A raposa e o corvo — a vaidade

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Era uma vez…
 
O senhor corvo estava no allllllllllllllto da árvore. Tinha no bico um pedaço de queijo pra lá de gostoso. A senhora raposa passou por ali e sentiu o cheiro. Morreu de vontade de comer a delícia. Olhou pra cima. Ao ver a ave, teve uma idéia. Com voz bajuladora, disse:
 
— Que belo pássaro você é! Que maravilha para os olhos! Que cores espetaculares! Será que você tem uma voz que combina com tanta beleza?
 
Ao ouvir os elogios, o corvo ficou bobo de tanta vaidade. Abriu o bico e soltou um “crooooooó”. Não deu outra. O queijo caiu. A raposa, feliz, papou-a sem mastigar. Morrendo de rir, disse:
 
— Voz você tem. O que não tem é inteligência. Tchauzinho.
 
E lá se foi ela.

 
*
 
Você conhece alguma pessoa vaidosa como o corvo? Eu conheço. Ela se chama Paula. A garota, que tem uma bela voz, foi convidada para participar de um concurso de canto. A mãe lhe disse que ela precisava ensaiar pra se sair bem. Paula nem ligou. No dia da competição, não deu outra. Foi desclassificada. Está arrependida até hoje.
 
*
 
Moral da história: muita vaidade faz estragos.
 
(Coluna publicada no suplemento infantil Super, que circula aos sábados no Correio Braziliense)