A oportunidade de Gleisi

Publicado em coluna Brasília-DF

Coluna Brasília/DF, publicada em 11 de março de 2025, por Denise Rothenbug, com Eduarda Esposito

Com todos os principais partidos do país representados em sua posse, inclusive o PL, a nova ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já tem desenhado o roteiro que seguirá daqui para frente, tanto internamente, no governo, quanto no plano congressual. Caberá a ela tentar melhorar a relação entre os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, citado três vezes na primeira fala de Gleisi como ministra, e o da Casa Civil, Rui Costa, citado uma vez. Em segundo lugar, ouvir com atenção redobrada os anseios do Parlamento. O ex-ministro da SRI Alexandre Padilha tinha perdido essa condição, uma vez que o antigo presidente da Câmara não falava com ele.

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Mais diferenças/ A outra grande diferença para o ex-ministro da SRI é o acesso ao presidente Lula. Enquanto comandante do PT por quase oito anos, ela se tornou uma das pessoas mais próximas do presidente, nos piores e melhores momentos de 2017 para cá. Padilha não tinha toda essa proximidade. Por isso, embora muita gente esteja apostando que uma ministra do PT não terá sucesso nessa empreitada, ela é, talvez, a única que pode fazer chegar ao presidente, em curto prazo, as insatisfações. No Palácio, é hoje quem tem mais experiência entre os ministros. E isso não é pouca coisa.

Prazo & efeito

Especialista em Orçamento e conhecedora do mecanismo das emendas parlamentares, Gleisi Hoffmann é tida como alguém que cumpre acordos. As apostas de muitos são de que ela terá 40 dias para mostrar a que veio. E, com a economia como principal pauta, há quem diga que as emendas precisam sair logo para não atrasar mais os projetos.

Quem é gestor…

…. Trata de deixar as diferenças ideológicas de lado. Pelo menos dois representantes do PL foram à solenidade de posse da ministra Gleisi Hoffmann e do novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha: a senadora Eudócia Caldas, que é médica, e o filho, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, JHC.

Uma resposta a Ciro Nogueira

Ao mesmo tempo em que o presidente do PP, Ciro Nogueira, fala em romper com o governo, deputados do partido fizeram questão de ir ao Planalto prestigiar as posses. Fernando Monteiro (PP-PE), por exemplo, parente do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, estava numa das primeiras fileiras.

O caminho pelas águas

O governo federal fará a primeira concessão de hidrovia no Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizarão audiência pública em 10 de abril em Corumbá (MS). O projeto prevê investimento inicial de R$ 63,8 milhões para modernizações essenciais ao desenvolvimento do transporte aquaviário nacional, garantindo maior segurança à navegação e redução dos riscos ambientais. A concessão deve durar, inicialmente, 15 anos, com possibilidade de prorrogação. O objetivo é melhorar a logística de transporte aquaviário, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover maior eficiência no escoamento da produção da região.

CURTIDAS

Desigualdade de gênero…/ O Instituto Esfera de Estudos e Inovação lança um levantamento sobre a atuação do Estado para a equidade de gêneros. Os indicadores internacionais apresentados mostram que Brasil ainda precisa avançar no assunto e traz recomendações baseadas em lições da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

… uma luta constante/ De 148 países, o Brasil ocupa a 70ª posição. O país com mais igualdade de gênero é a Islândia, enquanto o com maior desigualdade, o Sudão. Serão necessários 134 anos para acabar com o hiato mundial de gênero em educação, saúde, participação econômica e empoderamento político, segundo o relatório global.

Poder feminino/ A 69ª edição da Comissão Sobre a Situação das Mulheres (CSW69) começou esta semana e vai até 21 de março, em Nova York. O evento debaterá as diretrizes mundiais sobre a pauta da igualdade de gênero. A ONG Criola será uma representante do Brasil no encontro que, este ano, é considerado um dos mais importantes da história da comissão, que fará a revisão e a avaliação da implementação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, agenda que, há 30 anos, constituiu um plano mundial para o empoderamento de mulheres.

Reconhecimento/ Servidores do Ministério da Saúde estiveram presentes em peso na cerimônia de posse do novo ministro, Alexandre Padilha, e da despedida de Nísia Trindade. A ex-ministra foi ovacionada durante o seu discurso, em mais uma confirmação do seu bom trabalho à frente da pasta por parte de quem trabalhou com ela.

