Pequenas e Grandes Tentativas para o Fim do Ano

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Cosette Castro

Brasília – Entramos em contagem regressiva. Faltam quatro dias para terminar o ano. É tempo de balanço.

Tempo de pensar nos projetos que deram certo. Naqueles que colocamos de lado, em banho maria. E nos que não sairam como planejamos. É tempo de (tentar) aceitar as perdas.

E acolher os lutos. Pequenos ou grandes. Aqueles que ainda estamos passando e os que já estão resolvidos dentro de nós.

Há lutos que levamos pendurados e precisam de um ponto final. Principalmemte quando nos damos conta que não dá mais para permanecer nele, seja pela impossibilidade física, seja pela impossibilidade emocional.

Tudo tem o seu tempo, inclusive o luto. É preciso respeitar os tempos de cada pessoa, mas também é importante cuidar para não se perder no luto. O tempo não volta, por mais que reverenciemos as lembranças. É preciso seguir em frente, por mais desafiador que possa parecer.

É tempo de fazer projetos.

Projetos de curto prazo. Projetos de um ano ou mais. Ou projetos que mudem radicalmente a vida. Esses próximos dias são um bom momento para sonhar e planejar projetos de todos os tipos. Aqueles que estão no campo da utopia e aqueles que podem ser construídos pouco a pouco.

Nestes últimos dias do ano gosto de estar em casa. De abrir gavetas, ver fotos antigas e (re)descobrir o que tenho guardado. É tempo de avaliar o que está na hora de jogar fora. E ter coragem de tomar uma atitude.

Um desses quatro dias está reservado para mexer nas plantas, colocar terra nova, adubar. E conversar com elas, renovando o convite para que sigam crescendo fortes neste novo ano que está chegando.

Há um dia reservado para ir ao Correio com a esperança de que não haja tantas filas e enviar presentes atrasados. Afinal, todo dia é um bom dia para receber presentes, ainda mais nos primeiros dias do ano.

E há um dia para assistir um novo filme no cinema ainda em 2024. O último do ano, com direito a pipoca, como um ritual.

Reservo tempo para encontrar as amigas. Para tomar café, contar histórias e sonhar juntas, apesar dos desafios do mundo do cuidado. É bom esquecer da hora enquanto conversamos e damos risada, mesmo que algumas delas vivam em diferentes locais do país.

Nestes dias festivos gosto de escutar música e dançar. Pode ser em casa. Ou na rua. E, quando menos espero, me escuto cantando. Essa energia que a música e a dança trazem, ajuda a lembrar que há vida pulsando dentro de cada uma de nós.

Em tempos de final do ano é essencial ter momentos para não fazer nada.

É tempo de descanso e renovação. Seja para tirar um cochilo, ler um livro, tomar um banho mais demorado. Ou simplesmente olhar para a chuva batendo na janela.

PS: Convidamos você a acompanhar nas redes sociais do Coletivo Filhas da Mãe os depoimentos em vídeos que estamos recebendo sobre os cinco anos de atividades do Coletivo.

Cosette Castro

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