Categoria: coluna Brasília-DF
Governo e oposição entraram no embalo da música de Tom Jobim, “mesmo com toda a fama (…) com toda lama, a gente levando essa chama”. A base não pretende fazer um movimento sequer para encher o plenário e votar a primeira denúncia contra Michel Temer. E, em princípio, nem o PT. Os petistas nunca foram tão felizes nesse período, desde a divulgação do encontro entre Michel Temer e Joesley Batista. Obviamente, a condenação de Lula quebrou o encantamento, mas o “fora Temer” é o que mantém o partido unido aos movimentos sociais.
A ordem, num primeiro momento, é deixar a denúncia pairando no ar. Para a base, Temer continua presidente. Para a oposição, mais seguro ficar com Temer desgastado do que encontrar um novo nome que poderá se viabilizar para 2018.
Problemas à frente
O governo faz chegar a quem interessar possa que não houve acordo para o fim gradual do imposto sindical. A extinção pura e simples, se mantida conforme previsto na reforma trabalhista, entretanto, promete ser mais uma pedra no caminho do presidente Michel Temer na hora de enfrentar o processo no plenário da Câmara. Afinal, embora o presidente ainda tenha gordura para queimar, todo o cuidado é pouco.
Segurança na liderança
O Instituto Paraná Pesquisa foi saber quem eram os políticos preferidos do eleitorado do Rio de Janeiro para concorrer ao Senado. O entrevistado poderia escolher dois nomes, uma vez que a eleição do ano que vem é para dois terços da Casa. O quadro hoje beneficia a turma que capricha no discurso em prol de mais segurança pública, delegada Martha Rocha (PDT), 26,7%, e o vereador Carlos Bolsonaro, 23,3%, filho do deputado Jair Bolsonaro, que lidera a disputa presidencial por lá com 22,8%, Lula em segundo 17,7% e Joaquim Barbosa em terceiro, 10,3%.
Esquerda em segundo plano
Os outros nomes sugeridos pelos pesquisadores tiveram desempenho mais modesto na consulta. Em terceiro surgiram Alessandro Molon (Rede) e Bernardinho (Novo), com 15,5%, César Maia (DEM), 13% Chico Alencar (PSol), 10%. O Instituto Paraná ouviu 2.020 eleitores entre 6 e 10 de julho.
Se continuar assim…
Aliados do presidente Michel Temer consideraram o silêncio do ex-deputado ontem, durante depoimento sobre desvio de recursos na Caixa Econômica, um sinal de que a delação pode demorar. Aliás, desde que Temer entrou nessa rota de desgaste, em maio, muitas expectativas negativas para o governo não se confirmaram até o momento, incluindo a renúncia do presidente e a a cassação da chapa Dilma-Temer.
A regra/ Quem está acostumado a acompanhar a capacidade de mobilização do PT avisa que os movimentos de rua terão mais força nos estados onde o partido é governo, caso da Bahia, ou onde o governador é aliado, caso do Maranhão governado por Flávio Dino, do PCdoB. Nos demais, será mais difícil.
A exceção/ No Ceará, essa amizade do governador Camilo Santana com Lula enfrenta problemas na família de Ciro Gomes (foto). Enquanto Ciro quer ser candidato a presidente da República com apoio do PT, seu irmão mais novo não poupa Lula nas redes sociais.
O incômodo/ Ivo Gomes, o irmão de Ciro, é direto quando menciona o PT: “ (…)Quem colocou Temer no lugar em que está foi Lula. Quem prestigiou a alta bandidagem brasileira foi Lula. A volta de Lula ao poder representa a revanche, o ódio, a intolerância, o flaflu despolitizado e medíocre, além de continuidade da guerra política. Tudo o que o Brasil não precisa”, diz Ivo.
Esse cara sou eu/ Terminada a votação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) aborda a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e comenta: “Viu? Vocês precisam de um cara valente como eu para defender vocês!”. Foi uma risada geral.
Deputados da base do governo têm encontro marcado para amanhã à noite em Curitiba. Calma, pessoal! Não é na carceragem da Polícia Federal. É o casamento de Maria Victoria, filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que acabou coincidindo com a data prevista para votar, no plenário da Câmara, a autorização para que Michel Temer responda a processo por suspeita de corrupção passiva. A cerimônia serviu como uma luva àqueles deputados que estão com o presidente, mas não querem mostrar a cara na hora de registrar o voto no painel, ou seja, vão registrar presença, mas não votarão. Ontem, uns 20 disseram à coluna que “faltar ao casamento seria uma desfeita muito grande com o ministro”.
