Vinte e um clubes anunciam W.O. na eleição presidencial de domingo na CBF

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O clima é de divisão no colégio eleitoral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Cinquenta e nove dias depois de o presidente Ednaldo Rodrigues ter sido reeleito por aclamação por unanimidade — e de ser afastado na semana passada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro diante do questionamento da veracidade da assinatura do vice coronel Nunes em um acordo protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) — parte dos clubes promete W.O. no pleito deste domingo.

Em um documento distribuído à imprensa, 21 times das séries A e B, sendo três vinculados à Liga do Futebol Brasileiro (LiBRA) e 18 à Liga Forte União (LFU) prometem boicotar a Assembleia Geral Eleitoral convocada pelo interventor Fernando Sarney. Têm direito a voto as 27 federações representantes dos Estados e do Distrito Federal (peso 3 nas urnas), os 20 clubes da Série A em 2025 (peso 2) e os 20 da B (peso 1).

De acordo com o documento recebido pelo blog na noite desta quarta-feira, América-MG, Athleico-PR, Atlético-GO, Botafogo-SP, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Mirassol, Novorizontino, Operário-PR, Santos, São Paulo e Sport anunciam ausência nas eleições.

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Candidato único em uma chapa referendada por 25 federações e 10 clubes, Samir Xaud, 41 anos, será declarado vencedor no pleito de domingo. Os clubes questionam o regulamento da eleição determinado pelo Estatuto da CBF de 2017.

“O futuro do futebol brasileiro precisa ser pautado pela democracia, transparência e representatividade. Neste domingo, haverá eleição para o próximo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas não compareceremos à votação por discordarmos do processo vigente”, diz o texto assinado pelos clubes.

“Estaremos prontos para conversar com a nova gestão, a partir da próxima semana, para que juntos possamos debater como mudar o processo eleitoral e outras demandas dos clubes em prol de um futebol cada vez melhor”, conclui o documento publicado.

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Marcos Paulo Lima

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