Crase: superdica para acertar sempre

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Com crase ou sem crase: à zero hora ou a zero hora? A locução adverbial formada de palavra feminina pede o acento grave: à zero hora, às claras, às escuras, às apalpadelas, à meia-noite. Macete Substitua hora por meio-dia. Se na troca der ao, não duvide. Ponha o grampinho: O avião decola à 0h (ao meio-dia). A aula começa às 14h (ao meio dia). Estou […]

Crase: tropeção

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O jornal publicou: “Ida de idosos à urnas”. Ops! Crase é casamento de dois aa. Um é sempre a preposição. O outro pode ser o artigo ou pronome. No caso, seria o artigo que acompanha o substantivo urnas. Como urnas está no plural, o artigo deve ser as. A crase, às. Há, pois, duas formas de corrigir o texto: Ida dos idosos a urnas (sem […]

Crase: palavra oculta

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“Brasil teria menos 58.500 mortes por covid-19 se mortalidade fosse igual a do Sul”, escreve o Poder 360. Cadê a crase? O redator se esqueceu de pormenor pra lá de importante. A língua adora brincar de esconde-esconde. Mas a palavra oculta conta como se estivesse escrita. É o caso: Brasil teria menos 58.500 mortes por covid-19 se mortalidade fosse igual à (mortalidade) do Sul.

CNN desperdiça crase

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“Polícia faz busca em casa ligada à suspeito no caso Madeleine.” O texto apareceu na telinha da CNN. Assinantes, em protesto, mudaram de canal. Com razão. O sinalzinho da crase não tem vez antes de nome masculino: Polícia faz busca em casa ligada a suspeito no caso Madeleine. Faço compras a prazo. Criança a bordo.  

Crase: tira-teima

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Com crase? Sem crase? Na dúvida, apele para o tira-teima. Substitua a palavra feminina por uma masculina. (Não precisa ser sinônima.) Se no troca-troca der ao, sinal de crase. Caso contrário, o grampinho vai plantar batata no asfalto: Fui à cidade me encontrar com o advogado. (Fui ao clube…) Em relação à notícia, nada posso informar. (Em relação ao fato…) É perigoso propagar o pânico, […]

Bolsonaro tropeça na língua

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Jair Bolsonaro tuitou: “Nenhum país do mundo fez como o Brasil. Preservamos vidas e empregos sem propagar o pânico, que também leva a depressão e mortes. Sempre disse que o combate ao vírus não poderia ter um efeito colateral pior que o próprio vírus”. Ops! Três frases, dois tropeços: País do mundo é pleonasmo. Todo país é do mundo. Em época de pandemia, a ordem […]

Regina Duarte fez estragos na Folha

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Regina Duarte chegou, mas não deu conta da pressão. Depois de 77 dias no cargo de secretária da Cultura, bateu asas e voou. Recebeu um prêmio de consolação — diretora da Cinemateca Brasileira. A Folha de S.Paulo foi saber o que é isso. Descobriu. “Cinemateca Brasileira não tem cargo prometido por Bolsonaro a atriz”, escreveu na chamada de capa. Ops! Cadê a crase? O acento […]

Cadê a crase, ministro?

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“Neste domingo, embarco para Manaus para acompanhar de perto a situação do atendimento a população do Amazonas”, tuitou o ministro da Saúde. “Cadê a crase?”, perguntaram seguidores de Nelson Teich. “O gato comeu”, responderam alguns. “Devolva”, exigiram outros. Sua Excelência ficou na dúvida. Põe acento? Não põe acento? Vale apelar para o truque infalível: substituir o substantivo feminino (população) por um masculino (não precisa ser […]