Após elogiar Wassef publicamente, Flávio precisará mudar estratégia de defesa

CPI Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
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Ao enfatizar a “lealdade e competência ímpares e insubstituíveis” de Frederick Wassef, e dizer que o advogado largou a defesa porque quis, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) põe os dois pés na presença de Fabrício Queiroz na casa em Atibaia.

Vaca no brejo 

A forma de o filho 01 do presidente se eximir de qualquer relação com Queiroz, contam seus aliados, era alegar que Wassef havia quebrado a confiança entre advogado e cliente. Agora, ao dizer por escrito em suas redes sociais que não queria substituir o advogado, o senador terá que buscar outro caminho.

Distanciamento social

A tentativa de recuperar essa situação será o depoimento de Flávio pedido pelo novo advogado, Rodrigo Roca, como forma de mudar o rumo da prosa de Fred Wassef. Apesar da “lealdade e da competência” de Wassef serem consideradas insubstituíveis por Flávio, a distância é a ordem do momento.

Espera decantar

Dentro do Congresso, os líderes que ficarão responsáveis por dar aquela força a Flávio quando voltarem as sessões presenciais do Senado estão inseguros. Enquanto não se tiver clareza sobre o que Fabrício Queiroz e seus parentes vão falar sobre o parlamentar e o desvio de salários de assessores do gabinete, as “rachadinhas”, não dá para montar uma estratégia política firme de defesa.

Nome técnico, cotado para Educação terá o desafio de montar equipe sem nomes do Centrão

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A indicação de Renato Feder para o Ministério da Educação tira mais um posto da ala ideológica, abrindo espaço para um perfil mais técnico e com experiência em ensino a distância.

O perigo é escolher um ministro do setor de educação e entregar os cargos do segundo escalão para o Centrão acomodar seus apadrinhados. Dentro do governo, há quem esteja preocupado com essa abertura.

Caberá ao novo ministro, porém, pedir ao presidente uma certa carta branca para montar a sua equipe e Jair Bolsonaro aceitar. Na Saúde, Nelson Teich, o breve, não teve essa sorte.

Centrão quer isonomia

Embora o ministro das Comunicações, Fábio Faria, deputado pelo PSD, seja escolha pessoal de Bolsonaro, tem partido do Centrão que está com ciúmes por causa da indicação de Feder para a Educação. É que o fato de ocupar a secretaria de Educação do Paraná, governado por Ratinho Júnior (PSD), é visto como mais um cargo para o partido.

Davi, o imbatível/ Avaliação dos senadores é a de que não tem para ninguém. Se Davi Alcolumbre (DEM-AP) puder ser candidato à reeleição para comandar o Senado por mais dois anos, ganha. Não de lavada, mas com alguma folga.

A retomada da reforma…/ Em live sobre a reforma tributária, o presidente da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), Rodrigo Spada, defendeu a necessidade de colocar a mudança nos tributos como a prioridade para o pós-pandemia da covid-19. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), calcula que esteja tudo pronto para votação a partir de agosto.

…sob novos parâmetros/ A diferença é que, agora, os estados e municípios estarão mais unidos. Em live do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), o economista José Roberto Afonso (foto) lembrou que nunca os governadores estiveram tão juntos nas discussões dos temas. Antes era guerra fiscal. Agora, a dificuldade e a falta de coordenação federal da pandemia permitiram esse diálogo, que pode ser aproveitado para a discussão da reforma tributária.

Quem vai à praia e ao shopping…/ …pode perfeitamente ir votar em outubro. Ainda não há um consenso na Câmara sobre o adiamento das eleições municipais deste ano para novembro. Em especial, neste momento em que a população começa a relaxar as medidas de distanciamento social.

Centrão sela paz interna, mas não inclui Presidência da Câmara nela

Centrão Bolsonaro
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Líderes dos partidos do Centrão fizeram uma reunião, na semana passada, a fim de elencar os cargos passíveis de pedidos ao governo federal. A ideia de fazer uma lista conjunta foi para distribuir as solicitações, de forma a evitar disputas entre eles, que possam enfraquecer a força do grupo na hora de mostrar serviço ao Planalto.

De quebra, ainda selaram um compromisso de não se deixar manipular pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que revelou em recente entrevista à revista Veja que fazia testes com os políticos, exonerando apadrinhados, apenas para que o “padrinho” o procurasse reclamando. Os partidos não gostaram do tratamento e, até hoje, há muitos chateados com a fama de fisiológico.

Em tempo: a pacificação, porém, ainda não inclui a corrida pela Presidência da Câmara. Nessa seara, até o momento, vale o cada um por si.