O quórum, aliás, é hoje o maior obstáculo para o governo resolver de vez essa primeira denúncia. Chegou ao gabinete do presidente Michel Temer um parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, de 1992, que considera terminada a votação de uma emenda constitucional apenas se houver, pelo menos, 302 votos registrados no painel (na época, três quintos eram 302, hoje são 308). No caso da denúncia, a votação só será considerada concluída depois que pelo menos 342 (dois terços da Casa) parlamentares registrarem o voto. Logo, para votar agora é preciso que 342 se manifestem. Se a oposição resolver obstruir, caberá ao governo colocar número no plenário da Casa para assegurar o pleito. Se depender da turma que vai ao casamento, adeus votação nesta semana.
Enquanto uns querem separar…
Depois das juras de fidelidade do PMDB e do PSD a Michel Temer, deputados e senadores contavam ontem à tarde com a sobrevivência do governo e começavam a trabalhar o pós-votação e não o pós-Temer. É preciso aproveitar julho para encontrar mecanismos capazes de proteger a recuperação econômica das turbulências políticas. Essa é, por exemplo, a conclusão do PPS.
… Outros querem unir
Falta combinar com Michel Temer e com os peemedebistas. Hoje, na solenidade de sanção da reforma trabalhista, o presidente planeja lembrar, mais uma vez, que a economia só se recuperou um pouco graças ao seu governo. E, para usar uma expressão que ficou famosa, é preciso manter isso, viu?
Ruim para todos
A condenação de Lula vai dividir o esforço do PT, que estava todo concentrado em atacar Michel Temer. Porém, avaliam os governistas, no médio prazo, isso não beneficia ninguém, porque só acirra o clima de ódio entre os atores políticos.
Menos pressão sobre o governo
Com Geddel Vieira Lima solto, avaliam alguns petistas, o procurador Rodrigo Janot perde mais um candidato à delação. E com Raquel Dodge já confirmada pelo plenário do Senado, a procuradoria vai se dividir.
Enquanto isso, nas ruas…
Parte da turma que apoiou o impeachment ocupou as calçadas para comemorar a condenação de Lula. O PT promete sair para apoiar seu maior líder. Talvez esteja aí o embrião de novas manifestações. Enquanto isso, Michel Temer vai levando o governo de fininho.
Janot “de boa”/ O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tem muito do que reclamar da vida. Ontem, já passava das 15h e ele continuava no almoço, tomando um bom vinho tinto num restaurante português.
(Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press – 8/3/17)
Feira livre I/ Os deputados precisam tomar cada vez mais cuidado quando fazem perguntas em seus discursos. A deputada Érika Kokay (foto), do PT-DF, ao mencionar as mazelas do país, indagou, “quem é o culpado?” Na hora, o plenário respondeu: “É o PT!”, “é o Lula!”, “é a Dilma!”.
Feira livre II/ O PT deu o troco quando o deputado Darcísio Perondi foi à tribuna defender o presidente Michel Temer. “Temos um novo produto para a cara de pau: óleo de Perondi!”, gritou um petista.
Cristovam & Rollemberg/
Em conversa em seu gabinete com o governador Rodrigo Rollemberg,
o senador Cristovam Buarque foi direto quando comentou sobre 2018: “Fique tranquilo, que eu não serei candidato no ano que vem”. Eis que Rollemberg, com um sorriso, respondeu: “Se você fosse, teria o meu apoio”
Nos bastidores da Polícia Federal, circula a suspeita de que o desmanche da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba foi uma troca do diretor-geral, Leandro Daiello, com seus superiores. Assim, ele assumiria o desgaste de desfazer a equipe que promoveu a maior operação policial contra a corrupção no país e, em contrapartida, recebe a senha para influenciar à escolha de seu sucessor no comando da corporação.
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Ninguém mais fala na lista tríplice da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, que, nos moldes da Associação Nacional dos Procuradores da República, elencou os preferidos para o cargo de diretor-geral quando se cogitou a substituição de Daiello no ano passado. No topo, estava Érika Marena, a delegada madrinha da Lava-Jato, que integrou o primeiro time de investigação.
Nesse ritmo…
Começaram a sair liminares judiciais suspendendo o pagamento de tributos fixados na Medida Provisória 774, que reonera setores da economia em plena crise. Rodrigo Maia tem defendido que a MP perca a validade, enquanto o Ministério da Fazenda pede empenho em prol do texto.
É a primeira rusga entre o atual presidente da Câmara e a equipe econômica do presidente Michel Temer.
… Ficará difícil
Se as diferenças ficarem só aí, ok, será entendido como algo pontual. Se as divergências começarem a se ampliar, Maia terá dificuldades em convencer o mercado de que não mudará a equipe econômica.
E aí, vai encarar?
A pergunta acima tem sido feita a aliados de Rodrigo Maia por aqueles que jogam todas as fichas na sobrevivência de Michel Temer. É que, se Rodrigo assume em litígio com o PMDB ao centro, e com a oposição (PT) à esquerda, um hoje hipotético governo do democrata não sai do lugar.
