A influência dos guris da base do Grêmio na campanha na Libertadores

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A campanha do Grêmio na Libertadores tem um detalhe relevante: o potencial de intervenção dos guris formados nas divisões de base do clube no andamento da partida. Nathan Fernandes entrou em campo na partida em La Plata e decretou a vitória por 1 x 0 contra o Estudiantes depois de uma assistência de Gustavo Nunes. O mesmo Gustavo Nunes entrou em campo nesta quarta-feira contra o The Strongest, no Couto Pereira, em Curitiba, e fez o quarto gol nos 4 x 0.

O gás dos meninos é fundamental para a retomada do Grêmio na temporada. A sequência de jogos será insana depois da pausa de um mês causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Logo, apostas como Gustavo Nunes e Nathan Fernandes devem ser mais acionados do que de costume. Basta observar a movimentação frenética do ataque tricolor contra o time boliviano.

Diego Costa é centroavante, mas comporta-se como ponta no lance do primeiro gol. Sai do meio da área para chegar à linha de fundo pela direita e cruzar na medida para o chute de Soteldo abrir o placar no Couto Pereira. Os extremos da linha de três armadores de Renato Gaúcho no sistema 4-2-3-1 não são estáticos. Everton Galdino e Soteldo inverteram a posição várias vezes.

Coincidentemente, ambos foram premiados. Everton Galdino fez o terceiro gol. Teve sincronia com o lateral-direito João Pedro, autor do segundo do Grêmio. Galdino deslocava-se por dentro a fim de ficar próximo de Cristaldo e Soteldo. Consequentemente, o trio de armadores concentrado no meio dava o corredor para João Pedro e Reinaldo avançarem como pontas. Enquanto isso, os volantes Dodi e Pepê e o zagueiro Kannemann anulavam o The Strongest.

Renato Gaúcho optou por uma formação inicial com média de idade de 30,4 anos. O oxigênio dos pontas Soteldo e Everton Galdino baixou aos 25 minutos do segundo tempo. Ambos saíram ao mesmo tempo para as entradas dos jovens Gustavo Nunes e Nathan Fernandes. Diego Costa resistiu até os 35 minutos, quando deu lugar a João Pedro Galvão.

Tão importante quanto a segunda vitória na Libertadores foi a química com o Couto Pereira. O ambiente lembrava muito o Olímpico, a antiga casa tricolor em Porto Alegre. A gratidão do técnico Renato Gaúcho e dos jogadores exibindo a bandeira do Rio Grande do Sul e o coral cantando o hino do clube, sobretudo “com o Grêmio onde o Grêmio estiver”, foram emocionantes.

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Marcos Paulo Lima

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