As férias de Weintraub

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub terá que sair dos Estados Unidos a fim de obter o visto que lhe permita trabalhar no Banco Mundial. Mas não precisará voltar ao Brasil. Basta providenciar a papelada em qualquer embaixada americana no mundo afora.

Saneamento em debate I

Os líderes do governo passam o fim de semana contando votos para tentar aprovar, nos próximos dias, o novo marco regulatório do saneamento. No momento, não há consenso. Uma parte dos congressistas deseja adiar a votação porque, nesse momento de retração econômica global, há o risco de venda abaixo do valor.

Saneamento em debate II

Porém, o argumento dos governistas é forte, uma vez que, se aprovado hoje, ainda vai demorar muito tempo para o governo poder realizar as concessões. E o Brasil tem pressa m resolver esse problema que se arrasta há anos.

A culpa…/ Bolsonaristas passaram a disseminar, ontem, no WhatsApp, que, se “rachadinha” (desvio de salário de servidores) é crime, o estatuto do PT é criminoso, porque obriga os filiados a destinarem uma parte do salário ao partido.

…dos outros/ Também circulou em vários grupos a lista daqueles deputados estaduais que tiveram os gabinetes na Alerj acusados de desvio de recursos dos servidores. Entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, André Ceciliano (PT), e o ambientalista Carlos Minc (PSB).

Visão do aliado/ O senador Major Olímpio (PSL-SP) saiu-se com esta no Twitter: “Que a vaca já foi para o brejo é certeza. Agora, falta saber a distância do brejo e a velocidade da vaca”.

Porta da esperança/ Além do setor agropecuário, é na área de infraestrutura que o presidente Jair Bolsonaro espera ter condições de recuperar prestígio e votos. Dali, virão a retomada e ampliação da malha ferroviária, além de empregos. Tudo coordenado pelo ministro Tarcísio de Freitas. Aliás, a ordem entre os ministros é tratar de manter o foco no trabalho e todos repetem, com razão, que o caso Fabrício Queiroz nada tem a ver a administração do governo federal.

Irritado, Wassef lembra aos Bolsonaros que tem nove procurações da família

Frederick Wassef
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O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) está em xeque-mate. Ao decidir trocar de advogado, conforme revelou o Blog da Denise, na sexta-feira, o senador deixa Frederick Wassef à deriva e irritado. O advogado fez chegar à família uma mensagem: que não se esqueça de que ele é portador de nove procurações dos Bolsonaros, representando, além de Flávio, Carlos e o próprio presidente Jair Bolsonaro.

Sem controle

Parte dos aliados do presidente entendeu ainda como outro recado de Wassef aos Bolsonaros o fato de ele dizer que nunca falou com Queiroz e que não é o “anjo” — seu apelido e nome dado à operação que prendeu Queiroz em seu escritório em Atibaia. As declarações foram dadas à repórter Catia Seabra, da Folha de S.Paulo.

Aumento da covid-19 no DF preocupa Senado e Ibaneis, mas vira alívio para Flávio Bolsonaro

covid-19 no DF
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Com poucas UTIs disponíveis no Distrito Federal em hospitais frequentados por senadores e o aumento de casos da covid-19, a cúpula do Congresso começa a cogitar a hipótese de só retomar as sessões presidenciais em agosto. A data inicial era 15 de julho, porém, com o crescimento no número de casos da doença, a administração da Casa está com receio de retornar com os trabalhos no plenário e nas comissões.

O problema é, de repente, um senador correr o risco de precisar de UTI e não encontrar um leito disponível. Na seara política, quem conversou com o governador Ibaneis Rocha, sempre atento aos números, disse que ele também está preocupado e não descarta voltar com medidas de maior restrição de circulação.

Flávio Bolsonaro

De acordo com o cronograma em debate no Congresso, o Conselho de Ética do Senado só deve voltar a funcionar quando a Casa retomar as sessões presenciais. Significa que o senador Flávio Bolsonaro ainda terá até agosto — o mês da “bruxa solta” na política — para administrar a crise deflagrada com a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz na casa do advogado Frederick Wassef, que atende ao filho 01 de Jair Bolsonaro.

Onde mora o perigo

O receio de experientes juristas em relação ao futuro do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é de que as investigações apresentem algo que caracterize obstrução de Justiça. É o único ponto que pode resultar em abertura de processo no Conselho de Ética, porque estaria diretamente relacionado ao período do mandato atual do parlamentar.

Inclua-o fora dessa, “talkey”?

