: o recorde de Zagallo que o italiano vai quebrar na Seleção

  A oficialização nesta quinta-feira da renovação do contrato da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)…

11 horas atrás
  • Esporte

Neymar perde 24 bolas por jogo; papel de falso 9 é saída para ir à Copa

Há uma estatística no mínimo preocupante no que diz respeito ao debate nacional e internacional…

4 dias atrás
  • Esporte

Barcelona pós-Messi tem mais títulos do que vices no Espanhol

  Lionel Messi deixou o Barcelona em agosto de 2021. Em crise financeira, o clube…

4 dias atrás
  • Esporte

Guia da 15ª rodada do Brasileirão 2026: análises, palpites e onde ver

Brasileirão – Série A 2026  Prévia jogo a jogo da #rodada 14   Botafogo x…

5 dias atrás
  • Esporte

Força mental mantém foco do Gama no que interessa: acesso à Série C

  Importantíssima a resposta imediata do Gama à eliminação na Copa Centro-Oeste contra o Rio…

5 dias atrás
  • Esporte

Mirassol emula Guarani e São Caetano na fase de grupos da Libertadores

O Mirassol encaminhou a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores da América…

7 dias atrás