Ajuste a mira e mantenha o foco

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Coluna Brasília/DF, publicada em 9 de março de 2025, por Denise Rothenbug, com Eduarda Esposito

Os partidos de esquerda continuam dedicados a fazer o enfrentamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, nas conversas mais reservadas de alguns aliados, muitos defendem que essa estratégia seja revista, uma vez que o ex-presidente não deve conseguir reverter condenações em tempo de concorrer em 2026. Não dá para manter toda a artilharia política destinada a atacar Bolsonaro. Nesta arena pré-eleitoral de 2025, muitos defendem que a esquerda comece desde já a marcar diferenças para com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Nem tanto/ No PT, porém, a ordem é continuar a enfrentar Bolsonaro. Apesar de o partido apostar que o ex-presidente não será candidato, é ele quem indicará um nome para concorrer e estará nas ruas, no próximo domingo, para reaglutinar seus eleitores. Se Bolsonaro conseguir arrastar multidões, não haverá muito espaço para escapar da polarização.

O dedo de Jean Paul

Não é de hoje que ministros relatam à coluna problemas e insatisfação no trato com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Esta semana, porém, sentiram a “alma lavada” ao ler a entrevista do ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates à revista Veja. Ali, Prates fala com todas as letras que há uma “fritura” de alguns ministros, em especial, Fernando Haddad (Fazenda) e Wellington Dias (Desenvolvimento Social). E cita a origem: Casa Civil.

Sem desculpas

Está tudo encaminhado no Congresso para votação da Lei Orçamentária de 2025 em 19 de março na Comissão Mista de Orçamento. No plenário, a ideia também é correr com essa proposta, que já está para lá de atrasada. Assim, a bola passa para as mãos do Poder Executivo, que não terá mais justificativa para segurar as emendas.

Quebra-molas à frente

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que a economia brasileira deve parar de crescer em 2025, mesmo com o crescimento sólido de 3,4% no ano passado. Para a Fiemg, “a desaceleração já começou a dar sinais no último trimestre de 2024, especialmente no consumo das famílias e no setor de serviços, apontando para um ano mais moderado à frente”. O presidente da Federação, Flávio Roscoe, calcula que a desaceleração deve ocorrer a partir do segundo trimestre deste ano, “reflexo da política monetária mais rígida e da redução dos estímulos fiscais”.

O que vem por aí

Nas hostes bolsonaristas, começa a surgir o seguinte raciocínio para tentar reaglutinar apoios: melhor Jair Bolsonaro do que um outsider, sem experiência ou formação política, tais como o influencer Pablo Marçal ou o cantor Gusttavo Lima.

CURTIDAS

Primeiro, melhore/ Se Lula quiser o apoio dos partidos de centro, terá que, primeiramente, recuperar popularidade. Nenhuma legenda fechará desde já uma aliança eleitoral. Estão todos na muda.

Regulação das redes/ A Escola de Comunicação, Mídia e Informação da Fundação Getulio Vargas (FGV Comunicação), em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU), fará a aula inaugural do MBA em Defesa da Democracia e Comunicação Digital nesta terça-feira, às 18h, na sede em Brasília. Gratuito e aberto ao público, o evento contará com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Vão discorrer especialmente sobre os desafios da regulação das plataformas digitais.

De volta/ O Serur Advogados, um dos cinco maiores escritórios do Nordeste, inaugura seu novo espaço no Lago Sul na próxima quarta-feira (12). A nova filial será comandada pelo ex-conselheiro do CNJ, Luiz Fernando Bandeira de Mello, que retorna à advocacia depois de quatro anos afastado.

Da porteira para dentro, não colou

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Crédito: Caio Gomez

Coluna Brasília/DF, publicada em 8 de março de 2025, por Denise Rothenbug, com Eduarda Esposito

Com o agro dividido entre industriais e produtores, a avaliação de muitos é de que as medidas anunciadas para tentar conter o preço dos alimentos poderão afastar ainda mais os produtores do governo. Associadas a declarações de Lula, sobre medidas drásticas, caso o que foi anunciado até aqui não dê resultado, as decisões governamentais não trouxeram fomento à produção nacional e, sim, a importadores. Logo, avisam alguns, ou o governo age para ajudar os produtores ou vai ficar difícil dar aquele “tombo” nos preços.

Alvo vazio/ Especialistas avaliam que as medidas anunciadas para conter a inflação dos alimentos não terão o efeito que o governo defende. Daniel Cassetari, CEO da HKTC e especializado em comércio exterior, acredita que há outras prioridades nesse tema, mais eficazes do que zerar a alíquota de importação. “Embora a medida possa parecer positiva à primeira vista, especialistas apontam que seu impacto prático é limitado, uma vez que o Brasil já é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. A justificativa do governo de que a isenção ajudaria a conter a alta dos preços não se sustenta na realidade do mercado. O agronegócio enfrenta desafios mais urgentes, como a necessidade de financiamentos mais vantajosos e redução de tributos sobre insumos essenciais. No entanto, o governo tem demorado a oferecer soluções estruturais e eficientes para o setor”, afirma. Logo, até aqui, a perspectiva é de briga com o agro.