Até aqui, o senador Flávio Bolsonaro não tirou o pai do olho do furacão do caso Queiroz. Ao contrário. O tempo todo tem dito que tudo é feito por perseguição política para atingir o presidente Jair Bolsonaro. O desconforto do governo com essa situação é grande. O momento é de proteger o presidente da República.

Contradições expostas

A oposição vai explorar: se não há nada de errado com a movimentação financeira de Fabrício Queiroz, e foi tudo mesmo decorrente de compra e venda de carros, não haveria motivos para a fuga da mulher dele.

Peça-chave

A presença da cúpula jurídica do governo numa reunião presencial com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, foi para criar uma outra ponte com aquele que pediu vista no processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral contra a chapa Bolsonaro/Mourão. Conforme alertou a coluna há alguns dias, Moraes é, hoje, o elo entre o processo das fake news e a ação no TSE.

Se quiser, multa/ Todas as imagens do advogado Frederick Wassef na posse do ministro das Comunicações, Fábio Faria, mostram que ele estava sem máscara num evento público. A ausência da proteção no DF está sujeita a multa de R$ 2 mil.

Por falar em Wassef…/ Nas rodas de Brasília, mudou o slogan. O tal “onde está Queiroz” agora é “onde está Wassef?” O advogado não deu qualquer declaração nas primeiras 24 horas
pós-prisão do ex-assessor.

Afastamento/ O presidente Jair Bolsonaro decidiu seguir o conselho de amigos e manter distância de Wassef. Isso significa, inclusive, buscar um novo advogado para Flávio. A avaliação é de que o defensor não conseguiu buscar provas capazes de levar a Polícia Federal a uma linha forte de investigação sobre a hipótese de que Adélio Bispo não agiu sozinho quando esfaqueou o presidente. E, agora, com a prisão de Fabrício Queiroz numa casa de Wassef, a relação se tornou insustentável.

Fato positivo e animador/ O Sistema de Saúde Hapvida comemora, com razão, a cura de quase 8 mil pacientes vítimas da covid-19, internados em várias de suas unidades, em todo o país, e que, agora, já estão em casa, em franca recuperação. De fato, há motivos para festejar. O sistema atende, em sua maioria, pessoas que vivem nas regiões Norte e Nordeste, locais mais afetados por esse vírus devastador.

Bolsonaro é aconselhado a se afastar do caso Queiroz, de Flávio e de Wassef

Bolsonaro
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A prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, coloca o senador Flávio em xeque e o presidente obrigado a deixar que o filho tome distância regulamentar do Planalto, a fim de evitar que o caso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contamine a esfera federal e desgaste ainda mais o presidente. Pelo menos, esse foi o conselho que o presidente recebeu dos seus. Deixar que Flávio administre o caso, preservando o pai e o governo.

A dúvida entre aliados é se o presidente terá equilíbrio emocional para ficar totalmente longe desse tema, deixando que Flávio siga o seu destino. Todas as situações que envolvem os filhos deixam o presidente pra lá de irritado e muitas vezes fora de si.

Nessa quinta-feira (18/6), por exemplo, ele reclamou muito de que houve uma prisão “espetaculosa” envolvendo o ex-assessor de Flávio e de que não teria havido nada em relação a outros assessores de outros deputados estaduais com problemas semelhantes. “Que prendam o Queiroz, mas cadê os outros?”, cobrou. A raiva era tanta que o presidente teve dificuldades de cuidar de outros assuntos.

Sai daí rapidinho

Os generais querem o presidente longe de Frederick Wassef, o advogado que hospedava Fabrício Queiroz. Ou o presidente se descola do amigo, a fim de deixar que Frederick e Flávio cuidem desse assunto, ou o tema continuará pairando sobre o governo.

Izalci volta ao tabuleiro

A saída de Abraham Weintraub fez crescer os olhos dos aliados do presidente Jair Bolsonaro. Na área, entram os nomes do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) e do presidente da Comissão de Educação do Senado, Dario Berger (MDB-SC). Os senadores ainda não têm um ministério para chamar de seu.

Tem um senão

O primeiro suplente de Izalci, Luiz Felipe Belmonte, é aliado do presidente, vice-presidente do Aliança pelo Brasil, e, no início da semana, passou pelo constrangimento de ser alvo da operação Lume, destinada a investigar o financiamento de manifestações que pregaram o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal com ameaças aos ministros. O segundo suplente, André Felipe, também viu seu nome envolvido numa operação da Polícia Federal no Pará, sobre a compra de respiradores.

Depois de Weintraub…

Quem vai para a prancha por onde os ministros se dirigem ao mar é… O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Ele é considerado bom de papo, alegre, porém, termina contando a um partido ou deputado o que o outro recebeu. Assim, o apetite da galera cresce e as reclamações sobre ele, também.

