Acesso do Remo à Série A é marco de um novo tempo no futebol paraense

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Gramado do Mangueirão é invadido pela alegria dos remistas: Foto: Reprodução/Twitter @RemoInsider

O acesso do Remo à Série A do Campeonato Brasileiro após 32 anos de espera marca um novo tempo no futebol paraense. Não é só sobre o Leão do Norte, ausente desde 1994. Por sinal, um ano antes, alcançou o quadrangular semifinal e terminou entre os oito na elite em 1993.

Um dos estados do país mais apaixonados por futebol, o Pará ficou injustamente fora da lista das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Não consta entre as cidades escolhidas para hospedar a Copa do Mundo Feminina em 2027. Erro gravíssimo de avaliação dos dois comitês organizadores.

A Região Norte não tinha representantes na elite havia 20 anos. Em 2005, o Paysandu caiu para a segunda divisão e não retornou. Na Série B deste ano, caiu para a C, mas o sucesso do Remo desafiará a diretoria do alviceleste a subir imediatamente na próxima temporada. São dois gigantes.

A reabertura do Estádio Olímpico Mangueirão em 2023 deu novo alento ao futebol paraense. O Baenão e a Curuzu são estádios raiz, mas não dá para prescindir da casa principal. O Brasil estreou lá nas Eliminatórias para a Copa de 2026. Goleou a Bolívia: 5 x 1.

No início deste ano, a arena abrigou a decisão da Supercopa Rei do Brasil entre o Flamengo e o Botafogo, com título rubro-negro.

No início do mês, o Pará se ofereceu para receber a final da Libertadores caso a Conmebol desistisse de Lima. O governo peruano decretou recentemente  estado de emergência.

A queda do presidente  Ednaldo Rodrigues na Confederação Brasileira de Futebol fortaleceu a Região Norte. Samir Xaud, o sucessor, é de Roraima.

Um dos vices eleitos da entidade é Ricardo Gluck Paul, mandatário da Federação Paraense de Futebol. Foi ele quem apresentou os compromissos da CBF com a crise climática em um dos paineis da COP30, encerrada neste fim de semana em Belém.

Nas quatro linhas, o Remo montou um elenco ousado. Pedro Rocha é o artilheiro isolado da Série B com 15 gols. O Leão do Norte balançou a rede 51 vezes na campanha. O goleador balançou a rede e deu duas assistências na virada por 3 x 1 contra o Goiás.

O clube buscou jogadores em baixa. Lembra do lateral-esquerdo Jorge? Revelado pelo Flamengo, com passagem por Monaco, Santos, Fluminense e Seleção, se achou no Remo

Victor Cantillo faz parte do elenco promovido. Marrony, cria do Vasco com passagem por Atlético-MG e Fluminense, está no grupo responsável pelo acesso.

Autor do segundo e do terceiro gol contra o Goiás, o centroavante João Pedro nasceu na Guiné-Bissau, país africano de língua portuguesa. Chegou do Ha Noi do Vietnã!

Nos bastidores, o Remo fez investimentos ousados. A campanha começou sob a batuta de Daniel Paulista, passou às mãos do português Antonio Oliveira e foi concluída com êxito pelo técnico Guto Ferreira, o Rei do Acesso. Antes, ele subiu a Ponte Preta (2014), o Bahia (2016), o Internacional (2017) e o Sport (2019). Igualou o recorde de Givanildo de Oliveira.

Em maio, o Remo contratou a expertise de Marcos Braz. O dirigente havia deixado o Flamengo ao término do mandato de Rodolfo Landim e tirava meses sabáticos. Ele foi o responsável pelas contratações de Cantillo, Jorge, Marrony, dos uruguaios Diego Hernández e Nico Ferreira, além do grego Panagiotis e do africano João Pedro, autor simplesmente do segundo e do terceiro gol do Remo. Decretou a invasão do gramado.

A gestão do presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, consegue um feito e tanto. No ano passado, catapultou o Remo da Série C para a B. Pelo segundo ano consecutivo, promove o clube da Série B para  a A ao lado do campeão Coritiba, do vice Athletico-PR e da Chapecoense.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Baenão futebol paraense Leão do Norte Mangueirão Pará Paysandu Remo Série A

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