Câmara ou câmera?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Os deputados federais se reúnem na Câmara dos Deputados. Os estaduais, nas assembleias legislativas. Os da capital da República, na Câmara Legislativa (Câmara Distrital não existe. Os deputados é que são distritais). Na acepção de instrumentos que captam imagens, valem as duas grafias – câmara e câmera: câmara fotográfica, câmera fotográfica.

Diretor-geral: por que o hífen?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

A troca do diretor-geral da Polícia Federal foi o pomo da discórdia. Bolsonaro queria substituí-lo. Moro queria mantê-lo. No sai, não sai, ambos saíram. O fato virou manchete. Com a notícia, pintou a  polêmica. Uns escreveram o cargo em disputa com hífen. Outros sem. E daí? A reforma ortográfica uniformizou o emprego do hífen com o adjetivo geral. Geral sempre pede o tracinho: secretário-geral, diretor-geral, […]

O filho 04 bobeou

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

“Prefiro morrer transando do que morrer tossindo”, disse Jair Renam, vulgo 04. A consequência, como repetia o conselheiro Acácio, vem depois. E veio. O filho do presidente foi expulso da rede Twitch, site que transmite videogames. O jovem não gostou. Afinal, gosto é gosto. Não se discute. Respeita-se. Tem razão. Não é, porém, o caso da língua. A língua tem normas que exigem obediência. Uma […]

A Folha tropeçou na língua

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

“Bolsonaro chama Moro de Judas”, escreveu a Folha de S.Paulo. Cochilou. Esqueceu pormenor para lá de importante. Judas, como Maria, João, Amélia e Pará, joga em dois times: Num, é substantivo próprio: Judas traiu Jesus. São Judas Tadeu tem muitos devotos. Noutro, é substantivo comum. Aí, significa traidor: Bolsonaro chama Moro de judas. Você vai participar da malhação do judas? Há muitos judas no nosso […]

Dia do Trabalho: história

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Lá pelo século 18, os operários trabalhavam até 20 horas por dia. Não se falava em repouso aos domingos. Muito menos em semana inglesa. Com o tempo, houve melhoras aqui e ali. Mas a carga continuava pesada. Como não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe, veio a reação. Em 1º de maio de 1886, 110 mil operários de Chicago cruzaram […]

Maiúsculas e minúsculas: Messias e messias

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

“Eu sou Messias, mas não faço milagres”, disse o presidente ao ser informado sobre a explosão de mortos no país. A frase virou manchete. Ao escrever o texto, pintou a dúvida na cabeça dos repórteres. Messias se grafa com inicial grandona ou pequenina? Depende. No caso, faz parte do nome do presidente – Jair Messias Bolsonaro. É substantivo próprio. Mas pode jogar no time dos […]

E daí? Acento por quê?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Pindorama bateu a China. O coronavírus matou mais gente aqui do que na terrinha natal. “E daí?”, perguntou Jair Bolsonaro depois de saber da explosão de vítimas da covid-19. Ops! Os brasileiros duvidaram do que ouviram. Depois, confirmaram a pergunta. Partiram, em seguida, pra interpretação. Sobraram versões. E daí? Enquanto o consenso não vinha, alguém fez uma pergunta que foge do campo da saúde. Por […]

EUA têm? EUA tem?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Apareceu na telinha durante o Jornal da Band: “EUA tem 55 mil mortos por coronavírus”. Viu? Pisaram a concordância. Substantivo próprio no plural tem manhas: Se o nome é usado só no plural e precedido de artigo = o verbo concorda com o artigo. Em siglas, o artigo não aparece. Mas conta como se estivesse presente: Os Estados Unidos têm 55 mil mortos. EUA são, […]