100km/h

Findo o carnaval, o presidente da Câmara, Hugo Motta (RepublicanosPB), quer mostrar que não brinca em serviço. Pautou 11 matérias para serem apreciadas nesta terça-feira, em caráter de urgência. Entre elas, temas polêmicos como: consentimento para doação de órgãos; registro, posse e comercialização de armas de fogo; e criminalização da aproximação do agressor com a vítima, mesmo com a permissão.

Expectativa & realidade

Antes de votar essas propostas, porém, é preciso acordo entre os líderes. Até aqui, diante da necessidade de resolver as presidências das comissões técnicas, o Orçamento de 2025 e as emendas parlamentares, tem muita gente duvidando que a Casa consiga cumprir essa pauta.

De grão em grão

Pesquisa realizada pelo Sebrae revela que no universo de mulheres donas de negócios, 72,4% têm ensino médio completo ou mais; e o ensino superior é realidade para quase 29%. A vantagem de empresárias com ensino superior ou mais em relação aos homens que empreendem é de mais de 13%. Entretanto, o rendimento médio real delas no quarto trimestre de 2024 foi de R$ 2.867, 24,4% menos do que os homens que empreendem. Mas essa diferença já foi de 30,3% no quarto trimestre de 2012, início da série histórica.

Mulherada dominando

O Boletim Econômico da Construção Civil revelou que o número de mulheres na construção civil aumentou 52,3% entre 2012 e 2021. De janeiro a maio de 2023, as mulheres foram mais contratadas do que os homens.

CURTIDAS

Enquanto isso, nas redes…/ Simpatizantes do governo subiram um vídeo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro fala de isenção de impostos para jet-ski e o vice-presidente Geraldo Alckmin anuncia a isenção para os produtos da cesta básica. É o esquenta da campanha de 2026.

Lide e Correio/ Na próxima quarta-feira, o Correio Braziliense, em parceria com o grupo Líderes Empresariais (Lide), vai promover o evento Brasil Summit, que abordará discussões de alto nível sobre o futuro da economia brasileira. O encontro será no Hotel Brasília Palace, das 8h às 12h. Já confirmaram presença o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (foto, Republicanos-PB), e os governadores do Pará e do Distrito Federal, Helder Barbalho (MDB) e Ibaneis Rocha (MDB).

A lista de Cida/ A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, disse estar fazendo uma lista de mulheres que poderiam ser ministras. “Vou divulgar quando eu não for mais ministra”, brincou. Ela não esclareceu muito bem os critérios, mas liderança é uma das características que ela tem observado nos nomes. Não deixe de ler a entrevista da ministra ao Correio.

Por falar em mulher…/ Como mostram os dados da pesquisa do Sebrae e o Boletim da Construção Civil, as mulheres continuam nas trincheiras em busca de espaço em suas respectivas profissões. Às lutadoras de ontem, de hoje e de amanhã, ficam aqui as homenagens e os desejos de sucesso.

Lula repete a estratégia de 2022

Publicado em coluna Brasília-DF
Crédito: Caio Gomez

Coluna Brasília/DF, publicada em 7 de março de 2025, por Denise Rothenbug, com Eduarda Esposito

Com as notícias de que o PP não acompanhará o PT em 2026, e a perspectiva de outros partidos de centro fazerem o mesmo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha rumo à campanha do próximo ano da mesma forma que trilhou a que o levou à aliança de 2022. Primeiramente, fechará com os partidos mais à esquerda — daí a vontade de alguns de que o deputado Guilherme Boulos (PSol-SP) seja ministro. Na mesma linha, segue ainda a possibilidade de nomear a deputada Tabata Amaral (SP) ministra de Ciência e Tecnologia, como forma de atrelar ainda mais seu partido, o PSB, ao governo. E não mexer muito nos partidos de centro. A ordem é esperar para ver como o governo e Lula fecharão 2025 para, depois, avaliar os demais.