Ele é o Paulo de hoje/ O fato de Fabrício Queiroz ter ligado primeiro para a filha levou muitos tarimbados dos tempos da Lava-Jato a pensar que o ex-assessor de Flávio vive a mesma situação vivida no passado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. À hora que a investigação colocou os filhos na roda, ele decidiu delatar.

Os riscos/ No Congresso, começa a pressão para que os conselhos de ética da Câmara e do Senado voltem a funcionar logo, em horários alternativos ao plenário.

Cada um no seu quadrado/ No Senado, o alvo da oposição é Flávio. Na Câmara, há uma montanha de processos sobre deputados bolsonaristas, por causa das fake news. Por sinal, as investigações continuarão a pleno vapor no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme decidido ontem por 10 a um.

Bolsonaro ignorou texto de paz institucional durante discurso de posse do novo ministro

Bolsonaro e PF
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A presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, na posse do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, foram previamente acertadas para demonstrar todo um esforço dos Poderes em superar a crise política. O discurso do presidente Jair Bolsonaro, entretanto, saiu um pouco do script, mas ficou no limite do que havia sido combinado.

Entre assessores, havia a expectativa de que ele lesse o texto enfático em prol da paz institucional, escrito a várias mãos. Bolsonaro, porém, optou por falar de improviso, pinçando parte do que havia sido produzido em conjunto com alguns trechos que ele colocou. Por exemplo: discordar de certos aspectos da Constituição e, de quebra, dizer que o povo manda nas instituições. No STF, o norte é a Constituição. É bom todos irem se acostumando.

Distanciamento urgente

Bolsonaro defendeu os parlamentares que o apoiam e estão sob suspeita de financiar movimentos radicais. Mas seus aliados são unânimes em afirmar que ele não fará qualquer gesto de apoio a Sara Giromini (vulgo Sara Winter) e à trupe intervencionista. Há quem diga, inclusive, que o grupo 300 do Brasil não pode nem sequer ser chamado mais de “bolsonarista”.

Weintraub na porta de saída…

… E o Centrão forçando a porta de entrada. O presidente só não demitiu ainda o ministro da Educação, Abraham Weintraub, porque procura um substituto. Os partidos sonham com mais um parlamentar no primeiro escalão, mas os integrantes do “bolsonarismo raiz” consideram que a área é estratégica e precisa de alguém da ala ideológica.

A hora do Parlamento

A continuidade do inquérito das fake news serve de motor para que o Parlamento tente buscar um consenso dentro da lei de combate a esse tipo de postagem nas redes sociais. Até aqui, a polêmica é grande, mas a tendência é aprovar uma lei nesse sentido, antes de aberta a temporada de campanhas municipais.

Para não dizer que não falaram de flores

O slogan do Plano Safra deste ano chamou a atenção: “O florescer de uma nova colheita”. É ali que o governo jogará a maioria das fichas para tentar se afastar da crise econômica e, com isso, amenizar o clima político. A chave do sucesso, avaliam alguns, está no agro.

Argumentos fortes/ O voto do ministro Alexandre de Moraes, citando mensagens que incitam o estupro e o assassinato de parentes de ministros, foi visto como o mais forte no sentido de criar convicção sobre a necessidade de manutenção do inquérito das fake news.

Aldo x Olavo I/ Aldo Rebelo, que já comandou vários ministérios, inclusive o da Defesa, decidiu responder aos ataques que recebeu do escritor Olavo de Carvalho, que o chamou de antipatriota. Os dois se conhecem desde 2000 e já travaram debates respeitosos no passado, a ponto de Aldo ter recebido de Olavo um livro de Schoppenhauer, Como vencer um debate sem precisar ter razão. A dura fala termina assim: “Patriota de falsa bandeira, trabalha para dividir o Brasil. Você não engana ninguém, Olavo. Respeite os patriotas que ficaram no Brasil”.

Aldo x Olavo II/ “Por reciprocidade. Vou pôr em dúvida o patriotismo de Olavo. Quero saber o que um patriota faz na Virgínia, há 15 anos, quando o Brasil passa por dificuldades. Quero saber quem sustenta, a que interesses ele serve”, diz Aldo, perguntando em vídeo onde estava o professor, quando o país debatia lei de biossegurança, código florestal, base de Alcântara… “Você não fez um pio, ficou calado. Você estava aí, na Virgínia, guardado, protegido e protegendo interesses que não eram os do Brasil”.