Tucanos versus tucanos
A bancada do PSDB aliada a Michel Temer se reúne nesta segunda-feira a fim de preparar um manifesto de apoio, desautorizando os senadores Tasso Jereissati e Cássio Cunha Lima a falarem em nome dos deputados. Não dá para empurrar o governo no abismo nesse momento em que ainda nem se sabe o que virá da Comissão de Constituição e Justiça. Há quem diga inclusive que Ricardo Tripoli deixou de ser líder de todos.
Ministros convocados
Responsável por grande parte da estratégia de comunicação do presidente Michel Temer, o publicitário Elsinho Mouco pediu a cada ministro do governo que envie ao Planalto vídeos com um resumo das realizações da respectiva pasta. A peça deve terminar com uma mensagem de apoio e solidariedade ao presidente da República. A ideia é inundar as redes sociais com o material.
A leveza do ser// O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é só sorriso por esses dias no interior de Alagoas, entregando tratores adquiridos com recursos de emendas ao orçamento da União. Sem a responsabilidade de liderar a bancada, está cuidando da vida e dos votos, ao lado do filho governador do estado.
O peso do ser// Renan e Jader Barbalho passaram os últimos quatro anos brigando dentro do PMDB para reduzir a influência de Eduardo Cunha no partido. Perderam essa briga lá atrás. Agora, com os filhos candidatos a governador — Renan Filho, à reeleição; e Hélder, a um mandato no Pará — fazem parte do grupo dos que dormem tranquilos à espera dos detalhes da delação do ex-presidente da Câmara.
Em partido dividido// “O João votou a favor do Aécio!”, comentou um político na reunião do PSB. “Como é que o Capi faz isso?!!”, pergunta outro. “Foi o João Alberto que votou!”, explica o primeiro. “Ah, mas o Capi também é João Alberto”. Eis que um terceiro arruma a casa: “Então, para que ninguém mas confunda: O João Alberto, aliado de Sarney, fica João Alberto. E o João Alberto Capiberibe, do PSB, vira Capi. E o Capi votou contra o Aécio no Conselho de Ética, ok?”. Foi o único consenso da última reunião do PSB.
A galera pede// Se dependesse apenas dos eleitores paranaenses, Deltan Dallagnol (foto) seria senador. Ele lidera um levantamento da Paraná Pesquisas com 29%. Só tem um probleminha: Deltan tem dito que não é candidato. Os colegas dele no Ministério Público pressionam. Dizem que é preciso alguém de dentro e com moral na opinião pública para defender os procuradores no Parlamento. Seria um Demóstenes com final feliz, apostam os colegas de Deltan.
Integrantes do PMDB do Rio de Janeiro apostam que o parecer de Sergio Zveiter será no sentido de deixar a conclusão para juízo de cada deputado, sem mencionar claramente se deve haver arquivamento ou autorização para que prossiga a investigação contra o presidente. E, sabe como é, se com a letra da lei a interpretação dos juízes, invariavelmente, é divergente, imagine num parecer sem direcionar a decisão a tomar. Essa era uma das brechas desenhadas ontem e que dava a Michel Temer mais esperanças de se salvar, apesar de todos os movimentos de setores do PSDB e do DEM em sentido contrário.
O que não é de César
Nesse período de análise da denúncia contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça, os aliados de Rodrigo Maia aproveitam para tentar acalmar o mercado sobre uma possível influência do ex-prefeito do Rio César Maia na economia. “O pai de Rodrigo não vai apitar”, dizem, em alto e bom som, lembrando que a equipe econômica não muda. Até porque, se aprovada a investigação, Michel Temer será “presidente afastado”, por seis meses, para responder o processo. Portanto, a equipe não sofrerá alteração.
Marido da sogra é parente
A coluna publicou ontem, com exclusividade, que aliados de Rodrigo Maia carregam cópia da Súmula Vinculante 13, do STF, como argumento para provar que o deputado trocará a turma palaciana se assumir a Presidência da República. Pois bem. Ontem, Rodrigo afirmava que Wellington Moreira Franco não era seu “sogro” e sim casado com a sogra. Ocorre que a “súmula do nepotismo”, como é conhecida a 13, veda também a nomeação de parente por “afinidade”. Dizem os parlamentares especialistas em direito constitucional que é justamente esse o caso em questão.
Ponto de corte, visão tucana
A votação da reforma trabalhista no Senado é considerada a data-limite da parceria do PSDB com o governo do presidente Michel Temer. Se ele não tiver condições de mostrar capacidade para tocar as outras reformas — e uma parcela dos tucanos considera que não tem —, o partido deixará o governo.
