PCDF cumpre 58 mandados de prisão de líderes de facção criminosa

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ANA MARIA CAMPOS

Para desarticular facções que comandam, de dentro e fora da prisão, homicídios, tráfico de drogas e assaltos, a Polícia Civil do DF cumpre nesta manhã (05/09) 58 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do DF. Criminosos em atividade, foragidos e presos em penitenciárias do Distrito Federal, envolvidos na organização e planejamento dos crimes, são alvos da Operação Hydra. Os mandados são cumpridos em Brasília, São Paulo, Praia Grande (SP), Águas Lindas (GO), Santo Antônio do Descoberto (GO) e  Curitiba (PR), com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Goiás e Paraná.

Entre os investigados, há os dois líderes da organização que comandam as ações no DF à distância, no Paraná e em São Paulo. A intenção dos bandidos é estruturar a célula no sistema penitenciário da Papuda, como ocorre em cadeias de várias unidades da federação, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o crime organizado impede a ação do Estado. Também estão sob suspeita de envolvimento nos crimes dois advogados dos presos que aderiram à organização e passaram a ter participação ativa na designação de cargos dentro do grupo e também no tráfico de drogas.

A investigação está a cargo da Divisão de Repressão às Facções Criminosas (DIFAC), subordinada à Coordenação de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR). Trabalho em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e com a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe). Todas as medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Criminal de Brasília.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na cidade de Praia Grande, município no litoral de São Paulo considerado reduto das lideranças da facção. A investigada, que foi presa nesta manhã, é suspeita, entre outros crimes, de criar uma casa de apoio aos presos em Mossoró (RN), onde funciona um presídio federal. Os policiais civis suspeitam de que ela seria encarregada de montar no DF a mesma central de auxílio a criminosos na inauguração do presídio federal de Brasília, que está pronto para funcionar. Ela é foragida da Operação Prólogo, deflagrada pela CECOR em abril, com o mesmo propósito de impedir a instalação da facção na Papuda.

Outras operações, como Tabuleiro, Palestina e Legião, deflagradas desde 2013, cumpriram o mesmo objetivo. Segundo a Polícia Civil, esse trabalho tem impedido a entrada e o domínio do crime organizado na Papuda e nas ruas do DF. Assim, uma célula denominada 061 foi desarticulada e a facção que tenta se instalar no DF tem vínculo com os presidios de Goiás.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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Ana Maria Campos
Tags: facções criminosas Operação Hydra Operação Monopólio. CECOR Papuda

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