O que resta

Com a esquerda mais amarrada ao projeto do PT de 2026, o próximo partido que Lula tentará segurar a seu lado será o MDB. Para isso, porém, terá que desagradar parte do PT e oferecer a vice ao partido. O nome mais forte para isso, a preços de hoje, é o do governador do Pará, Hélder Barbalho. Ele tem a vantagem de contar com uma grande bancada e capacidade para tentar consolidar uma maioria capaz de levar, numa convenção partidária, a aprovação da aliança. Mas esse movimento ainda está longe de se consolidar. Afinal, Lula, o PT e o MDB sabem que para chegar bem em 2026 é preciso mostrar serviço neste ano — que começa, na prática, na segunda-feira.

O que mais importa a Bolsonaro

O ex-presidente tem dito a amigos que não ser candidato em 2026 incomoda, mas o importante é não perder o bolsonarismo. Logo, não tem essa de abrir a vaga para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Para segurar o bolsonarismo, só alguém da família concorrendo.

Por falar em Tarcísio…

A perspectiva de o governador deixar o Republicanos está praticamente descartada. Se for para o PL, ficará totalmente dependente de Valdemar Costa Neto e de Bolsonaro. No Republicanos, tem o poder de atrair mais legendas para a oposição a Lula e ao PT, no projeto à reeleição em São Paulo.

O negociador

Aos poucos, o vice-presidente Geraldo Alckmin vai ganhando terreno no governo. É hoje o principal protagonista da negociação com o governo de Donald Trump no quesito tarifas e no tema da inflação de alimentos.

Propostas não faltam

O tributarista Antônio Carlos Morad afirma que programas do passado podem ajudar o governo na empreitada para baixar o preço dos alimentos. “Algo como o Programa de Aquisição de Alimentos (iniciado em 2003) pode ser um grande alívio para a população. Outro meio que regula os preços de alimentos de forma bastante eficaz, e sempre foi utilizado pelo governo, é a Conab (Compania Nacional de Abastecimento). Porém, os dois governos anteriores reduziram a importância desse meio”, disse. Outra medida que ajudaria na diminuição do preço dos alimentos seria a redução de tributos ou até isenção em tempos de entressafra.

Por que a Conab?

Morad diz que a armazenagem da companhia “sempre foi importante para a regulação dos preços, pois o governo federal pode, com isso, impor ao mercado de alimentos uma maior oferta de produtos com baixa circulação, se contrapondo à especulação”.

CURTIDAS

Ação preventiva/ O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou projeto de lei que visa impedir a apreensão do passaporte de qualquer parlamentar. A proposta, se aprovada, pode ajudar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve a retenção do documento pedida pelo PT por suposto crime de lesa-pátria.

A praia dele/ Com o fim do prazo para apresentar defesa, Bolsonaro soltou nas redes sociais um áudio antigo de Mauro Cid no qual o ex-ajudante de ordens afirma que foi coagido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a concordar com a narrativa da corte ou perderia os benefícios da delação premiada. Esse mesmo áudio foi o que causou o desmaio do militar quando escutou que violara os termos da delação.

Da PEC para o Senado/ O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou na semana passada uma portaria que libera a escala de trabalho 4×3 para alguns servidores da casa que exerçam função singular. As áreas são Diretoria-Geral, Secretaria-Geral da Mesa, Gabinete da Presidência, Advocacia, Auditoria, Consultoria Legislativa, Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle e Secretaria de Comunicação Social.

Tá na área/ Cotada para o governo, Tábata Amaral afirma que ainda não foi procurada por Lula, mas que segue à disposição. “É importante, primeiro, reforçar que sigo e seguirei à disposição — como venho demonstrando ao longo dos últimos anos —, a enfrentar os desafios por um país menos desigual, mais ético e justo”.

Luto na dança/ O corpo do coreógrafo Luiz Mendonça, falecido esta semana vítima de câncer, será velado na manhã de hoje, em Niterói, entre as 10h e 12h, no Crematório e Cemitério Ecológico Memorial Campo da Paz. Luiz foi importante na cena artística de Brasília, nos anos 1980, quando comandou o Endança e o Grupo Experimental de Dança da UnB (GedUnB). À família e aos amigos, nossos sentimentos.

O desafio de Gleisi é pagar as emendas

Publicado em coluna Brasília-DF
Crédito: Caio Gomez

Coluna Brasília/DF, publicada em 6 de março de 2025, por Denise Rothenbug, com Eduarda Esposito

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aproveita esses dias pré-carnavalescos para tirar o pulso dos líderes aliados e do governo. Até aqui, o que se ouve nos bastidores, é que o principal desafio de Gleisi será garantir o pagamento das emendas de 2024 e, também, as de 2025 — obviamente, depois de aprovado o Orçamento. Sem o pagamento desses recursos, será difícil o governo conseguir emplacar suas prioridades na pauta. A avaliação é de que não tem cargo de ministro que compense o não cumprimento das propostas orçamentárias dos parlamentares.

