Distritais querem criar um novo e lucrativo mercado para empresas prestadoras de serviço

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Um projeto em tramitação na Câmara Legislativa cria um novo mercado para prestadoras de serviço faturarem alto. Se o texto for aprovado, parques, unidades de conservação, instituições de ensino e até produtores de eventos ficam obrigados a contratar brigadas de bombeiros civis para funcionar, sob pena de pagamentos de multas, interdição e proibição de atividades. A proposta, de autoria do deputado Wellington Luiz (PMDB), é um filão para empresas de vigilância, que contam com um lobby político forte no Distrito Federal.

Parecer amigo
O projeto foi aprovado pela Comissão de Segurança da Câmara Legislativa, com parecer favorável de Robério Negreiros (PSDB), na foto. A família do deputado é proprietária da Brasfort, a empresa que mais fatura com contratos de terceirização no DF. Agora tramita na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), sob a relatoria do deputado Israel Batista (PV). O texto estabelece até o número de brigadistas que passam a ser exigidos em eventos. Por exemplo, festas e shows com público entre cinco mil e sete mil pessoas terão que contar nove bombeiros civis.

Veto à vista
Se o projeto passar na Câmara Legislativa, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) deverá vetar, sob o fundamento de que a proposta cria despesas para o governo. Por isso, depende de iniciativa do Executivo. Mas o deputado Wellington Luiz (PMDB), integrante do grupo da presidente da Câmara Legislativa, tem tudo para derrubar o veto. Para bombeiros militares, o projeto cria uma categoria paralela que pode enfraquecer a corporação.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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