Bipolar na Libertadores, Botafogo precisa perder o medo de ser feliz

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O Botafogo precisa perder o medo de ser feliz. Deixar de ser um time bipolar. Quando flertava com a possibilidade de ser eliminado na fase de grupos da Libertadores após derrotas consecutivas para Junior Barranquilla e LDU, entrou nos trilhos e fez a torcida sonhar com o primeiro lugar. Quando desfrutava da oportunidade de ir ao sorteio do mata-mata na próxima segunda-feira no Pote 1 em caso de vitória no confronto direto com o Junior Barranquilla, puxou o freio de mão e poupou peças para enfrentar o Corinthians no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro, empatou por 0 x 0 na Colômbia e terá de se submeter a enfrentar adversários mais fortes nas oitavas de final da competição continental.

O técnico português Arthur Jorge usou força máxima na vitória contra o Universitario, em Lima, no Peru, na conquista da vaga antecipada às oitavas de final. Não teve a formação principal contra o Junior Barranquilla. Jogou sem Lucas Halter e Luiz Henrique. Três titulares estão no departamento médico: Jeffinho, Savarino e Danilo Barbosa.

Sim, muitos problemas, mas a escalação poderia ter sido melhor. O volante Marlon Freitas, o atacante Luiz Henrique e o centroavante Tiquinho Soares estavam no banco de reservas. Os três entraram durante o jogo nas vagas de Tchê Tchê, Óscar Romero e Júnior Santos, respectivamente. Para mim, o lusitano erra por desconhecer os perrengues da Libertadores.

Apesar dos três desfalques certos, era importante enfrentar o Junior Barranquilla com a melhor formação inicial possível. Do meio para a frente, por exemplo, era possível escalar Marlon Freitas ao lado de Gregore na proteção à defesa; Luiz Henrique e Júnior Santos nas pontas alinhados com Tchê Tchê centralizado e Tiquinho Soares como autêntico nove. Lucas Halter não estava suspenso nem machucado. Simplesmente ficou no banco. A expulsão de Diego Hernández no segundo tempo comprometeu a atuação alvinegra.

Ao terminar a fase de grupos em segundo lugar, o Botafogo atrai a possibilidade de duelar, por exemplo, com o Bolivar nas oitavas de final. Vencer o primeiro jogo no Nilton Santos com uma boa margem de gols torna-se item de segurança para quem pode ter de jogar em La Paz a 3.600m de altitude na volta. Estamos no campo das hipóteses, mas é possível.

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Marcos Paulo Lima

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