Ponto de corte, visão governo
A seus mais fiéis escudeiros, o presidente Michel Temer tem dito que mantém o PSDB no governo porque os ministros têm ajudado nas reformas e, com a trabalhista prestes a ser votada, não há meios de criar mais agitação na base. Porém, a pressão para que o presidente troque logo os tucanos cresce por hora.
A bronca da presidente
A nova presidente do PT, Gleisi Hoffmann, mandou o seguinte recado aos integrantes do partido: não tem nada que negociar a troca de Michel Temer por Rodrigo Maia. “Isso é seis por meia dúzia”, tem dito a petista em todas as conversas. Ela está disposta a manter o partido no viés de esquerda, sem concessões.
CURTIDAS
No cravo…/ Os aliados do presidente Michel Temer viram como um gesto de lealdade a declaração de Rodrigo Maia sobre não ter recesso antes de a Casa decidir o futuro de Temer.
… Na ferradura/ Chamou, porém, a atenção o fato de o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) ter sido o único numa reunião da base aliada a defender que a Comissão de Constituição e Justiça deveria ouvir Rodrigo Janot antes de decidir se autoriza ou não o prosseguimento da investigação contra o presidente Michel Temer.
Por falar em Maia…/ Como já foi dito aqui, Rodrigo Maia tem que acender uma vela para Eduardo Cunha: não fosse a insistência do então presidente da Câmara em fazer de André Moura líder do governo no início da gestão Temer, Rodrigo não seria hoje presidente da Casa, com viés de alta para presidente da República. E agora tudo acontece, de novo, por causa da possível delação de Eduardo Cunha.
… E o Imbassahy, hein?/ Nos idos de novembro de 2016, o plano era fazer de Antonio Imbassahy (PSDB-BA) presidente da Câmara. Maia se articulou para ficar no cargo e venceu. Resta a Imbassahy (foto), hoje ministro da Secretaria de Governo, lembrar aos netos, conforme dizia ontem um senador: “Vocês estão com o vovô que quase foi presidente da República”.
Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já avisaram aos partidos da coalizão de Michel Temer que, em caso de uma derrota do peemedebista na Casa, os ministros palacianos serão os primeiros a serem substituídos. Em relação ao titular da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, sogro de Rodrigo, esses aliados do deputado do DEM trazem em seus celulares uma cópia da Súmula Vinculante 13, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina a substituição. Diz o texto: “A nomeação de (…) parente em linha reta, colateral ou por afinidade até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante (…) para o exercício de cargo em comissão ou de confiança em função gratificada na administração pública (…) viola a Constituição Federal”.
Cá entre nós: se a turma de Rodrigo Maia já anda com a cópia da súmula vinculante do STF, é sinal de que, embora o presidente da Câmara jure fidelidade a Temer, tem gente correndo léguas em nome de um novo ciclo de poder com a mesma base aliada que levou o PMDB ao comando do Planalto. E sem Moreira no primeiro escalão.
O que interessa
O fim da força-tarefa da Lava-Jato deixou os investigadores da Polícia Federal em alerta. Até agora, ninguém disse, por exemplo, o que será feito com toda a papelada e arquivos digitais que ainda estavam em análise. Há muito material que precisa ser objeto de cruzamento com fases antigas da operação. Se esses documentos ficarem dispersos ou inacessíveis, aí sim, será real o risco de desmonte das investigações de parte das apurações ainda em curso, especialmente as que envolvem políticos.
Fiéis protegidos
A perspectiva de delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha deixou os deputados em alerta. Há quem aposte que o peemedebista protegerá aqueles que ele ajudou financeiramente e que não o abandonaram quando da derrocada.
Se correr, o bicho pega…
Aliados do antigo Centrão (PP-PR-PTB) comentam nos bastidores que Michel Temer está demorando demais para reorganizar o governo sem o PSDB. Ocorre que, no Planalto, há quem diga que, se Temer tirar os tucanos, aí sim, a ala que apoia o presidente não terá mais compromisso com o governo.
… Se ficar o bicho come
O caso é que, se a ala tucana que emposta a voz em nome do afastamento do governo continuar falando sem que nada aconteça, os demais partidos da base vão achar que podem encorpar esse movimento sem consequências.
Sintoma
Ministros que há duas semanas não tinham se mexido para tentar ajudar o presidente Michel Temer passaram os últimos três dias dedicados a parlamentares. Sinal de que a coisa não está tão tranquila.
Coincidências/ A primeira viagem de Michel Temer como presidente efetivo, em setembro de 2016, foi para o encontro da cúpula do G-20, na China. Ele embarcou horas depois de ser empossado. Agora, com o pedido de afastamento prestes a ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, ele volta ao G-20.
Chegou mal/ Recém-criado, com um discurso de renovação da prática política, o Podemos começa a deixar suas estrelas sujeitas a explicações sobre atos de filiados. Ontem mesmo, o senador Álvaro Dias (foto), uma aposta para a Presidência da República, almoçava tranquilamente no restaurante do Senado, quando um servidor se aproximou e disse: “E aí, senador, seu partido mal começou e já tem um preso?”