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Em tempo: Gleisi está sendo muito bem-recebida pelos líderes dos partidos de centro. O que se ouve deles nas rodas de conversa é: “Gleisi, tudo o que trata, cumpre”.

Fica, Guimarães

Começou um movimento entre os líderes partidários para que o deputado José Guimarães (PT-CE) permaneça no cargo, em vez de cumprir um mandato-tampão de presidente do partido. O líder do PP, Doutor Luizinho (RJ), é direto: “Sou 1000% a favor de que ele permaneça”.

Depende dela

Guimarães conversa hoje com Gleisi para definir seu destino. Se depender dele, a tendência é permanecer no posto atual. Tem muita gente no PT considerando um problema sair da liderança para um mandato tampão de quatro meses. Até tomar pé da situação, terá chegada a hora de sair.

China x EUA I

A revanche da China, de aumentar em 10% a taxa de importação de soja dos Estados Unidos para fazer frente tarifaço de Donald Trump, tem tudo para beneficiar o Brasil. De acordo com o vice-presidente da Atto EXP Empresarial, João Fossaluzza, “o Brasil, sendo um dos maiores produtores mundiais de soja, está bem posicionado para suprir essa demanda adicional. Além disso, temos um histórico de substituição favorável. Durante disputas comerciais anteriores entre China e EUA, como a de 2018, o Brasil se beneficiou ao aumentar as exportações de soja para o mercado chinês, substituindo a participação norte-americana. Acredito que acontecerá novamente isso”, diz.

China x EUA II

Outros especialistas, entretanto, pedem cautela: “Mesmo com um eventual aumento na demanda, os produtores brasileiros devem avaliar bem o risco de aumentar a dependência comercial da China, o que pode tirar nosso poder de negociação e nos deixar mais suscetíveis às exigências de preços mais baixos, mudanças contratuais desfavoráveis e, até mesmo, pressões ambientais sobre a expansão agrícola”, alerta Marco Antônio Ruzene, doutor em direito tributário e mestre em direito das relações econômicas internacionais.

CURTIDAS

Trio elétrico/ Entre uma volta e outra de jet-ski, Jair Bolsonaro aproveitou o carnaval em Angra dos Reis (RJ) para colocar a conversa em dia com seu ex-ministro da Casa Civil e presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite — que por lá passou para dar um abraço no ex-presidente.

Vem por aí/ Vai começar no PP um movimento da ala bolsonarista para se afastar do governo. Ciro defende, dia e noite, que o partido fique com Bolsonaro, em 2026. Em qualquer circunstância.

Por falar em Bolsonaro…/ Até aqui, o ex-presidente perdeu tudo que sua defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal — de prazos a impedimento de ministros, passando pela transferência do julgamento da 1ª Turma para o plenário. A ordem é manter o eleitorado aceso com as manifestações de rua, em 16 de março.

Antônio Andrade/ A coluna se solidariza com a família do ex-ministro da Agricultura e ex-vice-governador de Minas Gerais, falecido aos 71 anos. A bancada do agro, que ele integrou nos tempos de deputado federal, deve prestar homenagem na próxima semana.

Inflação de alimentos é a prioridade do governo

Publicado em coluna Brasília-DF
Crédito: Maurenilson Freire

Coluna Brasília/DF, publicada em 5 de março de 2025, por Denise Rothenbug, com Eduarda Esposito

Findo o carnaval, pelo menos para alguns, o governo volta à ativa e vai reunir equipes de vários ministérios amanhã com representantes do agro para tratar do preço dos alimentos. A ideia é buscar algum acordo que permita arrefecer a inflação desse setor. Entre os mais fiéis escudeiros de Lula não há dúvidas de que esse é o ponto que fez baixar a popularidade presidencial e o que mais irrita o cidadão. O governo detectou uma certa redução no preço da carne, mas é preciso que os valores fiquem mais em conta para o bolso do consumidor.

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A reunião por si só já será uma demonstração de que o governo não está inerte vendo o preço dos alimentos nas alturas. O governo sabe que é neste quesito que a oposição vai ajustar o foco para desgastar ainda mais o Poder Executivo. Por isso, a ideia é chegar à primeira semana pós-carnaval com boas notícias e não apenas as posses dos ministros de relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e da Saúde, Alexandre Padilha.

