Sinpol declara apoio a Rosso

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ANA MARIA CAMPOS

Em assembleia realizada hoje (04/09), o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol/DF) anunciou apoio à candidatura de Rogério Rosso (PSD) ao Palácio do Buriti.

O evento ocorreu no auditório do IESB, com a presença do candidato. Rosso ganhou a categoria depois de ser o primeiro a anunciar que concederá a paridade dos salários dos policiais civis aos da Polícia Federal. Ele promete enviar ao Congresso, no primeiro dia útil de trabalho, a mensagem como o aumento de 37%, uma vez que o reajuste depende de autorização federal. “Foi muito emocionante”, disse Rosso sobre a declaração de apoio. “Ganhei a família Polícia Civil e agora quero conquistar também os policias e bombeiros militares “, disse.

Rosso foi escolhido pela entidade depois de uma série de sabatinas com os candidatos. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não participou.

Além de Rosso, Eliana Pedrosa (Pros), Ibaneis Rocha (MDB) e Alberto Fraga (DEM) também se comprometeram com a paridade. Mas Rosso ganhou muitos aliados na categoria pela defesa incisiva da paridade no primeiro mês do mandato.

Os adversários avaliam que o apoio do Sinpol não representa uma adesão de toda a classe. “O Sinpol declarar apoio não significa nada. Qual é a representatividade dessa assembleia? Acredito que tenho muitos votos entre os policiais”, afirmou Ibaneis. “Pergunte ao Weligton Luiz”, acrescentou, referindo-se ao deputado do MDB que já presidiu o sindicato.

Vice na chapa de Eliana Pedrosa, o delegado aposentado Alírio Neto (PTB) também avaliou que o anúncio não representa votos de toda a categoria. “Temos conversado com muitos policiais. Respeito o sindicato, mas vejo na categoria muitos votos para nossa chapa”, acrescentou, pouco antes de participar, ao lado de Eliana, de sabatina realizada ontem pelo Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo).

Fraga admitiu a importância do apoio do Sinpol, mas também afirmou acreditar que terá votos na Polícia Civil. “Sou policial. Sei a dor que eles sentem”, afirmou. E acrescentou: “Gostaria de ter o apoio da Polícia Civil, mas, com certeza, vou enfrentar a luta com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros”.

Já Rollemberg, afirmou que vai eleger outros interlocutores na categoria para futuras negociações, por considerar que, depois de o Sinpol recusar duas propostas de reajustes oferecidos pelo governo, perdeu a legitimidade. “Temos apreço, respeito e reconhecimento pelo trabalho da Polícia Civil do DF e continuaremos dialogando diretamente com delegados, agentes, peritos, papiloscopistas e demais integrantes da categoria”.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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