Casemiro, Jesus e Marquinhos: suspensões minam desempenho do Brasil em jogos pesados na Era Tite

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Uma sina persegue a Era Tite: a perda de peças-chave da Seleção Brasileira antes de jogos importantíssimos como o clássico da próxima terça-feira (16) contra a Argentina, às 20h30, no Estádio Bicentenário, em San Juan, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Adenor Leonardo Bachi não poderá contar com Casemiro, seu melhor volante, para deter o meio de campo e o ataque dos atuais campeões da Copa América. Em condições normais de temperatura e pressão, Fabinho será o substituto. O cão de guarda titular tomou o terceiro cartão amarelo na vitória por 1 x 0 contra a Colômbia. O Brasil está oficialmente classificado para a Copa do Mundo do Catar, mas jogará desfalcado no clássico.

Ausências como essa pesaram no passado. Casemiro cumpria punição nas quartas de final da Copa contra a Bélgica. O Brasil também ficou sem o suspenso Gabriel Jesus na decisão da Copa América deste ano e iniciou a partida de setembro contra a Argentina — aquela paralisada pelo agente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — sem Marquinhos. O beque cumpria suspensão. Como a partida foi interrompida, não sabemos como o time se comportaria sem um dos xerifes do sistema defensivo.

Tite e a Seleção não costumam lidar muito bem com ausências de peso em jogos como o de terça-feira contra a Argentina. Sem Casemiro, perdeu para a Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo. Sem Gabriel Jesus, amargou o vice na final da Copa América deste ano, no Maracanã, contra a Argentina. Coincidentemente, as duas derrotas de Tite em jogos oficiais.

O auxiliar Cléber Xavier deixou a preocupação escapar na entrevista coletiva posterior à vitória contra a Colômbia. “Temos jogos importantes pela frente, Argentina agora, difícil. Avaliar o que fizemos de bom, ver a condição física dos atletas. Perdemos o Casemiro pelo terceiro amarelo. Vamos pensar nesse jogo com a Argentina”, afirmou o assistente.

  • Sem Casemiro: Brasil foi eliminado da Copa pela Bélgica em 2018
  • Sem Gabriel Jesus: Brasil perdeu a final da Copa América 2021 para a Argentina
  • Sem Marquinhos: Começou o clássico contra a Argentina com Lucas Veríssimo até o jogo ser interrompido.
  • Sem Casemiro: Enfrentará a Argentina na terça-feira, em San Juan, pelas Eliminatórias

Há três anos, o Brasil eliminou o México nas oitavas de final da Copa do Mundo. Venceu por 2 x 0, em Samara, com gols de Neymar e de Roberto Firmino, mas sofreu uma terrível baixa para a fase seguinte. Justamente Casemiro. Ele recebeu cartão amarelo e ficou fora da partida contra a Bélgica nas quartas de final. O substituto Fernandinho não fez uma boa partida e a Seleção foi eliminada por 2 x 1, em Kazan. Roberto Martínez soube explorar a fragilidade do meio de campo verde-amarelo sem o seu principal marcador.

Na Copa América deste ano, Gabriel Jesus foi expulso nas quartas de final contra o Chile e suspenso por dois jogos pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A entidade interpretou como agressão o chute no lateral-esquerdo Mena. Jesus cumpriu o castigo contra o Peru nas semifinais e diminuiu o potencial do ataque na decisão contra a Argentina.

Jesus tinha papel importante no ataque atuando pela direita. Obrigou Tite a reinventar o time sem ele na vitória por 1 x 0 contra o Peru e na derrota por 1 x 0 para a Argentina na final. Gabriel Jesus havia sido expulso também contra o Peru durante a decisão da Copa América 2019, no Maracanã, e deixou o Brasil com 10 jogadores por 26 minutos.

Sim, o Brasil lidera as Eliminatórias com 34 pontos, seis à frente da Argentina. Está classificado para a Copa do Catar. Em tese, isso poderia amenizar a ausência de Casemiro. Mas é clássico. Tite perdeu duas vezes para a Argentina. Uma no amistoso de 2017 contra o time de Jorge Sampaoli, na Austrália, e outra diante da equipe comandada, agora, por Lionel Scaloni na final da Copa América 2021. Diante da carência de duelos contra adversários europeus, a Argentina virou a régua do desempenho verde-amarelo a pouco mais de um ano da Copa.

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Marcos Paulo Lima

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