Defesa é tudo

Depois que militares se viram enroscados no inquérito da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, o governo orientou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a manter as Forças Armadas em paz. Aliás, a ordem no Planalto é deixar bem claro que, se não fossem os militares zelosos com o cumprimento de seus deveres constitucionais, a história teria sido bem diferente.

No embalo do Oscar

A turma mais radical já percebeu que não dá para criticar a primeira estatueta recebida pelo cinema brasileiro. O povo gostou e comemorou. Por isso, bolsonaristas mudaram a estratégia. Agora, circula a charge de uma senhora presa, vestida de verde-amarelo, e a inscrição “Ainda estou aqui”. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro replicou o desenho em suas redes sociais com comentários de seguidores na linha de “Anistia já”.

Enquanto isso, no Parlamento…

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, planejam destravar votações e medidas provisórias nos próximos dias. Conforme prometido, a ideia é colocar as MPs sob análise das comissões especiais, compostas por deputados e senadores.

De bom tamanho

A avaliação geral dos líderes é a de que, se a nova ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, conseguir destravar o Orçamento e as MPs, já será um feito e tanto.

CURTIDAS

Ministros no samba…/ A equipe de Lula não ficou encolhida no carnaval. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, desfilou em duas escolas no Rio, Estação Primeira de Mangueira e Unidos de Padre Miguel.

e no frevo/ Ao lado da esposa, Cris Lemos, o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, deu o ar da graça em Pernambuco nos bailes e camarotes do carnaval da cidade, ao lado do prefeito de Recife, João Campos, e da deputada Tabata Amaral.

Algo em comum/ Os ministros que desfilaram neste carnaval têm algo em comum: até aqui, nenhum deles está com a cabeça a prêmio na reforma ministerial. Ao contrário, têm a atuação elogiada no Planalto.

Nem todos voltam/ Com as posses dos ministros marcadas para a semana que vem, muitos líderes partidários continuarão em suas bases eleitorais até domingo. Muitos vão aproveitar para dar mais atenção aos eleitores. Outros vão esticar mesmo.

Por que Lula escolheu Gleisi para a SRI

Publicado em GOVERNO LULA

A opção do presidente Lula pelo presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, para ministra da Secretaria de Relações Institucionais está diretamente relacionada à necessidade de manter o ritmo da liberação das emendas parlamentares sob o comando do PT.  Esse é um setor que, conforme avaliação de alguns integrantes da cozinha de Lula, não dava para entregar nas mãos de aliados.

A lista de prioridades de liberação é um dos poucos instrumentos de poder de persuasão que o governo tem hoje. Esse “ativo”, entregue a outro partido, periga deslocar o eixo de poder, tal e qual deslocou quando do processo que antecedeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As emendas, naquela época, estavam sob controle do MDB.

Além da questão relativa às emendas, houve ainda a vontade de nomear uma mulher. Lula já dispensou três mulheres do seu primeiro escalão, Ana Moser (Esportes), Daniela do Vaguinho (Turismo) e Nísia Trindade (Saúde), esta última com direito a uma fritura que constrangeu muita gente no governo. O presidente estava devendo um afago à bancada feminina. O presidente considerava ainda que estava em dívida com Gleisi por não ter colocado a deputada no primeiro escalão no início do governo. Em dezembro do ano passado, Gleisi esteve cotada justamente para a pasta que ocupará agora. Mas o PT de São Paulo queria o cargo. Resta saber agora como vão reagir os aliados de Lula, que esperavam ver um integrante de outro partido nesta função.

 

Um ministro silencioso

Publicado em coluna Brasília-DF

Coluna Brasília/DF, publicada em 28 de fevereiro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o perfil de ministro que deseja para a coordenação política do governo, que tende a anunciar nos próximos dias: alguém que não fique o tempo todo dando entrevistas, mas que tenha a liberdade de pegar o telefone, ligar para os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — e seja atendido. Essa condição, o ministro Alexandre Padilha tinha perdido há tempos. Em relação a Arthur Lira (PP-AL), por exemplo, nunca teve essa capacidade.

O nome que muita gente no governo torce para ver ali, e que atende a esse perfil, é o do líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), que tem, inclusive, o apoio de outros ministros. Afinal, é de Alagoas e consegue a proeza de transitar com desenvoltura por todo o Centrão, sem ficar o tempo todo sob os holofotes. Apesar da dupla identidade do MDB, que tem um pedaço no governo e outro na oposição, há quem aposte em Isnaldo para atrair ainda mais emedebistas para o entorno de Lula. Porém, ainda tem quem aposte em José Guimarães (PT-CE), a fim de não desequilibrar os ministérios do União, MDB e PSD.