Procuradores por Bia/ Procuradores do Distrito Federal divulgaram nota de apoio e solidariedade à deputada Bia Kicis (PSL-DF). Ao final, mandam um recado aos responsáveis pelo inquérito. Dizem que esperam uma investigação feita de forma transparente, “observando os estritos limites da legislação e respeitando o contraditório e a ampla defesa”.

Operação contra aliados pode ser usada para Bolsonaro negar que há interferência na PF

limão em limonada
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Até aqui, muita das reclamações dos deputados sobre o inquérito das fake news era de que não havia a participação da Procuradoria Geral da República. Esse argumento caiu por terra com a Operação Lume, dentro do inquérito dos atos antidemocráticos que pregam o fechamento dos Poderes Legislativo e Judiciário. Nela, tudo foi feito a pedido do Ministério Público, inclusive a quebra de sigilo dos parlamentares.

Reclamações dos deputados à parte, aliados do Palácio do Planalto querem transformar o limão em limonada. Tratam a ação como mais uma prova de que a troca na Polícia Federal não resultou em interferência nos trabalhos dos policiais — isso porque o presidente Jair Bolsonaro não foi informado com antecedência da Lume, que constrange justamente os aliados e o vice-presidente do Aliança pelo Brasil, Luís Felipe Belmonte. O que fez mal para alguns, pode ser a senha para que Bolsonaro se defenda no processo de interferência da PF.

Mantenha distância

Ainda que o partido tenha os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, e o do Congresso, senador Eduardo Gomes, o MDB não embarcará com os dois pés no governo. Por isso, desde que Osmar Terra foi cogitado para assumir o Ministério da Saúde, o partido avisou que não seria da sua lavra. A ordem é ficar independente para atuar como achar melhor.

Muito além dos inquéritos

O presidente Jair Bolsonaro foi aconselhado a aproveitar as solenidades de hoje para detalhar o trabalho do governo e mostrar que tem projeto. O ponto alto, sob o aspecto econômico, será o lançamento do Plano Safra. Se fizer um discurso raivoso por causa das investigações em curso contra seus apoiadores, jogará na tensão e não na recuperação da economia, que le tanto prega.

Muito além de 300

O foco, segundo apoiadores, tem que ser agora no sentido de ampliar a convicção do mercado de que o governo tem condições de liderar a retomada quando a pandemia passar. Até aqui, a percepção geral é a de que o Executivo central não soube administrar a crise de saúde pública. Se a população perder a percepção de que o governo administra a economia, será difícil manter apoio. Nesse caso, há quem diga que, se sobrar o grupo dos 300, será muito.

A outra eleição

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, começa esta semana a sentir o pulso dos líderes em relação à disputa pela sua sucessão. Por enquanto, é só aquela conversinha despretensiosa mesmo.

Vem pressão/ Os partidos começam a cogitar o adiamento das convenções partidárias para escolha de candidatos, que podem ocorrer entre 20 de julho e 10 de agosto. Especialmente no interior do país, essas reuniões, dizem os políticos, só funcionam olho no olho.

Por falar em eleição…/ Na segunda edição do projeto “Folheando a Memória: ex-presidentes e a Democracia Brasileira”, a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político ouviu do ex-presidente Fernando Collor que “prorrogação e unificação de mandatos são um atentado ao processo democrático”. Collor foi enfático: “Trata-se de um arranjo que se fazia no passado para satisfazer os objetivos políticos de detentores do poder à época, mas isso é inconstitucional”.

Tensão aérea/ Quem é obrigado a viajar está muito preocupado com voos lotados, sem o respeito às regras de distanciamento social. Quem já teve covid-19 segue tranquilo, mas quem não teve ou não sabe se teve, viaja preocupado.

Pensando bem…/ O 300 pelo Brasil conseguiu quebrar o velho ditado de que não se briga com quem veste saias, mulher, bispo e juiz. Com os juízes, eles brigam há algum tempo. Agora, foi a vez da Igreja católica, ao ameaçar Dom Marcony.

Governo cogita acabar com ministério exclusivo para a Educação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assina  protocolo de intenções que institui a formulação de políticas públicas e a realização de ações para a garantia da proteção integral de crianças e adolescentes.
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Entre as conversas no governo para decidir o destino do ministro da Educação, Abraham Weintraub, começa a se cogitar a hipótese de unir a estrutura da pasta comandada por Weintraub ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Assim, ficaria tudo sob o comando de Marcos Pontes.

Útil ao agradável

A fusão daria ao governo o discurso de, novamente, manter o número original, de 22 ministérios, calando parte dos críticos da criação do Ministério das Comunicações. Porém, a pressão para novos ministérios continua.