À Queima Roupa: Leandro Grass, presidente do Iphan
“Não trabalho com plano B. Minha pré-candidatura não é uma manobra para me cacifar para outras disputas. Meu compromisso é disputar o Buriti”
Você está mesmo disposto a deixar a presidência do Iphan para se desincompatibilizar e concorrer nas eleições?
Sim. Sou profundamente grato ao presidente Lula por ter me confiado esta importante missão. Nosso governo colocou a cultura novamente como prioridade, dando as condições necessárias para transformar o Iphan em uma instituição mais forte, popular e conectada aos reais desafios do país. Acumulamos muitos resultados e entregas, deixando um legado sólido para os próximos anos. Deixo a presidência com o sentimento de dever cumprido, mais experiente e preparado para meu próximo desafio.
Quando deixará o cargo?
Cumprirei o prazo legal de desincompatibilização e deixarei o cargo até o dia 4 de abril.
Sua meta é concorrer ao Palácio do Buriti?
Sim. O objetivo é concorrer, vencer e construir um governo que esteja à altura da importância da capital.
Conta com quais partidos aliados?
Neste momento, já conto com o apoio unificado dos partidos da nossa Federação — PT, PCdoB e PV. Nosso objetivo agora é ampliar o diálogo para construir uma grande frente progressista com o PDT, PSOL, PSB, Cidadania e outras legendas que se comprometam com um programa de governo verdadeiramente transformador para o Distrito Federal.
E o PSB? O partido lançou Ricardo Cappelli como pré-candidato e ele parece disposto a seguir com esse projeto…
Respeitamos profundamente as dinâmicas internas do PSB, que é um aliado histórico e de extrema importância no projeto de reeleição do presidente Lula. Espero que se junte a nós, pois a divisão do nosso campo político apenas favorece aqueles que estão destruindo Brasília.
Acredita que o comando nacional do PT e da campanha do presidente Lula vai interferir aqui na escolha das candidaturas?
Não vejo razão para isso, pois temos uma pré-candidatura forte, viável e construída com muito diálogo. A direção nacional do PT está plenamente ciente da sólida unidade do PT-DF e da nossa Federação em torno do meu nome para o governo, bem como dos nomes da deputada Erika Kokay e da senadora Leila Barros para o Senado. Temos um projeto consistente, que não só fortalece a reeleição do presidente Lula, mas também ajuda a ampliar sua base no Congresso Nacional. O Distrito Federal não pode andar para trás enquanto o Brasil avança. Vencer aqui é estratégico e fundamental.
O PT lançou a pré-candidatura da deputada Erika Kokay ao Senado. Complica formar uma aliança ampla tendo duas candidaturas majoritárias?
De forma alguma. O que precisamos é de uma chapa competitiva, formada por nomes que reúnam reais condições de vitória. A pré-candidatura da Erika já extrapolou as fronteiras do PT e conta com o apoio firme do PV, PCdoB e PSOL. Como teremos duas vagas em disputa para o Senado, acredito que ela e a Leila, juntas, formam uma chapa fortíssima para derrotar as candidaturas extremistas atreladas ao projeto desastroso da atual gestão Ibaneis-Celina.
Se não der certo a sua candidatura ao GDF, qual será seu caminho nas eleições? Câmara dos Deputados seria uma opção?
Não trabalho com plano B. Minha pré-candidatura não é uma manobra para me cacifar para outras disputas. Meu compromisso é disputar o Buriti, vencer e fazer o melhor governo da história do Distrito Federal.
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