Celina Leão e Leandro Grass passaram o penúltimo dia da campanha na rua com aliados

Publicado em CB.Poder

Coluna Eixo Capital, de 24 de outubro de 2025, por Ana Maria Campos

Celina Leão (PP) passou o penúltimo dia da campanha na rua com aliados, cantando e divulgando o bloco que sai hoje, no encerramento do corpo a corpo. Leandro Grass (PT) também foi às ruas. Mas concentrou a estratégia na tentativa de desgastar a adversária. Até exibiu um powerpoint com pontos que, segundo ele, Celina precisa explicar. Chegou a hora da decisão.

Arruda esclarece

O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) gravou vídeo, ontem, e postou nas redes sociais, reafirmando sua posição a favor da eleição de Leandro Grass. Ele criticou as faixas que tentam confundir o eleitor para que pense o contrário.

Sucessão entre aliados 

Desde a posse de Leonardo Bessa (acima, à esquerda) — hoje desembargador — como procurador-geral de Justiça do DF, em dezembro de 2014, um mesmo grupo tem se sucedido no comando do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). Depois de dois mandatos, Bessa conseguiu ajudar na eleição e na nomeação de sua sucessora, a promotora Fabiana Costa — hoje conselheira do CNMP — que também ficou quatro anos no cargo. Ela foi sucedida por um aliado, o atual procurador-geral de Justiça, Georges Seigneur, que em 12 de dezembro conclui o segundo mandato. Ontem, saiu a nomeação assinada pelo presidente Lula da promotora Claudia Tomelin, secretária-geral do MPDFT, integrante da administração de Seigneur e apoiada por ele para sucedê-lo. Segue, assim, a continuidade da gestão, com um perfil discreto que está crescendo. Além de Bessa, também saiu dali uma outra desembargadora, Selma Sauerbronn, que desde 2014 exercia a função de vice-procuradora-geral de Justiça e, em julho, foi nomeada pelo presidente Lula para uma das cadeiras do TJDFT.

Suspense

Desde agosto está nas mãos do presidente Lula uma lista tríplice com os nomes, escolhidos pelo Pleno do TJDFT, a partir de uma lista sêxtupla escolhida pelo Ministério Público do DF, para a vaga do quinto constitucional, aberta com a morte da desembargadora Maria de Lourdes Abreu. Os candidatos são os procuradores Trajano Sousa de Melo, Vitor Fernandes Gonçalves e Roberto Carlos Silva.

Mais um mandato

No dia seguinte ao segundo turno, começará abertamente o debate sobre a composição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Mesmo sem um resultado final das eleições, 15 deputados distritais articulam uma forma de manter o comando da Casa nas mãos de Wellington Luiz (MDB).

Regras

As mudanças nas regras para permitir uma nova reeleição do atual presidente devem ser aprovadas nesta legislatura, com a votação de uma proposta de emenda à Lei Orgânica do DF. A medida em discussão permite uma reeleição em legislatura distintas e revoga a autorização para uma recondução dentro do mesmo mandato parlamentar. O objetivo é tentar adequar a legislação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite apenas uma reeleição.

Apoio do governo e da oposição 

A proposta, de autoria do deputado Daniel de Castro (PP), do partido da governadora Celina Leão, tem o apoio do líder do governo na Câmara Legislativa e dos deputados da oposição que querem manter um representante na Mesa Diretora, como é hoje com Ricardo Vale (PT) na Vice-Presidência.

Bancada bolsonarista com Pedrosa

Contra a medida está a bancada do PL, que apoia a candidatura de Eduardo Pedrosa (União) para a Presidência da Câmara. Em troca, os distritais do PL exigem espaços generosos, como uma Vice-Presidência e o comando das duas principais comissões: de Constituição e Justiça (CCJ) e de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF).

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