Os “imexíveis”

Nos tempos do governo Collor, lá no início dos anos 1990, o então ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri, se referiu a si próprio como “imexível” para dizer que não estava demissionário. Pois, desta vez, diz-se o mesmo de alguns que Lula não vai trocar: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades), Waldez Goes (Desenvolvimento Regional) e… Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

Veja bem

Silvinho, como o ministro é carinhosamente chamado pelos colegas, é visto como alguém que tem feito um bom trabalho onde está. E tem “entregas” para mostrar, numa campanha reeleitoral. Há quem pondere que tirá-lo da pasta de Portos e Aeroportos, para que ficasse apenas 11 meses na articulação política, seria tirar ritmo de uma área que está funcionando. Melhor deixar essa tarefa de negociação direta com os congressistas para um deputado que esteja, atualmente, no exercício do mandato.

Frigideira federal

Depois de Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, quem está passando por uma fritura é a ministra da Mulher, Cida Gonçalves. O clima entre os servidores da pasta é o mesmo que se via na Saúde — “vai, não vai”. À coluna, a ministra das Mulheres disse: “O presidente não falou nada comigo e não vou comentar”. A última polêmica de Cida foi a história do áudio vazado, publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, em que ela reclamava que precisava mudar suas agendas para atender o presidente, a primeira-dama Janja e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Acabou o óleo

O PSD acredita que acabou a fritura do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A aposta de hoje é que ele escape da reforma ministerial.

CURTIDAS

Outros compromissos/ Ainda que tenha a posse no cargo de ministro da Saúde adiada para 10 de março, segunda-feira pós-carnaval, Alexandre Padilha terá dificuldades de reunir representantes de todos os partidos. O PSD, por exemplo, estará em peso em Pernambuco, para a festa de filiação da governadora Raquel Lyra, que deixa o PSDB.

Por falar em Pernambuco…/ Ao ingressar no PSD, Raquel fica num partido que tem o leque aberto, com ligações tanto à direita quanto à esquerda. E vai tentar usar essa posição, de modo a evitar que Lula apoie uma possível candidatura do prefeito de Recife, João Campos. Só tem um probleminha: Lula não deixará de apoiar o filho de Eduardo Campos, seu ministro nos governos anteriores.

Dois prefeitos, um destino/ Com o badaladíssimo carnaval de Recife cantado Brasil afora, João Campos aproveitará esse período de visibilidade para mostrar serviço, rumo à candidatura ao governo, no ano que vem. No Rio de Janeiro, outro carnaval de destaque no país, o prefeito Eduardo Paes é mais um pré-candidato a governador que promete desfilar trabalho nesses dias de folia.

Já é carnaval/ Ontem pela manhã, na última sessão da Câmara dos Deputados antes do recesso para cair na folia, a maioria dos parlamentares estava no modo avião. Por isso, a sessão atrasou cerca de 30 minutos porque não havia nenhum dos integrantes da Mesa Diretora presente para iniciar os trabalhos.

Colaborou Victor Correia

Ajufe defende STF

Publicado em Política
Crédito: Gustavo Moreno/STF

Eduarda Esposito — A escalada de tensão diplomática entre o Brasil e Estados Unidos ganhou um novo patamar. O governo norte-americano criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em bloquear redes sociais estadunidenses, e essa ação causou uma série de respostas de entidades e órgãos brasileiros em defesa do STF, como o Itamaraty ontem. Agora, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), presidida por Caio Marinho, também lançou nota em defesa da corte brasileira e declarou preocupação com o momento vivido pelos dois países.

“O Supremo Tribunal Federal desempenha um papel essencial na defesa dos princípios constitucionais e do Estado Democrático de Direito, garantindo aos cidadãos brasileiros o pleno acesso à justiça”, afirmou em nota.

Além disso, a Ajufe ressalta a preocupação com a tensão diplomática que tem se formado entre os dois países, que há anos, são “ligados por laços de amizade e respeito”. A associação pediu que as nações mantenham um diálogo permanente, mas destacou que “esse processo (de diálogo), no entanto, passa necessariamente pelo reconhecimento da Magistratura Brasileira e do Supremo Tribunal Federal, garantindo os meios necessários para cumprirem suas atribuições constitucionais com independência e segurança”.