Saiu-se bem/ O preso foi o prefeito de Bayeux (PB), Berger Lima, do Podemos, afastado do cargo depois de ser flagrado recebendo R$ 4 mil de um empresário. “Vamos resolver isso, o partido não tolera esse comportamento”, disse o senador. A ideia dos integrantes da legenda é expulsar o prefeito.
Se não correr…/ O Podemos brasileiro tem como base o PTN, que se aproveitou da popularidade do partido de esquerda espanhol e mudou de nome. Se demorar a afastar os enroscados da legenda, vai virar “prendemos”, isso para usar uma expressão que pode ser lida pelas crianças. Em conversas reservadas, os políticos têm usado expressões mais chulas… Por exemplo, citar o nome da legenda com “ph”, para se referir ao partido.
A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tem dito a alguns que o antecessor Rodrigo Janot pode ficar tranquilo, porque ela não pretende fazer uma devassa no trabalho dele. Ela pretende, sim, marcar diferenças entre os resultados de um e de outro. Na Lava Jato, por exemplo, Sérgio Moro já procedeu 76 condenações. No Supremo Tribunal Federal, até agora ninguém foi condenado. Ela vai partir para a cobrança de investigações e julgamentos com mais celeridade.
Em tempo: Dodge trabalha também com a perspectiva de ter que mostrar muito serviço em dois anos. É que muitos avaliam que o fato de ter sido escolhida por um presidente investigado torna difícil a perspectiva de recondução ao cargo. Se agradar demais o PMDB, ficará exposta como uma “engavetadora-geral”. Se for com muita gana de condenar os políticos, pode assustar alguns tal e qual Janot assusta hoje o partido comandante do Planalto. Nos dois casos, adeus recondução. Por isso, ela não irá nem tanto à terra, nem tanto ao mar. Apostará no equilíbrio.
Sem ato de ofício
A defesa de Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado terá como espinha dorsal o fato de não haver decisão administrativa do presidente que configure benefício direto ao grupo de Joesley Batista. Esse foi um dos temas que Temer tratou ontem com seus advogados. A outra frente, a política, será discutida hoje.
Furnas e CCJ, tudo a ver
Apesar de adiada, a substituição do presidente de Furnas, Ricardo Medeiros, virá, dizem aliados do presidente Michel Temer. Vai-se, entretanto, esperar mais alguns dias, para ver o que acontece na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. E o que uma coisa tem a ver com a outra? Furnas é ponto nevrálgico para o PMDB de Minas, do qual faz parte o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco, encarregado de indicar o relator da denúncia contra Michel Temer.
A volta do sigilo I
Os adversários do procurador-geral, Rodrigo Janot, vão insistir para que Raquel Dodge passe a adotar é o sigilo das delações premiadas, conforme prevê a lei. Alguns têm dito que Janot levantou o sigilo da delação de Delcídio do Amaral, por exemplo, apenas para que ele não tivesse como voltar atrás no acordo. A lei prevê que o sigilo de uma delação só pode ser suspenso com a concordância do delator.
A volta do sigilo II
Há quem diga que a retomada dos sigilos pode terminar por deixar que a população vá no escuro na eleição de 2018, especialmente, a respeito das novas delações que estão na fila. Nesse rol, está a de Antônio Palocci, do PT de Lula.
Ele tem a força
Raimundo Lira passou os últimos dias ao telefone, consultando os colegas sobre sua vontade de assumir o cargo de líder do PMDB. Apontado como o nome mais forte hoje para liderar a bancada, Lira será mais um aliado do ex-presidente José Sarney com posição de destaque dentro do partido.
CURTIDAS
A la Gilmar Mendes/ Ao se referir à futura procuradora–geral da República, Raquel Dogde, um colega dela de procuradoria saiu-se com esta: “É um Gilmar de saias”, no sentido de expor suas opiniões sem constrangimentos.
Ainda incomoda/ Quem acompanhou com uma lupa na disputa na PGR semana passada apontou como uma “burrice” do procurador Rodrigo Janot ter investido seu prestígio em Nicolao Dino. Dino já estava queimado desde a rejeição para o Conselho Nacional do Ministério Público.
Sem saída/ A avaliação de muitos, entretanto, é a de que, se Janot não tivesse colocado seu peso para sustentar Nicolao Dino, Raquel Dodge teria sido a primeira da lista. E tudo o que o procurador-geral não queria era dar a Michel Temer o gostinho de ter a preferida do PMDB na pole position.
Aécio, o retorno/ O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fará um discurso na terça-feira para marcar a volta e apresentar sua defesa aos colegas. Voltará ainda às reuniões da bancada. Quanto à presidência do partido, foi aconselhado a não fazer nenhum gesto imediato e trabalhar para que a retomada do comando tucano seja algo natural.
