Lisboa – O jornalista Thomas Friedman, colunista de assuntos internacionais do New York Times, defendeu nesta manhã (02/06) que as duas maiores potências econômicas mundiais, Estados Unidos e China, abram o diálogo e criem um protocolo para a Inteligência Artificial (IA).
Detentor de três Prêmios Pulitzer, a maior premiação mundial de jornalismo e literatura, Friedman participou do painel “Nova Ordem Global: Tecnologia, geopolítica e o futuro da democracia”, mediado por André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, e apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no segundo dia do XIV Fórum de Lisboa.
Friedman falou sobre a revolução mundial provocada na atualidade pela IA, com enormes consequências éticas, jurídicas, econômicas, de comportamento e democráticas. O jornalista disse que propor uma aliança entre China e Estados Unidos em torno de um propósito para a humanidade pode parecer ingênuo, mas deixou claro que essa é a única saída para evitar que a humanidade passe a ser dominada pela Inteligência Artificial.
Thomas Friedman é autor do livro “O Mundo é Plano” que trata do jogo do capitalismo em tempos de globalização, lançado em 2005. O jornalista ganhou o Pulitzer em três coberturas: cobertura do Líbano (1983), cobertura de Israel (1988) e colunas sobre o impacto global do terrorismo (2002).
No final de sua apresentação no XIV Fórum de Lisboa, Thomas Friedman foi aplaudido de pé.
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