O prazo para Bolsonaro definir candidato

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, GOVERNO LULA, Lula, Orçamento, STF
Crédito: Caio Gomez

Coluna Brasília/DF, publicada em 27 de fevereiro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A inelegibilidade de Jair Bolsonaro e a perspectiva de não recuperar o direito de ser candidato nem tão cedo começam a incomodar os aliados. O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), por exemplo, quer que o ex-presidente defina, até o final do ano, quem deverá concorrer. Ele tem dito que, se for o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está eleito — pelo menos a preços de hoje. Tarcísio tem a capacidade de segurar, ao seu lado, vários partidos de centro, como o PSD de Gilberto Kassab. E, de quebra, manteria divididas todas as demais agremiações mais à direita, que hoje estão com Lula.

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A dúvida da direita, hoje, em relação à candidatura de Tarcísio, são os movimentos de Lula casados com as reações de Bolsonaro. Até aqui, a avaliação dos conservadores é a de que o presidente não arriscará perder a última eleição que disputará. Daí, os cálculos de que o maior nome do PT e da esquerda pode desistir da corrida reeleitoral, caso sua popularidade não melhore. Sem Lula, os aliados de Bolsonaro acreditam que a eleição de um nome à direita seria mais fácil, e o ex-presidente caminhará para lançar um filho — no caso, o senador Flávio (PL-RJ) —, porém, sem a ampla aliança que Tarcísio pode fechar. Com Lula candidato, muitos têm a convicção de que o melhor nome é o do governador de São Paulo. Embora ele diga que está voltado ao projeto de se reeleger, muitos vão passar a empurrá-lo para uma aventura presidencial, quanto mais Lula se aproximar de uma nova candidatura.

E Dino ganha mais tempo

Ao suspender a audiência de conciliação com as equipes da Câmara e do Senado para definir o destino das emendas de comissão anteriores a 2025, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, mantém todas essas propostas suspensas. Aqueles valores que os deputados pretendiam liberar, com base em um ofício encaminhado ao Planalto, continuam represados até segunda ordem.

Amigos, amigos…

… emendas à parte. E olha que teve até jantar de Dino e do decano do STF, Gilmar Mendes, com os líderes para conversar, de forma mais descontraída, sobre a liberação de emendas, na semana passada. Conversaram, riram, brindaram, mas, como Dino sempre diz, “juiz não pode prevaricar”.

E o Orçamento, ó…

A avaliação é de que essa queda de braço vai continuar. E o Congresso vai segurar o Orçamento até uma solução definitiva para essas emendas acertadas e acordadas com o governo federal. No carnaval, muita gente terá que trabalhar para tentar chegar a um consenso.

Vai pedir VAR

Os deputados defensores do fim da escala 6 x 1 já pediram as imagens do plenário e dos corredores para saber como se iniciaram as agressões ao manifestante, na última terça-feira. Um homem pediu para que os parlamentares da Frente Evangélica apoiassem a proposta de emenda constitucional da deputada Erika Hilton (PSol-SP). Terminou retirado de forma violenta e levado à delegacia da Polícia Legislativa. “Só levaram ele para o Departamento Médico porque tinha imprensa lá”, afirmou à coluna o deputado Guilherme Boulos (PSol-SP).

Mais que a Frente

O que se diz nos bastidores da eleição da presidência da Frente Evangélica é que Bolsonaro não só pediu votos, como estava controlando os deputados para que eles não apoiassem Otoni de Paula (MDB-RJ). “Alguns vieram falar comigo que iam precisar votar no Gilberto (Nascimento) porque Bolsonaro estava controlando os votos dos membros”, contou Otoni.

CURTIDAS

Acusou o golpe…/ Perguntado no evento do Lide Brasília se o União Brasil, seu partido, seguiria com Lula em 2026, o ministro do Turismo, Celso Sabino, começou a resposta com um petardo: “Ninguém pergunta o que vai fazer o PSD de Gilberto Kassab”.

… e rebateu firme/ Ciente de que Lula tem capacidade de recuperação, e já demonstrou isso em outras vezes, o ministro foi incisivo ao dizer que defenderá a permanência no arco de alianças de Lula, inclusive com o pedido da vice-presidência.

Epa!/ Essa história de pedir a vice é vista em muitos partidos como uma brecha para a porta de saída. Afinal, só um partido pode ocupar esse lugar na chapa. Se todo mundo começar a se apresentar para a vaga, e não levar, será um argumento para abandonar o barco da reeleição.

Quarta-feira de carnaval/ A sessão do dia que costuma ser de maior movimento na Câmara mostrou que boa parte dos deputados está em modo carnaval. Pela manhã, enquanto transcorria uma solenidade no Plenário, a maioria foi apenas registrar presença, antes de ir embora para o aeroporto. À tarde, até teve algum movimento, mas bem parecido com os tempos de infoleg.