Mal o senador Aécio Neves reassumiu seu mandato, os peemedebistas colocaram na roda a atitude do presidente do Conselho de Ética, João Alberto, que arquivou o pedido de abertura de processo contra o tucano. Citavam esse movimento como um gesto amistoso do PMDB para com o PSDB. Agora, com Aécio de volta e o presidente Michel Temer ainda no trabalho de pular fogueira, os peemedebistas fazem chegar aos tucanos que é hora de o PSDB ter um gesto semelhante para com o presidente Michel Temer na Câmara.
Mercado futuro
Entre advogados e integrantes do Ministério Público, a concessão de liberdade a Rodrigo Rocha Loures foi vista como uma questão de estratégia. Agora, em casa, há quem diga que a descompressão levará o ex-deputado a cometer algum erro que termine por criar o tal “fato novo” capaz de levar a uma mudança dos ventos no plenário da Câmara.
Mercado atual
Estratégias à parte, há quem diga que o ministro Edson Fachin decidiu soltar o ex-deputado porque se viu isolado, depois que o ministro Marco Aurélio soltou todos os demais citados nas delações de Joesley Batista. Rocha Loures inclusive devolveu o dinheiro, entregou o passaporte e não tem antecedentes criminais.
Até aqui, tudo bem
Ninguém ligado a Rocha Loures menciona que ele partirá para a delação premiada. Porém, alguns procuradores esperam que a convivência com a família, especialmente, a mulher, no final da gravidez, podem levar o ex-deputado a rever essa decisão.
Trabalhista passa
Depois da vitória na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a aposta dos líderes aliados ao presidente Michel Temer é a de que a reforma trabalhista será aprovada por um placar bem acima dos 50 votos. Os mais otimistas sugerem algo entre 58 e 61 votos.
Já a Previdência…
Embora o placar previsto pelos mais otimistas seja suficiente para aprovar a reforma previdenciária, não dá para fazer qualquer aposta. Hoje, o assunto está na Câmara como paciente terminal, desenganado pelos médicos.
PT versus ex-PT/ Quando petistas e ex-petistas resolvem debater, invariavelmente, pega fogo. Ontem, não foi diferente. Cristovam Buarque compareceu ao plenário, atendendo a um pedido de Paulo Paim (PT-RS), para debater a reforma trabalhista e viveu um embate flagrado apenas pela repórter Natália Lambert, do Correio.
PT versus ex-PT 2/ A rusga começou quando Cristovam tentou defender a intrajornada de trabalho — a redução do intervalo de almoço para meia hora prevista no projeto. “A sua linha de raciocínio me lembra o tempo dos escravocratas”, rebateu Paim. A comparação irritou Cristovam. “Não me confunda com esse tipo de gente. O senhor sabe pelo que eu luto. E eu luto para completar a abolição da escravatura que ainda não foi completada.”
PT versus ex-PT 3/ Cristovam foi além: “Quando falo que tem que ter dinheiro para escola, e não para estádio, o senhor defende o contrário. Como o seu governo fez neste país”. Paim estrilou: “Governo que vossa excelência fez parte”, lembrou.
PT versus ex-PT 4/ A partir daí os ataques foram para o lado pessoal: “Fiz parte sim e saí”, disse Cristovam. “Saiu porque foi posto na rua”, respondeu Paim ao lembrar que Cristovam foi demitido por Lula. “Fui posto para rua com muito orgulho, senador. Agradeço a Deus”, falou Cristovam. “E depois traiu sua presidenta”, acusou Paim. “Vou embora porque não dá para debater com vossa excelência. Achei que o nível seria outro (…) O senhor está muito agressivo”, falou Cristovam. A TV Senado perdeu essa. Como a sessão não foi oficialmente aberta, não houve transmissão. Naquele momento passava na tevê um discurso antigo da senadora Fátima Bezerra (PT-RN).
O presidente Michel Temer está disposto a enfrentar logo o pedido que o ministro Edson Fachin encaminhou ao Congresso. Todo o movimento no governo será no sentido de fechar o semestre com o pedido de investigação recusado na Câmara dos Deputados, um objetivo hoje com alta probabilidade de ser atingido. Temer quer votar logo para que não incorrer no que considera um erro (seria mais um): deixar o país parado até agosto esperando a votação.
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Quanto a outros processos que fatalmente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, colocará na roda, a estratégia muda. Aí sim, dizem aliados de Temer, será hora de esperar para votar todos de uma vez. Afinal, Janot tem mais dois meses no cargo. Portanto, se quiser investigar Temer, terá que oferecer as denúncias ao Supremo Tribunal Federal em agosto, quando o Judiciário volta do recesso.
