Alvo do Brasil, Ancelotti pode ser o terceiro italiano a comandar seleção sul-americana em Copa do Mundo

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Na mira da CBF para a sucessão de Tite, o técnico Carlo Ancelotti pode repetir o caminho de um compatriota dele se topar o desafio de trabalhar na banda de cá do Oceano Atlântico. Pai de Paolo Maldini, Cesare Maldini foi o último dos três italianos a comandar uma seleção sul-americana. Em 2002, liderou o Paraguai na Copa do Mundo. Em nota oficial, a entidade nega um acerto encaminhado com Ancelotti, mas ele está nos planos do presidente Ednaldo Rodrigues para comandar a Seleção Brasileira nas Eliminatórias, Copa América 2024 e Copa do Mundo de 2026 no Canadá, Estados Unidos e México.

Cesare Maldini morreu em 2016, mas fez um bom trabalho no país vizinho. Levou o Paraguai às oitavas de final na Copa do Mundo disputada na Coreia do Sul e no Japão. Desfrutava do fim do ciclo de uma das melhores gerações da seleção guarani. O elenco ainda contava com os defensores Ayala, Arce e Gamarra; e com o centroavante Roque Santa Cruz. O Paraguai foi eliminado na fase de mata-mata contra a Alemanha.

A Argentina contou com um italiano na Copa. Felipe Pascucci liderou os atuais campeões na derrota por 3 x 2 para a Suécia na Copa de 1934, na Itália. Nascido em Gênova, o treinador entrou para os almanaques como o treinador mais jovem a comandar uma seleção em Copas. Tinha 26 anos quando foi eliminado naquele dia 27 de maio, no Stadio Littorale.

Se contratar Carlo Ancelotti ou outro treinador nascido no Velho Continente, a CBF surfará em uma onda crescente de caça aos europeus entre as seleções da América do Sul. A Colômbia contratou — e demitiu — recentemente o português Carlos Queiroz. A Venezuela teve uma experiência sob a batuta do lusitano José Peseiro. O Equador jogou parte das Eliminatórias para a Copa de 2022 escalada pelo holandês Jordi Cruyff.

O Chile viveu experiências com o técnico alemão Rudi Gutendorf nos anos 1970. Nos anos 1990, delegou a prancheta ao croata Mirko Jorzic. Ele havia sido o protagonista do título do Colo-Colo na Libertadores de 1991. O espanhol Xabier Azkargorta também comandou o Chile. Mais atrás, a seleção sofreu influências de treinadores da Inglaterra e da Hungria.

A Bolívia abriu as portas da América do Sul para Azkargorta e investiu em Antonio López Habas. O Peru já apostou em húngaros, espanhóis e no sérvio Vladimir Popovic em 1992. Comandado pelo português Jorge Gomes de Lima, o Joreca, nos anos 1930, e pelo argentino Filpo Núñez em apenas um jogo, o Brasil está prestes a se jogar de vez na aventura de ser comandado por um técnico importado na Copa do Mundo. Detalhe: em 92 anos do torneio, jamais uma seleção conquistou o título sob a batuta de um estrangeiro.

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Marcos Paulo Lima

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