Reprovado nas urnas, Marcus Vicente (E) apoiou Ricardo Teixeira, Del Nero e Marin. Foto: Divulgação/CBF
As eleições do último domingo obrigarão a chamada Bancada da Bola a se reinventar a partir de fevereiro, na próxima legislatura da Câmara dos Deputados. Dos 17 políticos vinculados ao futebol ou ao esporte, apenas quatro continuarão no Congresso Nacional de 2019 a 2023. A CBF, por exemplo, sofreu duas baixas importantes. Um dos vice-presidentes da entidade, Marcus Vicente (PP-ES) não conseguiu a reeleição. Ex-diretor de assuntos internacionais da CBF, e com mandato até janeiro, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) nem se candidatou e deve se dedicar exclusivamente ao Corinthians — é diretor de assuntos institucionais e internacionais do clube paulista.
Defensor dos interesses dos clubes, mas não da inimiga CBF, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP), não quis saber de novo mandato. Aliás, prometeu inclusive renunciar se fosse eleito mandatário do clube paulista — o que aconteceu —, mas não cumpriu. Outra perda relevante é Deley (PTB-RJ). Influente nos temas ligados ao futebol, o ídolo do Fluminense até tentou permanecer no cargo. No entanto, o número de votos no Rio de Janeiro foi insuficiente.
Envolvidos há muito tempo com Projetos de Lei e CPIs vinculados ao futebol, Otávio Leite (PSDB-RJ) e Silvio Torres (PSDB-SP) aumentam o enfraquecimento da Bancada da Bola. O candidato carioca fracassou na tentativa de reeleição. Considerado inimigo dos cartolas, inclusive no papel de relator da CPI da CBF/Nike, em 2001, o paulista Silvio Torres anunciou que não concorreria. Entretanto, mantém o vínculo aos tucanos como tesoureiro do partido. O ex-judoca João Derly (Rede-RS) costumava ser um reforço da Bancada da Bola. Porém, foi reprovado nas urnas gaúchas.
Peça-chave nas movimentações da CBF nos bastidores do Congresso Nacional, o relator do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Jovair Arantes (PTB-GO), não emplacou novo mandato. O “diga-me com quem andas” parece ter feito a diferença. Amigo dos ex-presidentes da entidade máxima do futebol, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, Jovair Arantes tem fama de defensor dos cartolas. Polêmico, apresentou, em 2014, emenda que favoreceu os clubes de que têm dívidas milionárias com o governo federal.
O ex-árbitro Evandro Rogério Roman (PSD-PR) é outra baixa da Bacanda da Bola. A tentativa de permanecer na Câmara dos Deputados foi frustrada pelos eleitores.
No balanço das perdas e ganhos da Bancada da Bola, permancem os deputados Danrlei, reeleito no Rio Grande do Sul; José Rocha (PR-BA) e Marcelo Aro (PR-BA), diretor de relações institucionais da CBF. Ex-ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB-SP) respirou aliviado, renovou o mandato e está cotado até para reassumir a pasta em caso de vitória do presidenciável Fernando Haddad (PT) no segundo turno.
Por falar nos ministeriáveis, o ex-nadador Luiz Lima deve compor a nova Bacada da Bola. Como o blog mostrou na semana passada, ele é o favorito para assumir o Ministério do Esporte em caso de vitória do candidato Jair Bolsonaro (PSL).
Futebol à parte, o esporte perdeu o deputado Arnaldo Jordi, ex-presidente da Comissão de Esporte, com boa visão sobre o esporte educacional e o profissional. No Senado, Leila do Vôlei, Romário e Jorge Kajuru devem compor a linha de frente do esporte.
AS PERDAS E GANHOS DA BANCADA DA BOLA NA CÂMARA
Não se candidataram e/ou não se reelegeram
João Derly (Rede-RS)
Silvio Torres (PSDB-SP)
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
Goulart (PSD-SP)
Andrés Sanchez (PT-SP)
Vicente Cândido (PT-SP)
Otávio Leite (PSDB-RJ)
Deley (PTB-RJ)
Evandro Román (PSD-PR)
Roberto Góes (PDT-AP)
Rogério Marinho (PSDB-RN)
Marcus Vicente (PP-ES)
Jovair Arantes (PTB-GO)
Conseguiram a reeleição
Danrlei (PSD-RS)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
José Rocha (PR-BA)
Marcelo Aro (PHS-MG)
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