Basquete 3 x 3: conheça os astros da modalidade urbana estreante na Olimpíada de Tóquio

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Sabe aquela pelada de basquete três contra três na metade da quadra do condomínio, do bairro ou no Parque da Cidade para driblar a ausência de 10 jogadores para usar o campo inteiro? Virou modalidade olímpica e estreia nesta edição dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, sem ter os Estados Unidos como favoritos. A inclusão do jeitão urbano e menos convencional de praticar o esporte da bola laranja é mais um passo da gestão do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, de seduzir jovens e usar o potencial do evento para promover ainda mais a inclusão de países como a Mongólia.

Reis do basquete e eternos favoritos na modalidade convencional 5 x 5 no masculino e no feminino, os Estados Unidos são coadjuvantes no 3 x 3. O favoritismo pertence ao país do Leste Europeu, pedacinho de terra especialista na formação de arremessadores de três pontos. Daí o favoritismo de nações como a Sérvia e a Letônia na competição masculina. Arremessos do meio da rua são fundamentais nesse estilo de praticar basquete.

O astro do basquete 3 x 3 entre os homens é Dusan Domovic Bulut.  O grandalhão sérvio de 1,91m e 35 anos tem quatro medalhas de ouro e uma prata na Copa do Mundo da modalidade; e dois ouros, uma prata e um bronze na Eurocopa desse estilo de jogo.

Dusan Bulut até tentou jogar basquete convencional. No entanto, inspirado no filme Homens Brancos não sabem enterrar (1992), estrelado por Woody Harrelson e Wesley Snipes, preferiu a liberdades das quadras ao ar livre. O número 1 do mundo defende o Novi Sad Al-Wahda.

Regrinhas básica do basquete 3 x 3

  • Três jogadores contra três com direito a um reserva
  • Metade da quadra, com dimensões de 15m x 11m
  • 12 segundos de posse de bola
  • 10 minutos de jogo. Venceu quem chegar aos 21 pontos primeiro

Os Estados Unidos não se classificaram para o torneio masculino 3 x 3. Os candidatos ao ouro são a Sérvia, primeira colocada no ranking, o Comitê Olímpico Russo, segundo na lista da modalidade, além de Letônia, Holanda, China, Polônia e Bélgica.

Os norte-americanos são representados no torneio feminino. Elas competem com a França, líder do ranking, Comitê Olímpico Russo, China, Romênia, Itália, Japão e Mongólia. O torneio tem duas grandes histórias. Uma delas, de Kelsey Plum.

A jogadora do Las Vegas Ace, uma das franquias da WNBA, é recordista de pontos na história da NCAA, a liga de basquete universitário dos Estados Unidos. Fez 3.397 pontos antes da profissionalização. Número 1 no draft de 2017 da WNBA, a californiana viveu um drama recente. Em 2020, sofreu grave lesão no tendão de Aquiles e ficou de molho. Onze meses depois, voltou às quadras para defender a seleção dos Estados Unidos no Pré-Olímpico do basquete 3 x 3 e fez a diferença. Classificou o país para o torneio feminino.

A estreia olímpica do basquete 3 x 3 motivou a cura de Kelsey Plum a tempo de ir a Tóquio e deu oportunidade ao surgimento de uma estrela em um país asiático. A Mongólica é a sétima colocada no ranking mundial por causa de Khulan Onolbaatar. Aos 21 anos, a porta-bandeira do país na cerimônia de abertura de Tóquio virou uma das referências do país nos Jogos.

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Marcos Paulo Lima

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