Sem reforço
A Força Sindical não engrossará a greve geral convocada pela CUT para amanhã. “Greve é para negociar e o governo abriu negociação ao mencionar uma medida provisória para corrigir os erros da reforma trabalhista.”
Suspense palaciano
O terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete do presidente Michel Temer, parou para assistir ao pronunciamento em que Renan Calheiros anunciou que se afastaria do cargo de líder do PMDB. Quando terminou, muitos ficaram aliviados. Renan se ateve a um discurso semelhante ao que vem fazendo há meses.
Doria e o Bolsa Família
O empresariado do DF saiu do almoço com o prefeito de São Paulo, João Doria, bastante empolgado com a forma destemida e corajosa com o que o prefeito aborda assuntos considerados intocáveis, inclusive o Bolsa Família. “Sou contra programas assistencialistas. Não é com isso que se resolverá os problemas sociais no Brasil, e sim com educação, saúde e emprego”, disse o prefeito, provocando aplausos na plateia e comentários do tipo, “meu presidente!”
Por falar em Doria…
A conversa dele ontem com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, girou em torno de programas de São Paulo que deram certo — caso do corujão da saúde, por exemplo, para exames, que usa a estrutura ociosa de hospitais privados à noite — e o do licenciamento de empresas no DF, que terminou implementado em São Paulo.
… Ele está de olho no PSB
O PSB é hoje um parceiro dos tucanos em São Paulo, tem o vice-governador, Márcio França. Há quem diga que nada impede a busca dessa parceria no DF, num futuro próximo. Ainda que Doria tenha participado de jantar ontem na casa do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), pré-candidato a governador, 2018 é visto como algo em aberto pelo prefeito paulistano e pelo comando nacional do partido.
CURTIDAS
E o “branco” ficou em segundo/ Por pouco, o voto em branco não empata com Nicolao Dino na eleição para compor a lista tríplice de indicados ao cargo de procurador-geral da República. Foram 605 votos em branco e 621 para Nicolao Dino. Sinal de que muitos não quiseram correr o risco de deixar o seu candidato preferido fora da lista e votaram num único nome.
[FOTO2]
Lá e cá/ Michel Temer não foi o primeiro a escolher o segundo nome da lista tríplice da Procuradoria-Geral da República, no caso, Raquel Dodge. O governador do Maranhão, Flávio Dino (foto), irmão do procurador Nicolao Dino, havia escolhido o segundo mais votado da lista da procuradoria do estado. Agora, Temer poderá dizer que apenas seguiu a “jurisprudência” da família Dino.
Só pensa naquilo/ Em reunião sobre reforma política esta semana, cada um dizia o que queria, distritão, voto distrital misto e lá vai. Eis que, de repente, segundo contou um parlamentar, o senador Hélio José (PMDB-DF) saiu-se com esta: “Eu quero é o meu SPU”. Referia-se ao cargo que perdeu na Secretaria de Patrimônio da União.
Sem volta/ Garibaldi Alves (PMDB-RN) avisou de antemão que não comparecerá à reunião de despedida de Renan Calheiros do comando da bancada. Vai apenas na hora de eleger no novo líder. O mais cotado é o senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Veja detalhes nos posts abaixo.
Nicolao Dino pode se preparar. Desta vez, o mais votado da lista tríplice da Procuradoria-Geral da República não assumirá o cargo de procurador-geral. No Planalto, a análise é de que o desgaste do presidente Michel Temer é de tal monta que respeitar a lista ou não será indiferente. Se for para escolher alguém dos três candidatos, ficará com Raquel Dodge. A indicação, entretanto, não deve demorar. Tudo para ver se transforma Rodrigo Janot em rei posto.
Na boca das
excelências
Nenhum deputado pareceu surpreso diante da comparação que Michel Temer fez ao citar que acusá-lo de receber os R$ 500 mil de Rocha Loures seria o mesmo que dizer que o ex-procurador Marcelo Miller dividiu os milhões que ganhou do grupo JBS com o “chefe” (Rodrigo Janot). Entre os parlamentares, muitos mencionavam isso à boca pequena há, pelo menos, três semanas.
Sentiu o golpe
A nota que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou ontem no fim da tarde foi vista no Planalto como um sinal de que Michel Temer conseguiu, finalmente, colocá-lo na defensiva.
Duelo em curso
Mal Michel Temer acabou seu pronunciamento ontem, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ingressou com uma ação de inconstitucionalidade contra a lei que regulamenta a terceirização. É cada um jogando com as armas que tem.
Imagina na Copa!
Se a reforma trabalhista, proposta que exige maioria simples, está dando tanto trabalho para o governo entre os senadores, a previdenciária tende a ficar em banho-maria. Pelo menos, até 2019. Os deputados só querem votar a emenda da Previdência quando houver clima para aprová-la no Senado.
