Flávio Arns alerta: “O voto será aberto e isso não pode mudar”

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A novela da eleição para presidente do Senado terá novos capítulos. O senador Flávio Arns (Rede-PR) diz estar resolvido e que a votação será aberta, conforme decisão no plenário por 50 votos a dois. Só tem um probleminha: Houve um recurso regimental, dizendo que essa votação feita agora no plenário teria que ser unânime e não por ampla maioria. Isso está escrito no artigo 412 do regimento interno, inciso III.

O receio de Arns é que o senador mais antigo assuma e anule a votação que estabeleceu o voto aberto para escolha do presidente da Casa. Há espaço regimental para isso, uma vez que a posição dos senadores não foi unânime. O clima permanece tenso no plenário. Ninguém confia em ninguém.

A bagunça está instalada no Senado

Kátia Abreu
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A forma como o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) conduz a sessão nesse momento, forçando a votação aberta para presidente do Senado, levou a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) a subir as escadas e tirar todos os papéis da frente de Alcolumbre. A confusão está grande. “Me devolve os papéis”. “Não. Você não pode presidir essa sessão. Você é candidato!”. “Eu posso! me dá os papéis para eu decidir as questões de ordem!”.

Davi está passando o trator no maior estilo da velha política. Respondeu as questões de ordem e, na hora, abriu a votação para que os senadores decidissem se a votação para escolha do presidente seria decidida mediante voto aberto ou secreto. Não quis ouvir ninguém. A gritaria começou. Dos 81 presentes, 52 votaram, dois contra e 50 a favor do voto aberto. Ocorre que, pelo artigo 412 do regimento, inciso III, a votação deveria ser unânime para alterar o regimento. Aí, começou a guerra. Kátia Abreu subiu nas tamancas. De dedo em riste, disse que Alcolumbre não poderia presidir a sessão. Alcolumbre tenta seguir a sessão de qualquer jeito. Alguns pedem que se suspenda a sessão para retomada do diálogo.

 

 

Comentário do blog: A noite será longa. E o fim de semana também. Cego pela perspectiva de vitória no voto aberto, Alcolumbre extrapola. E toda essa confusão vai sobrar para o governo. Podem apostar. A boa convivência ali? Difícil. Vai demorar para o Senado engrenar.  Pior para o Brasil.

 

 

“Tendência da bancada é apoiar Alcolumbre”, diz Tasso

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O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) retirou sua candidatura a presidente do Senado. Ele acaba de dizer ao blog, ao sair da reunião da bancada, que o partido tende a apoiar Davi Alcolumbre (DEM-AP). “Temos um estilo de fazer política implantado aqui há muitos anos e que está superado. A rua pede renovação”, afirmou.

Perguntado se considerava correto o DEM presidir as duas Casas legislativas com apenas seis senadores, Tasso respondeu assim: “Temos que ter uma reorganização partidária este ano. Os partidos estão destroçados, há uma fragmentação muito grande. precisamos reorganizar a política”, disse ele, enquanto se encaminhava ao plenário. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) também não será candidata. Ela abriu mão da disputa, mas continua em favor da renovação da Casa. Ou seja, não votará em Renan.

Comentário do blog: Alcolumbre repete agora o que houve com o senador Luiz Henrique, em 2014. obteve o apoio do PSDB, de uma parcela do MDB, mas não levou a Presidência. Vejamos agora se terá condições de superar Renan Calheiros (MDB-AL). A briga vai ser grande. E está começando agora com as questões de ordem. A noite promete ser longa.