Contágio
eleitoral
O senador Eduardo Braga, candidato a governador do Amazonas, aproveitará hoje a leitura de seu voto em separado na reforma trabalhista para reforçar as críticas ao governo Temer. “O que tem se verificado é a completa submissão do trabalhador aos interesses do empresariado”, diz.
É o chefe da conspiração contra
o país. Merecia o impeachment!”
Do ex-presidente do PFL Jorge Bornhausen, referindo-se ao
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, engrossando o coro dos governistas
House of Brazil/ Deputados comparavam ontem a famosa série House of cards com a realidade da política nacional. Na ficção, Frank Underwood parece planejar tudo a seu favor. No dia a dia em Brasília, está tudo na base do improviso.
Duelo/ Depois de Michel Temer versus Rodrigo Janot, foi a vez de Renan Calheiros (foto) puxar o sabre contra o líder do governo, Romero Jucá: “O erro do presidente Temer foi pensar que poderia governar o Brasil influenciado por um presidiário de Curitiba”. Jucá não respondeu.
E a galera deliiiiraaaa!/ Há tempos, Renan Calheiros não era tão elogiado pela oposição. O líder do PT, Lindbergh Farias, se referiu a Renan como um dos maiores líderes da Casa. Randolfe Rodrigues, da Rede, idem.
Questão de ângulo/ Sempre atentos ao cenário, alguns fotógrafos ontem no Planalto buscavam um quadro que não aparecesse quem estivesse respondendo a algum imbróglio na Justiça. Difícil. Na plateia de parlamentares que assistiu in loco ao pronunciamento de Michel Temer, a maioria tem contas a acertar ou se sente perseguido pelo Ministério Público.
O maior receio do Planalto hoje é o Supremo Tribunal Federal (STF) demorar a enviar a denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer para a Câmara dos Deputados, a ponto de comprometer a intenção do governo em resolver essa “pendência” antes do recesso de julho. Porém, se ficar para agosto por causa da pausa no Judiciário, vai atravessar o calendário político de preparação para o período eleitoral. Isso, obviamente, gera mais dificuldades para tirar o presidente da enrascada provocada pela delação de Joesley Batista. Arrisca, inclusive, desacelerar ainda mais a economia.
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Por essas e outras, essa semana começará um movimento para que o STF não entre em recesso sem encaminhar tudo para o Congresso. Nas conversas políticas, há quem diga que não dá para os “togados” e os parlamentares saírem de férias deixando o país em suspense.
Loures e o resto
Entre os argumentos dos deputados que trabalham votos pró-Temer na CCJ está o fato de Rodrigo Rocha Loures não apresentar nada contra o presidente. Loures é considerado no meio político o único capaz de provocar um “fato novo” e, por tabela, a queda do atual governo.
O que move os tucanos
Em suas conversas mais reservadas, os tucanos têm revelado a certeza de que o PMDB, ainda que Michel Temer sobreviva, não apoiará o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República e nem o prefeito paulistano, João Doria. O acordo do partido era com o senador Aécio Neves, que saiu da fila.
Sai pra lá!
O PR ligado a Valdemar da Costa Neto não quer Jair Bolsonaro no partido, porque não deseja apostar no incerto para 2018. Ainda que Bolsonaro se apresente bem nas pesquisas, os parlamentares acreditam que o deputado é meio Russomanno: vai bem até um pedaço, mas não leva.
O Hezbollah e o PCC
Relatório apresentado em maio pela Foundation for the Defense os Democracies acendeu o alerta vermelho por aqui. O instituto, com sede nos Estados Unidos e diversas pesquisas sobre democracia, política e terrorismo, aponta o mercado ilegal de tabaco na América Latina como fonte adicional de renda do Hezbollah e o PCC como parceiro comercial do grupo.
De véspera/ O prefeito de São Paulo, João Doria (foto), desembarca amanhã em Brasília para uma rodada de conversas com o empresariado local. Talvez por isso, aliados de Geraldo Alckmin digam desde já que o governador é o candidato natural à Presidência da República no ano que vem.
De antevéspera/ No PT, a ordem é fazer a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva como se a condenação do
ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e os casos envolvendo o ex-presidente fossem assuntos de Marte. Ninguém vai entregar os pontos.
Por falar em entregar os pontos…/ No governo de Michel Temer, a disposição de permanecer no Planalto é semelhante ao ânimo de Lula em se manter candidato.
A culpa é do Eduardo!/ Em conversas reservadas, peemedebistas debitam na conta de Eduardo Cunha o fato de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ser o nome para substituir Michel Temer. É que estava tudo pronto para que Maia fosse líder do governo na Câmara. Cunha insistiu em André Moura, do PSC. Rodrigo terminou acima de Moura, de Eduardo e pronto para assumir o Planalto.

